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Frases de Arcise Câmara

652 frases

Decidimos nos casar Uma recepção preparada por nós. Nos encontramos nas redes de relacionamentos, depois de alguns minutos de conversa, um beijo na boca, e muita felicidade ele falou que teria que voltar para sua terra natal, estava de passeio.
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Decidimos nos casar Uma recepção preparada por nós. Nos encontramos nas redes de relacionamentos, depois de alguns minutos de conversa, um beijo na boca, e muita felicidade ele falou que teria que voltar para sua terra natal, estava de passeio. O desejo de ir junto foi imediato. Mas faltava nos conhecer melhor, não podia me jogar de cabeça como nas outras vezes, julguei a nossa relação como superficial e parcial. Conviver com ele foi benéfico, sem obrigações, foi simplesmente uma bonita história pra contar. Não contávamos com a saudade, com as mãos frias de nervoso e com o frio na garganta. O nosso coração estava sereno, com cada coisa em seu lugar, o tédio ficou distante, a vida ganhou outro sentido, éramos nós e mais ninguém, parecia que todo o resto era figuração. O churrasco em família no qual fui obrigada a comparecer com aquela sensação de todo mundo te olhando, todo mundo discutindo teorias de que você tem dois filhos e que você tem uma relação pacifica e cordial com seu ex-marido. Com o tempo fui ficando seletiva e eu comecei a reconhecer as pessoas que merecem fazer parte da sua vida e as que merecem pular fora. Gostei de primeira daquela cara redonda e risonha, daquela sensibilidade de homem moderno, do destrinchar dos papos. Há um motivo para tudo que acontece na vida eu acreditava nisso. A temperatura só aumentava entre nós, era um fogo sem chamas, os pensamentos pareciam reflexos de nossas almas unidas, resolvemos entrar num projeto de vida inteira: o casamento. Não basta sonhar com as coisas que desejamos, é preciso agir, fazer acontecer, é preciso estar preparada, ficar alegre com o bem do outro, este mesmo bem já lhe pertence. Entendi o amor que ele sente por mim e compreendi que não precisava prolongar a felicidade, ao pensar nisso fui chamada de doida por Deus e o Mundo, mas eu tinha certeza, eu tenho certeza e o que faço com essa certeza? Ponho no bolso e espero esfriar? Não sei se quero continuar solteira nesse mundo porque estou agindo com o coração, sempre fui uma pessoa bastante solitária, alguns filmes foram espirados em mim, na minha descrença em casa, na minha autoestima pequena, vazia. Uma dose de normalidade nesse momento ia bem, mas e ele? Eu tenho toda uma carência afetiva, tenho dois filhos para sustentar, tenho um turbilhão de mágoas referente a casamentos e ele? Ele tem as circunstâncias, o foco e os detalhes de querer eternizar logo nossa união, ele quer logo mais. Eu não seria capaz de deixa-lo ir, eu vou com ele na certeza que mais felicidades me espera.

Um mundo sem dor, sem doenças e sem injustiças Interessa essa objetividade? Só porque usamos aliança não significa que estamos seguros, que o parceiro não vai nos trair, que não existem atalhos para o “paraíso”, ou atos praticados pelo amado que dão prejuízos ao nosso coração.
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Um mundo sem dor, sem doenças e sem injustiças Interessa essa objetividade? Só porque usamos aliança não significa que estamos seguros, que o parceiro não vai nos trair, que não existem atalhos para o “paraíso”, ou atos praticados pelo amado que dão prejuízos ao nosso coração. Seria tão bom morar numa cidade civilizada, sem ansiedade, sem pouca concentração, sem raiva e arrependimentos, sem coração rebelde, sem orgulhoso e instabilidade financeira. Você nem sonha com tanta coisa boa assim junta, com união eterna, sem dificuldades para pensar e falar, onde o outro só enxerga a verdadeira beleza, aquela que não se exibe. Aquela cidade onde o amor não esfria, onde não se derruba coisas, onde não existem pessoas desajeitadas, onde o perdão não pode ser exigido, mas é doado facilmente, onde é fundamental que os pais desliguem a tv e não permitam o uso de dispositivos eletrônicos durante as refeições. Priiiiiiiiiiiiiii é sonho eu sei, mas vamos continuar sonhando num mundo com aceitação, com compromissos as circunstâncias e fatos, ao não atrevimento, aos bons instintos, a uma vida cheia de surpresas, ao bom e velho você sumiu, não aparece nem telefona e a comemoração do reencontro. Ao mundo imperfeito onde é possivelmente possível juntar os pedaços, onde é possível manter a aparência equilibrada, onde eu mesmo não amando você, me importo com você, onde realidade é realidade e fantasia romântica é fantasia romântica. Um mundo justo, onde tudo que você tem e não valoriza a vida tira, onde aceito-me plenamente, incondicionalmente, uma vida sem pressa incessante e sem trabalho contínuo minando nossas forças vitais. Nem todo mundo é igual, Ainda bem! Na arquibancada da vida uns preferem sentar, outros vibrar em pé e não há nada de errado nisso. Quando as coisas ficam difíceis é quando você é levado a checar os seus reais motivos de sobrevivência, ou quando a respiração falta por algo que incomoda e perdemos nossa paz e estabilidade, ou quando desaparecem os sentimentos e ficamos sem ação de como continuar, entendendo o outro e a si mesmo. Suspiro e reavalio sentimentos, analiso o próprio corpo, presto atenção aos comandos da saúde, podemos nos separar se quisermos, mas podemos seguir em frente mais felizes e mais fortes, tomando a decisão de amar, você merecendo ou não, sendo divertida e simpática, entregando-me sem medo, sem relutar em fazer o outro feliz. Ahhhhhh fazer o outro feliz! Você já sentiu o desejo de não se envolver com pessoas que pensam de maneira diferente, nesse mundo isso também é possível pois antes do amor vem a aceitação e o respeito.

Essa é a parte que me cabe Tem gente que nunca vai saber o que é esse sentimento chamado amor, tem gente que vai além do vínculo emocional, faz a gente viver uma história particular, um conto de fadas. Estava super estressada com os últimos acontecimentos, estava presunçosa, in…
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Essa é a parte que me cabe Tem gente que nunca vai saber o que é esse sentimento chamado amor, tem gente que vai além do vínculo emocional, faz a gente viver uma história particular, um conto de fadas. Estava super estressada com os últimos acontecimentos, estava presunçosa, indignada, sem direção e com muita sinceridade em agredir e magoar. Estava sem ter direito de defender a própria vida. Era um ataque a minha credibilidade, uma influência até certo ponto, um status, uma imagem social. Queria me sentir importante, não tinha tempo para ele e muito menos para mim. Ele cuidava de mim, ele tinha a capacidade de fazer as pazes, ele me amava e eu sentia isso, mas um dia ele perde o interesse e vai embora, eu fiquei sem cor, sem vigor, sem esperança. Passei a discutir a relação sozinha, deixei de atazaná-lo, os meus pais pediam uma explicação, eu acabara de ficar sozinha sem saber muito bem o que estava acontecendo. Enchi meu corpo com endorfina, ele foi o melhor acontecimento da minha vida e agora estava destruindo a minha vida. Eu era contra a traição até que trai, então me dei um milhão de justificativas. A gente em casa falava de tudo: liberdade, responsabilidade, comportamento e consequências, o casamento nos dá oportunidades de lutar juntos, eu não queria perdê-lo de jeito nenhum, mas foi inevitável. Eu me irritava com a ideia de alguém se achar meu dono, querendo mandar até nas minhas amizades, nos meu jeito de fazer as coisas na cozinha, no me jeito carinhoso com os amigos. Quando um homem ama outra mulher desinteressa pelos filhos, quando uma mulher ama outro homem ela se interessa muito mais pelos filhos. Passei a vida vivenciando relacionamentos frustrantes, achava o diagnóstico absurdo: orgulho ferido. Tentei proteger-me desse piripaque, desse sentimento de inferioridade e insegurança eu que sempre fui uma amante da lógica. Muitas pessoas só valorizam quando perdem, eu estava nessa estatística, o tempo passa e as pessoas esquecem eu jamais esquecerei o quanto não fui honesta , o quanto me deixei envolver pelo amor ao dinheiro, o quanto deixei de estabelecer um vínculo emocional. Sentia-me relativamente equilibrada, precisava acreditar que estava sempre certa, eu tinha a necessidade neurótica de me sentir útil e reconhecida, eu faria qualquer coisa, qualquer coisa, para tê-lo de volta. Homens não perdoam traição como as mulheres, homens gostam do que é bom, do que vira rotina, do que é confortável, gostam do que não causa surpresas desagradáveis. Ele estava lá, mas eu não percebia, ele era um pai maravilhoso, comprometido com a família, mas cometia os erros comuns de deixar nossa relação morna, com a honestidade suficiente para poupar elogios. O compromisso nos leva a prova definitiva, a traição faz sofrer uma família inteira, traz vergonha, indignação, revolta. Ele pôs a minha mala na porta do elevador, mudou meu estilo de vida para sempre. Estava cansada demais para pensar nisso, eu queria me tornar um ser humano melhor, sem o aperto no coração, sem o medo do que as pessoas iam pensar, uma vontade de chorar me invadiu por dentro. Enxergar as coisas como elas são foi duro, não entrava mais em embates com facilidade, as lágrimas aumentam, o amor se torna mais nobre, pratiquei esporte, dormi bem, nutri-me das melhores intenções, mas a dura verdade é que ele não me perdoou.

A humildade é a corrente que eu abraço Sem generalizar é a qualidade mais admirável, assim como o bom-humor. Conseguir enxergar o lado bom das coisas mesmo na dificuldade é um surpreendente gesto. O medo não deveria me dominar, mas tenho medo de parecer arrogante, prepotente, n…
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A humildade é a corrente que eu abraço Sem generalizar é a qualidade mais admirável, assim como o bom-humor. Conseguir enxergar o lado bom das coisas mesmo na dificuldade é um surpreendente gesto. O medo não deveria me dominar, mas tenho medo de parecer arrogante, prepotente, nariz empinado. Tenho medo de estar no biombo da hipocrisia, viver uma vida com autonomia e sem os agradecimentos necessários. Tem muita gente que acha que essa conversa não leva a nada, que devemos ser nós, e até com certa frequência não se importar com o que os outros acham ou pensam. Bom, o meu processo de evolução diz que cada um é diferente, temos uma mistura de sentimentos no coração e muita teoria na cabeça, aprendemos lições de tolerância e cumplicidade e devemos ter simplicidade nas atitudes. Existe até adjetivos favoráveis e desfavoráveis, como sendo bom ou ruim. Por um tempo sofri a ausência de paixão, achava que era normal na minha idade, nada me motivava, nada me empolgava, nada me satisfazia a me mexer, eu não queria conviver com pessoas lentas, eu não tinha a estatura da paciência, eu sempre achava que a vida sabia o que faz. Mentia para mim mesma, era só uma aperitivo para enganar a minha inquietação, buscava respostas na internet, cheguei a perguntar ao google o que era ser feliz, por que eu estava presa ao passado ou tentando imaginar o futuro. Não gosto de generalizações, bato firme nessa tecla, nem todo homem é pagador, nem toda mulher é mal comida, casamento para uns é maravilhoso, para outros uma dificuldade a ser superada, nem todo mundo sabe domar o seu leão. Tive várias relações que acabaram bem, várias relações em que meus exes me odeia e outras duas em que eles querem reatar. Por conta disso fiquei sem comer desde ontem. Eu não servia, eu não prestava, eles não me amavam, e após eu ter conseguido vencer cada obstáculo, sou a pessoa mais honesta e linda do planeta. Ex para mim não se tornam inimigos em potencial, mas minha extema generosidade não inclui dá chances a relacionamentos que já fracassaram uma vez, mesmo que a humildade seja meu mantra, mesmo que vez ou outra eu desconte minha raiva nos fracos. A gente percebi o zum zum zum de como as pessoas julgam nosso comportamento, a gente sente as certezas possíveis, a gente sabe lá no fundo do coração quando está perdendo o nosso maior tesouro. Eu sempre mostrei sinais de ansiedade, não é à toa que engordei 30 quilos, não é à toa que só eu me sentia radiante depois de comer uma caixa de chocolates, mesmo com muitos quilos a mais sempre me achei com uma aparência boa o suficiente, meu peso nunca influenciou em minha autoestima, para mim era uma lenda gordas não se acharem lindas e sensacionais. Cadê minha humildade gente? As cobranças são os grandes, gordas terão problemas nos relacionamentos, gordas acabarão solitárias e tristes, gordas serão rodeadas de gente que suga ainda mais sua insegurança. Meu sorriso era lindo apesar do meu corpo, meu rosto bonito apesar do meu corpo, aos poucos fui domestificando fantasmas, as emoções que eu sentia e precisava administrar me tornou única, aprendi rapidamente que o céu me pertencia, tinha nascido para ser feliz e para ser humilde. Vivenciei traições, vivenciei momentos tensos e resolvi que era hora de pensar em mim, fiquei com medo da solidariedade disfarçada de pena em cima dos gordos, fiquei com receio de abraços mágicos. Eu estava mais uma vez pensando pequeno, eles eram inteligentes, interessantes e carinhosos, eu tinha esgotado os meus recursos naturais de força de vontade em emagrecer. Fiquei feliz em conhecer a verdade e poder seguir em frente, fiquei feliz em me aceitar e lutar por qualidade de vida, fiquei feliz em tirar das mãos o passado e o futuro, fiquei feliz em não me importar com amores não correspondidos. Mas a humildade eu só entendi verdadeiramente quando deixei de julgar.

Ter bajuladores ao redor Não quer dizer ter um ombro para se apoiar. Não quer dizer que você usufruirá para sempre de generosidades.
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Ter bajuladores ao redor Não quer dizer ter um ombro para se apoiar. Não quer dizer que você usufruirá para sempre de generosidades. Não quer dizer que você pode desabar no choro. Não quer dizer quer o seu ego era satisfeito a troco de nada. Quer dizer que você causa inveja. Quer dizer que você está rodeado de pessoas que valorizam as aparências. Quer dizer que os sorrisos não são honestos. Significa que nos tempos de glória você terá muitos “amigos” ao eu redor. Significa que você ainda se magoará muito. E muitas lágrimas rolarão. Seu ser e seu caráter não têm a menor importância, o que vale é seu dinheiro, sua beleza, seu status. Confie nessa teoria e não se deslumbre. Sinta-se um estranho no ninho quando tudo for perfeito, legal e agradável. Cedo ou tarde você terá sua vidinha de volta, bajuladores se cansam quando não conseguem tirar vantagem. Eles estarão presentes nos momentos inadequados. Não suportam o fato de você ter conseguido fama, sucesso e dinheiro por talento e dignidade. Não se influencie e continue pensando e sendo você. Sua humildade é discutida como falsidade. Seja lúcido e coerente na hora de presentear bajuladores. Aprenda o que a vida ensina e os sinais que ela emite. Não vislumbre o reino encantado do seu mundo particular. Cuidado ao frustrar bajuladores eles sabem muito da sua vida, você contou. Se precisar recomece do zero e filtre sempre que puder as amizades. Tudo que ele fala acontece, ele está acostumado com essa vida, não são previsões. O humor dele não flutua, está sempre ótimo, mas não esqueça os humores é “planejamento estratégico”. Feche a porta para nunca mais colocar de volta bajuladores em sua vida. Não seja ingênuo e influenciável. Bajuladores têm ciúmes e baixa autoestima. Aprenda a valorizar a vida. E sempre que receber propostas e convites, alguns até podem parecer bons e inocentes verifique se não há interesse por trás.

Uma personalidade parcial Aprendi a conviver bem, a respeitar os outros, a não me levar pelas aparências. Eu não usava aliança no dedo, apesar de me sentir casada por inteira. Ali ou acolá a inveja rondava, eram alfinetadas de todas as ordens de quem acreditava que eu fingia fel…
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Uma personalidade parcial Aprendi a conviver bem, a respeitar os outros, a não me levar pelas aparências. Eu não usava aliança no dedo, apesar de me sentir casada por inteira. Ali ou acolá a inveja rondava, eram alfinetadas de todas as ordens de quem acreditava que eu fingia felicidade. Segundo os plantonistas eu precisava de um pouco de vida social e ainda de tratamento psicológico por ter conquistado muitas coisas com facilidade, na opinião de muitos o meu jeito caloroso era apenas artificial. O mundo é maldoso, julgador, preconceituoso, nem sempre eu dava de ombros, muitas vezes me incomodava saber que na opinião das pessoas eu ter casado com um executivo lindo de morrer não estava ao meu alcance, inalcançável ainda mais era ele me amar e sermos felizes. A vida tomou os rumos de tudo o tempo todo, sofri por amor como qualquer pessoa, escolhi errado, até que me senti elogiada e amada, eu sei que é perigoso negligenciar um casamento com sucesso financeiro e posição social, mas na minha opinião amar e ser amada é sempre fácil. Sou radicalmente contra o aborto, ele também, optamos por não ter filhos, ainda sou fértil biologicamente, mas minha cabeça entrou na menopausa há pelo menos cinco anos. Choramos juntos quando a nossa relação precisa aliviar a tensão, não somos adeptos ao ciúme e podem falar que é falta de amor que não estamos nem aí. As mais variadas situações pelas quais passamos conseguimos resolver de forma que ambos ficássemos satisfeitos Estou aprendendo alguma coisa todos os dias, apoio, deixar pra lá o que os outros dizem, acalmar o coração, declarações mútuas de amor romântico, fraterno, familiar, individual, humanitário... Ele me conheceu e gostou de mim assim, ele sobreviveu aos meus defeitos, eu era dura em relação a mim mesma, ele me fez entender a preciosidade que era o meu ser como um todo. Estar com ele é evaporar as horas. Chego em casa com um ou outro presentinho, é fácil agradar quem te trata bem todos os dias, ele nunca teve vergonha de mim por estar acima do peso, eu nunca duvidei da minha capacidade de amar, ele sempre enxergou os seus defeitos e não os meus. Ele é predominantemente mais bonito, mais educado, charmoso, boa conversa. Ele é sempre meu ponto de partida para qualquer debate, ele não se importa se eu falo alto, eu jamais desistirei dele. O amor é distorcido, os ensinamentos que nos passam é que eu preciso merecer, falta autoconfiança de que as coisas vão dar certo, ao seu lado nunca tive a sensação de vazio que me atormentava em outras relações. Apesar da decepção rotineira de ambos, continuamos a nos amar infinitamente, apesar dos erros somos parcialmente em favor do outro, a afinidade que nos une é eterna. Não somos de compras, achamos dignos viver a vida sem excessos, não hesitamos em apontar os erros para que a nossa relação não venha a ser um faz de conta, onde eu finjo que não me atinjo pelas imperfeições do outro, ou ainda, que finjo ser feliz. Nosso amar não se trata apenas de uma questão emocional, é escolha, é decisão, é entrar na estrada para nunca mais voltar, é não conseguir se libertar por puro sentimento agradável. Não seguimos posturas defensivas nem a tendência de se justificar culpando o outro, acho que nosso amor é um progresso científico. Alguns têm pena de mim, tentam me maltratar com discurso de deslealdade, que a reação dele em ser maravilhoso é fruto de infidelidade, radicalizam que duas pessoas não possam se amar de verdade. Hoje preciso de coisas que não precisava antes, hoje preciso de bens não compráveis, preciso de planos, de estar aberta em mim mesma, de não ser egoísta. A rotina me equilibra, as fortes emoções me encantam, tenho vontade de ser boa para o mundo porque o mundo foi bom para mim, não que tudo seja perfeito, mas conseguimos controlar todos os obstáculos.

Quando a gente percebe que o outro não vai mudar Você só tem duas alternativas, ou resolve amá-lo apesar das falhas ou deixa de amá-lo. Não sei quantas vezes desisti de amar, eu me chateava em dar opinião, ele se tornou exímio em críticas, eu passei a só dar opinião se fosse sol…
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Quando a gente percebe que o outro não vai mudar Você só tem duas alternativas, ou resolve amá-lo apesar das falhas ou deixa de amá-lo. Não sei quantas vezes desisti de amar, eu me chateava em dar opinião, ele se tornou exímio em críticas, eu passei a só dar opinião se fosse solicitada. Quando eu resolvi terminar acabei me livrando de um peso imenso e abri caminho para construir uma vida melhor. Não chorei, não briguei, não demonstrei tristeza, não dei motivos, não justifiquei, não senti pena, não desconstruí suas qualidades que ficaram dentro de mim, não fiquei brava. Eu só resolvi terminar para voltar a ser quem eu sempre fui. Eu fui a pessoa mais forte que eu conheço, eu decidi não vou mudar minha forma de ser, eu apenas pedi a Deus que abençoasse o meu novo caminho, eu tinha me organizado mentalmente para ser feliz nesse relacionamento, mas infelizmente a gente não consegue programar certos acertos na vida. O dia estava lindo, eu me sentia bela, linda, sofisticada, cheia de atitude, eu queria ir comigo ao infinito, eu estava fascinada por viver minha vida de forma única, sem contemporizar tanto, sem ser doadora demais. Chega de sofrer por um homem que não sabe valorizar a mulher que tem. Faltava paixão, sobrava interferência na minha vida, por vezes avancei com a ideia de terminar, outras recuei, me perdia em promessas, desviava com as esperanças, batia uma moleza de começar do zelo, eu estava me fechando nas buscas parecia mais cômodo ser uma infeliz na zona de conforto. Só lamento que tenha demorado tanto tempo para me libertar, tudo havia acabado há muitos anos, não havia sensação de bem estar, nada mais era interessante e divertido, era inútil a insistência. Eu tentava relembrar aquela moça bonita e segura que era eu, as tantas coisas que detestávamos um no outro, eu preferia a companhia do livro a dele, eu me permitia chorar escondido. Eu também errei bastante, eu agia de uma forma específica para moldá-lo e transformá-lo, acho que eu tinha transtorno bipolar. O engraçado é que eu conhecia os fatos, eu não vivia na ilusão, eu entendia seus presentes excessivos, eu percebia a vontade de brigar espocando nas veias, eu sempre achei que a fidelidade é uma obrigação de ambas as partes, mas me fingia de cega. Sua atitude foi nobre o que me deixou aliviada. Ele não implorou, não me desejou mal, não forçou, não foi absolutamente agradável e incentivador, mas demonstrou plena consciência que eu estava agindo certo diante de tanto equívoco na relação. Ele jamais brigaria por mim, apesar de ter me confessado que se deixou acreditar no pra sempre, fez um “mea culpa” e disse ter sido egoísta. Ele tinha um amor por Deus inabalável, mas não sentia amor pelas pessoas, elas eram muito idiotas e preconceituosas, cheias de arrependimentos e isso não o admirava. Tenho medo do ego dele explodir, tenho pavor por ele não saber lidar com os acontecimentos, penso que um dia ele possa se comprometer com ele mesmo, enfrentar os desafios, vencer os obstáculos, acreditar que vale a pena se sacrificar por quem se ama. Tudo tem solução, tudo tem seu cheiro, seu modo de ver o mundo, sentir eu mesma depois de muitos anos foi no mínimo libertador, é melhor calar para não chorar. Uma coisa eu tenho certeza dessas incertezas da vida, nós nunca vamos nos unir novamente, nós não combinamos, não defendemos os mesmos interesses, nada nos pertence, nem as filosofias espirituais. O lero-lero de casal precisa de conteúdo, demonstrar essência, fazer feliz, eu sou de um temperamento que só faço coisas que me deixam bem, o meu maior tesouro é me sentir livre, o milagre da liberdade infelizmente só é conquistado por poucos. Nos beijamos no rosto com todo amor que sempre desejei viver, com o carinho do desejo de felicidade, com a inteligência simples e sincera de resguardar a pouca coisa boa que nos restou, que o lado mau nunca ofusca o lado bom. Por várias vezes eu disse uma coisa e fiz outra, ou ainda, me doei de forma limitada, pouco admirável e nada nobre, deixei no ar que não havia nada a ser mudado em mim e pago o preço das minhas escolhas porque nessa relação nenhum dos dois quis mexer um músculo sequer para fazer o outro feliz, para tentar o encaixe.

Quando a gente percebe que o outro não vai mudar Você só tem duas alternativas, ou resolve amá-lo apesar das falhas ou deixa de amá-lo. Não sei quantas vezes desisti de amar, eu me chateava em dar opinião, ele se tornou exímio em críticas, eu passei a só dar opinião se fosse sol…
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Quando a gente percebe que o outro não vai mudar Você só tem duas alternativas, ou resolve amá-lo apesar das falhas ou deixa de amá-lo. Não sei quantas vezes desisti de amar, eu me chateava em dar opinião, ele se tornou exímio em críticas, eu passei a só dar opinião se fosse solicitada. Quando eu resolvi terminar acabei me livrando de um peso imenso e abri caminho para construir uma vida melhor. Não chorei, não briguei, não demonstrei tristeza, não dei motivos, não justifiquei, não senti pena, não desconstruí suas qualidades que ficaram dentro de mim, não fiquei brava. Eu só resolvi terminar para voltar a ser quem eu sempre fui. Eu fui a pessoa mais forte que eu conheço, eu decidi não vou mudar minha forma de ser, eu apenas pedi a Deus que abençoasse o meu novo caminho, eu tinha me organizado mentalmente para ser feliz nesse relacionamento, mas infelizmente a gente não consegue programar certos acertos na vida. O dia estava lindo, eu me sentia bela, linda, sofisticada, cheia de atitude, eu queria ir comigo ao infinito, eu estava fascinada por viver minha vida de forma única, sem contemporizar tanto, sem ser doadora demais. Chega de sofrer por um homem que não sabe valorizar a mulher que tem. Faltava paixão, sobrava interferência na minha vida, por vezes avancei com a ideia de terminar, outras recuei, me perdia em promessas, desviava com as esperanças, batia uma moleza de começar do zelo, eu estava me fechando nas buscas parecia mais cômodo ser uma infeliz na zona de conforto. Só lamento que tenha demorado tanto tempo para me libertar, tudo havia acabado há muitos anos, não havia sensação de bem estar, nada mais era interessante e divertido, era inútil a insistência. Eu tentava relembrar aquela moça bonita e segura que era eu, as tantas coisas que detestávamos um no outro, eu preferia a companhia do livro a dele, eu me permitia chorar escondido. Eu também errei bastante, eu agia de uma forma específica para moldá-lo e transformá-lo, acho que eu tinha transtorno bipolar. O engraçado é que eu conhecia os fatos, eu não vivia na ilusão, eu entendia seus presentes excessivos, eu percebia a vontade de brigar espocando nas veias, eu sempre achei que a fidelidade é uma obrigação de ambas as partes, mas me fingia de cega. Sua atitude foi nobre o que me deixou aliviada. Ele não implorou, não me desejou mal, não forçou, não foi absolutamente agradável e incentivador, mas demonstrou plena consciência que eu estava agindo certo diante de tanto equívoco na relação. Ele jamais brigaria por mim, apesar de ter me confessado que se deixou acreditar no pra sempre, fez um “mea culpa” e disse ter sido egoísta. Ele tinha um amor por Deus inabalável, mas não sentia amor pelas pessoas, elas eram muito idiotas e preconceituosas, cheias de arrependimentos e isso não o admirava. Tenho medo do ego dele explodir, tenho pavor por ele não saber lidar com os acontecimentos, penso que um dia ele possa se comprometer com ele mesmo, enfrentar os desafios, vencer os obstáculos, acreditar que vale a pena se sacrificar por quem se ama. Tudo tem solução, tudo tem seu cheiro, seu modo de ver o mundo, sentir eu mesma depois de muitos anos foi no mínimo libertador, é melhor calar para não chorar. Uma coisa eu tenho certeza dessas incertezas da vida, nós nunca vamos nos unir novamente, nós não combinamos, não defendemos os mesmos interesses, nada nos pertence, nem as filosofias espirituais. O lero-lero de casal precisa de conteúdo, demonstrar essência, fazer feliz, eu sou de um temperamento que só faço coisas que me deixam bem, o meu maior tesouro é me sentir livre, o milagre da liberdade infelizmente só é conquistado por poucos. Nos beijamos no rosto com todo amor que sempre desejei viver, com o carinho do desejo de felicidade, com a inteligência simples e sincera de resguardar a pouca coisa boa que nos restou, que o lado mau nunca ofusca o lado bom. Por várias vezes eu disse uma coisa e fiz outra, ou ainda, me doei de forma limitada, pouco admirável e nada nobre, deixei no ar que não havia nada a ser mudado em mim e pago o preço das minhas escolhas porque nessa relação nenhum dos dois quis mexer um músculo sequer para fazer o outro feliz, para tentar o encaixe.

O tempo vai dizer Será que podemos corrigir os outros? Será que somos extremamente generosos?
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O tempo vai dizer Será que podemos corrigir os outros? Será que somos extremamente generosos? Será que dá para esquecer 37 anos de casamento? Será que eu distorço as coisas? Será que eu posso começar agora a minha história? Será que dá pra fazer estrago para o outro corrigir? Será que sempre escolho as situações difíceis? Será que serei uma cabeça distraída para sempre? Será que infidelidade é totalmente perdoável? Será que meus filhos vão deixar a minha casa para se casar? Será que meu descuido gera prejuízos? Será que coração feliz é coração coerente? Será que diluirei as coisas que eu não aceito bem? Será que viverei por conta própria? Será que meu esforço vale a pena? Será que um dia saio do ciclo de relacionamentos desequilibrados? Será que tenho o direito de expressar meu inconformismo? Será que posso parar de falar sem freios? Será que o ser humano um dia deixa de fragmentar pessoas por posição social? Será que posso olhar as situações desagradáveis de forma superficial? Será que questões mal resolvidas só são curadas em consultórios psicológicos? Será que estou vivendo por convenções sociais? Será que estou transferindo sentimentos? Será que existe confiar desconfiando? Será é possível não vê-lo nunca mais?

Alguém tem medo do ridículo? Nem sabia do meu sentimento por ele, não sabia ser portadora de uma paixão, uma fé, uma esperança, um amor, uma certeza da legitimidade desse sentimento. Ainda alimentava a raiva e a mágoa pelo outro, pelo primeiro, pelo pai da minha filha. Estava z…
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Alguém tem medo do ridículo? Nem sabia do meu sentimento por ele, não sabia ser portadora de uma paixão, uma fé, uma esperança, um amor, uma certeza da legitimidade desse sentimento. Ainda alimentava a raiva e a mágoa pelo outro, pelo primeiro, pelo pai da minha filha. Estava zonza, imaginando coisas, vivendo momentos de mulher, sonhos, cores, flores, felicidade. Eu estava atraindo o que estava transmitindo aos quatro ventos do universo. Saí de um relacionamento em que tinha que fazer tudo o que o meu marido dizia e entrei no mundo em que eu era paparicada e tinha minhas vontades atendidas sem questionamentos. No primeiro momento estava com pé e mão nos freios, eu não sai correndo atrás dele como meu coração desejava, eu estava sozinha há três meses, tinha superado um sofrimento em tempo recorde, mas não saia da minha cabeça a ideia de que estávamos destinados um ao outro, que tinha chegado a minha vez, que eu não deveria ter subestimado o amor de Deus. Eu era o passado vivendo no presente, tive um ano difícil, mas provavelmente vivi muitas coisas perfeitas pelo mundo, sem nenhuma justificativa intelectual e psicológica, coisas que continuarão registradas no meu currículo, na minha vida. Encontrei um Homem cada vez mais raro, gentil, educado, moderno, fofo, lindo, com exageros a parte e com sentimentos serenos, ternos, fraternos, maduros, uma verdade eterna em sentimentos descomplicados. Foi difícil entender que meu marido amava outra pessoa, que o pai da minha filha sempre amou outra e quis se unir a mim para não ficar distante da filha apaixonante, abraçando o pesado fardo de uma gravidez indesejada com um serzinho desejado dentro da barriga. É isso que se faz por alguém que se ama, pensava eu comparando os relacionamentos, fiquei chateada com as comparações que fazia, mas parecia inevitável, pareci que eu queria provar para mim mesma as escolhas erradas do passado e apostar todas as fichas no valioso, belo, flexível Homem Atual. Amigos, vocês podem acreditar, comparar fez com que eu ficasse segura, feliz, centrada, me sentisse amada, mesmo em situações ou circunstâncias adversas a maneira como ele se manifestava me apaixonava e foi por ele e por amor a ele que aceitei o fim do meu relacionamento anterior. Nos conhecemos pela internet, que foi para mim a mais nova lâmpada de Aladim, eu não acreditava em internet, nunca me animei para isso, mas segui os impulsos da harmonia, deixei a guerra da tristeza fora e cheguei ao denominador comum de tentar e assim a vida me presenteou.

Algumas possibilidades que possam ser válidas para uma vida mais contente Seguir meu próprio conselho de dormir o suficiente, mínimo oito horas por dia, ou por noite como preferir. Reconhecer amizades pela lealdade trocada.
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Algumas possibilidades que possam ser válidas para uma vida mais contente Seguir meu próprio conselho de dormir o suficiente, mínimo oito horas por dia, ou por noite como preferir. Reconhecer amizades pela lealdade trocada. Tomar decisões centradas no outro e em si. Sempre olhando bilateralmente. Evitar a dura e problemática comparação. Ser uma mulher/homem diferente. Não ter limites para autoconfiança. Assumir mesmo embaraçada a possibilidade de ter entendido errado e pedir desculpas por isso. Conseguir tudo o que quer, sem pisar em ninguém. Viver intensamente o seu tempo. Sonhar sem perturbar a alma. Excluir a ideia de que mulher boa tem como destino ser abandonada pelo parceiro. Evitar arrumar encrenca. Não Julgar coisas que parecem absurdas. Amar a si e aos outros. Decidir quase tudo. Silenciar. Curtir a vitória alheia com alegria. Cultivar esse sentimento misterioso chamado Amor (só curto escrever Amor com A maiúsculo). Estar prontos um para o outro. Ver amigos. Curtir óculos de sol e proteger a retina. Costurar a amizade até virar uma coisa só. Tornar-se uma figura elegante nas palavras e gestos. Desapegar de coisas ruins. Andar para frente. Deixar de ser maldosa. Selecionar o que é bom e justo. Ter Fé, mesmo que não tenha nada a ver com religiosidade. Manter a palavra. Aprender culinária. Sentir-se livre e triunfante. Evitar berrar insultos e sussurrar elogios. Ser capaz de desligar o celular e recarregar as baterias do corpo quando necessário. Falar hum-hum para evitar brigas. Torna-se uma pessoa melhor e mais atenciosa. Abraçar as histórias que não são suas.

Sou comedora compulsiva Não consigo parar de pensar em comida, acabo de almoçar e já estou pensando na janta, fico de olho em todo mundo que está comendo delícias, já passei várias vergonhas, eu não sei mastigar, eu engulo os alimentos então por milhares de vezes eu fui a última…
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Sou comedora compulsiva Não consigo parar de pensar em comida, acabo de almoçar e já estou pensando na janta, fico de olho em todo mundo que está comendo delícias, já passei várias vergonhas, eu não sei mastigar, eu engulo os alimentos então por milhares de vezes eu fui a última a me servir e a primeira a acabar de comer, todo mundo nota, no início ficava bem constrangida, depois ia logo explicando a minha mania de comer rápido. No trabalho sou a pedinchona, aquela que não poder ver ninguém comendo que pede um pouco, aquela que tem fome de comidas específicas, aquela até que vai pegando comida do colega sem pedir, acha que tudo é compartilhado por todos assim como ela faz. Foi superdifícil me assumir assim, saber que eu estava doente e que a comida me controlava e me levava a obesidade inúmeras vezes num processo sanfona de vai e volta. Quando compro um bolo, como ele a cada cinco minutos e só descanso depois que acaba, isso acontece com tudo, como até acabar, como mesmo satisfeita, como mesmo com a barriga para explodir, sei que é uma doença, mas tenho certeza de uma coisa: a comida me domina. Todo mundo repara no meu jeito de comer, como com pressa, sem foco, sem intervalos, sem conversar com ninguém, sirvo a sobremesa bem antes que todo mundo com medo de acabar. Fico constrangida com tudo isso, sou tão estabanada que quase sempre me sujo, sujo as roupas e deixo comidas pelo chão da casa, tudo isso me deprime, principalmente o fato de nunca guardar comida para ninguém, eu só penso em mim quando o assunto é comer. Ainda não cheguei na fase de comer escondido, mas já escondi comida para que ninguém da minha casa comece as minhas guloseimas prediletas. Hoje eu me reconheço doente, não frequento psicólogos ou grupos de apoio, não me sinto satisfeita com esse diagnóstico, mas estar consciente é um belo e grande caminho para recuperação. Não sei a quem atribuir essa culpa, já fui magra e me sentia gorda, já tive nojo de comidas, já fiz regimes sem precisar, estando no meu peso ideal, já misturei e ainda misturo fome com emoções. Se estou triste como, se estou alegre como, se estou entediada como, se estou chateada como também, nunca sinto fome pois estou sempre mastigando e engolindo alguma coisa. Quase sempre chego a passar mal, sinto como se fosse explodir, sinto como se tivesse comido por anos, mas não me controlo.

Transtorno Bipolar Eu não o entendo, eu estava em crise de ansiedade, não era a primeira crise. Sempre tinha alguém para me ensinar alguma coisa, o que comer, qual remédio tomar, fico até saturada das palavras certas. As pessoas me pedem desculpas o tempo todo, minha crise de h…
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Transtorno Bipolar Eu não o entendo, eu estava em crise de ansiedade, não era a primeira crise. Sempre tinha alguém para me ensinar alguma coisa, o que comer, qual remédio tomar, fico até saturada das palavras certas. As pessoas me pedem desculpas o tempo todo, minha crise de humor é insuportável, eu grito, choro e tenho euforia, não consigo dar satisfações. Todo mundo diz que é só uma fase, mas esse sentimento de que não sou capaz de controlar as emoções é horrível, dá vontade de dar um tiro na boca. Eu estava em morte social, isso não era provocação, eu realmente não queria ver gente, estava com a cabeça nas nuvens, minha expressão se altera a cada três minutos, todos esses sentimentos são muito sérios, às vezes eu acho que não existe possibilidade de bem-estar. Eu mudo de ideia muito rapidamente, precisei de terapia para me entender, eu sempre pensava nos meus interesses, eu estava doente, logo eu podia manipular as pessoas inconscientemente, eu estava sempre pronta a explodir. Por um tempo me senti uma farsa, uma pessoa descontrolada, cheia de altos e baixos. A vida era curta demais para tantas crises, eu precisava de decisões acertadas, eu não queria me entupir de remédios que causam dependências. Invejava as pessoas equilibradas, eu me autossabotava, minha vivência se resumia a dormir demais, eu também me sentia explorada, gastava demais, meu dinheiro sumia, tudo me incomodava, tinha dor na alma e uma vontade incontrolável de morrer. Eu não recebia elogios com a frequência que desejava, isso me afligia, eu tive uma relação abusiva no passado, ele me recriminava por tudo, inclusive por falar demais, alguns diziam que fomos feitos um para o outro, mas no mundo dos ressentimentos me preencho facilmente, eu acho um saco justificar tudo, falta paciência. Eu me sinto ridícula por ter de fantasiar tanto, vivo olhando para baixo, não consigo encarar as pessoas, eu estava fora da crise há algum tempo e acabei não me acostumando com as feridas emocionais, já tinha sido diagnosticada com transtorno bipolar, mas achei que uma crise só bastava. Desculpa o que eu digo, eu preciso firmar um compromisso por escrito com os remédios eternos para entender meus sentimentos, preciso escrever para me conhecer, prometo não me culpar nem culpar você, prometo esticar os momentos de felicidade e encolher os de sofrimento, prometo refletir sobre o significado da minha existência, prometo não me achar uma fracassada e inútil. Prometo me aceitar e seguir em frente.

Facetruque Bem, acho que a maioria das pessoas que leem esse blog já sabe que tenho facebook e no facebook tem de tudo, pessoas que fazem questão de ser sua amiga e não falam com você se te encontram pessoalmente, amizades virtuais muito interessantes, casais que são o Sr. e a S…
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Facetruque Bem, acho que a maioria das pessoas que leem esse blog já sabe que tenho facebook e no facebook tem de tudo, pessoas que fazem questão de ser sua amiga e não falam com você se te encontram pessoalmente, amizades virtuais muito interessantes, casais que são o Sr. e a Sra. Perfeitos, pessoas ultrarromânticas que postam quantos segundos estão ao lado do amado, pessoas que postam: Acordei, jantei, tomei banho, sem sono e até piadas. Confesso que eu interajo bastante curto, comento, e dou gargalhadas. Fui escolhida para ser administradora de dois grupos dos formandos do 2º grau e dos formandos da Faculdade, dedico meu tempo postando fotos antigas, marcando encontros e bailinhos para rever o pessoal e conhecer suas famílias. Nossa quanta gente loira rsrs 99,99% da mulheres estão loiras fiz até esse levantamento como enquete. Brincadeiras a parte, colegas estilo Fiuk e cabelos tipo Claudia Raia em Saçaricando nos rende boas gargalhadas. Tenho o cuidado e a etiqueta net de montar e antes de publicar, pedir autorização e tudo mais. Está maravilhoso, reencontrei velhos e bons amigos, uma delas postou um cartãozinho amarelo do tempo (18 anos) que eu tinha dado quando ela fez aniversário. Chorei de emoção ao saber que alguém guarda um cartão meu por tanto tempo mesmo tendo perdido contato. Bom, mas vamos as pitangas, pois foi para isso que vim postar. Quem me conhece sabe que eu nunca gostei de misturar vida profissional com vida particular, frequentar aniversários e sair para balada estão fora de cogitação, mas infelizmente não tive peito para recusar convites de amizade no facebook de colegas de trabalho. Eu adicionava a pessoa e bloqueava para visualização de fotos a fim de não expor minha vida particular no trabalho. No domingo passado postei uma frase: Míseras famílias ainda acham que podem tratar seus ajudantes como se fosse de uma estirpe inferior. Essa frase retirei do livro do Fábio de Melo com Gabriel Chalita Carta entre amigos sobre ganhar e perder, não citei a fonte pois leio muito e acho que padre Fábio e Ana Maria Braga usam muito frases prontas em seu livro e não acredito ser deles sua autoria. São frases profundas, excelentes. Tipo prece da serenidade também escrita no livro e um trecho de Gandhi. Comecei a ser maltratada por uma colega de trabalho, ela não respondia aos meus bons dias (até aí tudo bem, educação é educação), perguntava alguma coisa profissional dela e do serviço dela para compor o meu Relatório Gerencial e ela dizia veja nas notícias, no jornal ou qualquer outra resposta. Então comecei a perceber que eu estava sendo “desprezada por outras pessoas” que estavam se comportando como ela. E comecei a ouvir indiretas tipo: tem gente que ouve uma conversa telefônica aqui e posta no face a vida dos outros, eu inocentemente disse: nossa!! Existe isso? A confusão foi tanta a doida chorou, fez calunia de mim aos quatro cantos da empresa, na cabeça da doida a frase postada no meu status era falando mal dela por ela ter comentado que a empregada dela rouba (furta) e que eu ouvi uma conversa telefônica dela com o marido no meu setor na sexta e no domingo postei. Já fui de chorar para tentar convencer, mas hoje, n-u-n-c-a! Apesar dessa pessoa falar gritando eu não ouvi um A do que ela disse ao marido dela, pois eu quando estou concentrada no trabalho não escuto nem telefone tocar, o mesmo que fica do meu lado. Eu não estou tão assídua ao blog, pois o trabalho tá tanto e o tempo tá curto, tenho um prazo até 31/10 para fechar o planejamento estratégico dos próximos 4 anos da instituição, é orçamento, aumentos salariais, concurso público, viagens e congressos, treinamentos, benefícios funcionais, folha de pagamento e tudo que uma empresa pública precisa para seguir adiante em 4 anos com qualidade. Continuando falando da doida... Que ela odeia isso, pelo dramalhão que ela fez todo mundo se compadeceu, tomou as dores e a melhor parte tudo acontecendo a minha volta e eu sem saber de nada, sem entender nada, até que “superiores” resolveram sem ouvir a minha versão me advertir, falar que o clima ficou hostil e blá, blá, blá. E eu com cara de “o que vocês estão falando”, eu não estou entendendo. Quando eu comecei a entender que se tratava de uma ofensa no mundo virtual. E muito, mais muito tempo depois alguém veio me perguntar porque eu fiz isso com a doida e só aí entendi tudo. Uso o facebook mais para mim do que para os outros, as frases, notas e vídeos são de coisas que curto, posto para mim em nível de reflexão, não gosto de pessoas que maltratam ajudantes, achei interessante a frase para reflexão por isso postei, quando preciso de uma frase, uma nota, vou lá e busco. Não tenho o intuito de educar, criticar ou magoar alguém através do face muito pelo contrário o meu intuito é estreitar laços, rever amigos, interagir, saber notícias e mandar sinal de fumaça. Eu tenho como provar que não ofendi a doida, o livro do padre Fábio está marcado em marca texto as frases interessantes e postei uma a uma na sequencia, sendo essa a sexta, marcada por mim em marca texto, mas eu não quero provar nada para ninguém, é a minha vida particular, é o meu facebook e desde que não ofenda ninguém é a minha liberdade de expressão. Arrogante e pretensiosa, eu só acho! Apesar de p da vida, morri de rir da doida que usou a carapuça por tratar ajudantes mal. Ontem postei: no face tem de tudo, até pessoas que leem seu status e pensam que estou falando delas... Essas pessoas que se acham a centro do universo eu digo: se eu não citei seu nome, não escrevi no seu mural, não é de você que estou falando. Gente o status é meu. Isso sim foi uma direta já! Não me surpreende ver quase todo o corpo funcional envolvido em fofocaiada, os colegas profissionais não pararam para ouvir disse-me-disse e não estão sabendo de nada, mas a rádio peão, especialistas em fofoca, calúnia e difamação essa está bombando. Para mim não vale a pena me justificar para pessoas que não considero amigas e o único vínculo que tenho com elas é profissional. Justificar pra quê? Quem me conhece sabe que eu não seria capaz disso, dou bronca sim, não passo mão na cabeça, mas indiretas não é minha linha, se eu tiver que falar de alguém, falo para a pessoa. Bom fica aqui o desabafo e a certeza de que a minha intuição de que misturar profissionalismo com coleguismo não dá certo.

É assim que lembro do meu tio alcoólatra, bebia até cair, a família cansou de buscá-lo na sarjeta, era uma decisão infeliz, ele não se sentia doente e nós não conseguíamos mudar seu ponto de vista. Ele não era aparentemente saudável, usava roupas inapropriadas, cabelos assanhado…
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É assim que lembro do meu tio alcoólatra, bebia até cair, a família cansou de buscá-lo na sarjeta, era uma decisão infeliz, ele não se sentia doente e nós não conseguíamos mudar seu ponto de vista. Ele não era aparentemente saudável, usava roupas inapropriadas, cabelos assanhados, com uma vontade súbita de morar na mesa de um bar. De forma esplêndida ele se destruía a cada dia. Fiel a cerveja, whisky e cachaça. Era um otimista incorrigível, a vida estava sempre pedindo comemoração com um copo de bebida na mão, havia mil razões para convencê-lo do contrário, mas ele estava completamente feliz com sua escolha. A família foi paciente, passou por momentos de vergonha, por dúvidas sobre uma internação compulsória, sob o olhar de julgamento de quem não entende da cruz de ajudar quem não quer ser ajudado. Às vezes damos mais importância às drogas ilícitas do que ao alcoolismo, mas o sofrimento é o mesmo de toda dependência, principalmente para a família que não sabe como agir. Por várias vezes ele foi encontrado molhado de xixi, com frio de uma madrugada ao relento quando resolvia mudar de bar e sair de casa sem avisar, com dívidas exorbitantes de vendas no fiado. Foi tudo repentino, uma dose aqui, outra ali, uma vontade de beber de dia, de tarde, de noite, de madrugada, uma vontade de não sair do bar até ser expulso porque o estabelecimento precisa fechar. Nem ele acreditaria que fosse possível se viciar, de jeito nenhum, essas coisas acontecem com os outros, ficamos imunes, não sofro de nada, posso parar quando quiser, bebo porque gosto e me faz bem são as respostas de sempre. Essas pessoas não afundam sozinho, não sabem a gravidade de adoecer a família inteira com preocupações, com emoções desgastantes, com falta de dinheiro desviados para o bar, meu tio foi rico, poderoso, político, importante, porém perdeu tudo, se afundou. Perdeu principalmente a dignidade, o respeito, o amor-próprio, perdeu seus neurônios, perdeu o que a vida tinha a lhe oferecer, perdeu a bondade, se espatifou no chão, se destruiu.

Mãe! É o pensamento racional, satisfação da existência, razão da vida. Mãe são gostos comuns, é time que ganha, doação em demasia. Mãe é real, relacionamento infinito e barriga cheia. Mãe é uma “mercadoria” sem preço, uma vida em harmonia, encantadora do eu. Mãe uma intimidade…
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Mãe! É o pensamento racional, satisfação da existência, razão da vida. Mãe são gostos comuns, é time que ganha, doação em demasia. Mãe é real, relacionamento infinito e barriga cheia. Mãe é uma “mercadoria” sem preço, uma vida em harmonia, encantadora do eu. Mãe uma intimidade natural, não tente explicar, só quero te ouvir. Mãe fecha os olhos com força, sinta o peso da perda, transforma por onde passa. Mãe é dama no olhar, sensação significativa, oportunidade de reflexão. Mãe é balanço da caminhada, controladora a respeito de quase tudo, explosão diante de deslizes. Mãe é sentir-se feliz, ter válvulas de escape e uma vida simples. Mãe abre mão de si mesma, não se sente sozinha, muito menos solitária. Mãe tem alma de verdade, lembra de cada gesto, negocia os presentes. Mãe tem poucas ligações sociais e muitas emocionais, trabalha com sucesso e chora desapontada. Mãe se diverte em meio às circunstâncias, dos acontecimentos da vida e nos manda mensagens. Mãe contempla o próprio filho, interage por completo e tem boa vontade. Mãe tem atitudes de gentileza, não sabe onde Judas perdeu as botas, mas sabe encontrá-las. Mãe sabe dar aquela notícia, inspira credibilidade e fala sem parar. Mãe é próxima e conectada, aceita os acontecimentos e evita imposição rígida de suas ideias sobre como as coisas devem ser. Mãe é o ensinamento entre distinguir o bom do que não é, é a paciência para coisas insuportáveis, é trabalho de toda uma vida. Mãe é nunca ter tédio ou falta de paixão, é esforço ao máximo e nunca o bastante, desistir nem pensar. Mãe é a felicidade que não se compra, é o band-aind, a sensibilidade, o conhecer e compreender. Mãe é o sim fácil, é estar certa, mesmo estando errada, é deixar seus planos para mais tarde. Mãe é ter gosto torto, amar desde sempre, entender com os olhos do filho. Mãe eu te amo! Obrigada por existir! Obrigada por ser você! Desculpa as perdas! Obrigada pelo sacrifício divino! Obrigada pelas noites insones! Obrigada pela vida! Eu sempre estarei conectada a ti. Um beijão no coração.

Nada faz sentido Nada tenho contra os empolgados, até porque sou uma delas, busco o melhor para mim, luto pela vida (sem fazer exames de rotina), faço exercícios que não me deixa frustrada, tenho conflitos profissionais como todo qualquer ser humano. É como estar numa gangorra…
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Nada faz sentido Nada tenho contra os empolgados, até porque sou uma delas, busco o melhor para mim, luto pela vida (sem fazer exames de rotina), faço exercícios que não me deixa frustrada, tenho conflitos profissionais como todo qualquer ser humano. É como estar numa gangorra onde em cima eu tenho tudo e embaixo não tenho nada. Sonhei ser psicóloga por anos, busco uma profissão na qual vejo a possibilidade de ser feliz auxiliando o próximo. Às vezes me pergunto qual é o maior desejo da minha vida, sem dúvida seria a realização pessoal no trabalho, a felicidade no trabalho, vai muito além do que faço e sim do que sinto. O que eu faço para ter o meu sonho realizado? Por enquanto leio bastante, me fascina tudo que representa a área de psicologia, dar luz em meio ao caos, transformar vidas agitadas em tranquilas, não é varinha mágica é entender, compreender e ajudar o outro, quem se prepara para a mudança é cada um buscando o melhor para si. Por várias vezes já tive a sensação que nada adiantava, que era normal ser fria e distante, que eu podia viver de reclamações, adaptar-me a uma vida mais ou menos, conhecer histórias piores do que a minha para me conformar. Desperdicei muito tempo da minha preciosa vida pensando assim, foi massacrante, viver uma vida sem intervalos de felicidades, eu precisava de um alvará com urgência. Não cabia a mim questionar porque as coisas aconteciam daquela maneira, o fardo às vezes era amenizado, existia cordialidade nem sempre recíproca com quem estava perto de mim, às vezes eu tinha educação, bom humor, alegria, respeitava pontos de vistas e era leal. Sempre gostei da palavra lealdade, sempre curti . Eu tinha medo de pessoas desconhecidas, eu tinha medo até de pessoas boas que cruzavam o meu caminho, eu tratava de forma amável, mas com muita desconfiança. Eu tinha medo da solidão, eu tinha uma rotina solitária, no entanto, com muitas designações importantes, eu curtia minha própria companhia, curtia meus livros, meus filmes, minha cama e até aquele restaurante com mesa para uma pessoa, aquilo era totalmente natural para mim e o meu medo consistia em um dia não ver prazer em tudo isso. Com o tempo passei a perceber que estava cercada de pessoas desleais, colegas de trabalho indiferentes, problemas familiares, temor, angústia e ansiedade, eu supunha que só eu não era feliz, que só eu não tinha uma justificativa para viver, que só eu não tinha um objetivo a alcançar. Seria tão bom se eu pudesse antever que tudo isso ia passar, que eu ia me sentir confiante, que eu ia me apaixonar novamente pela minha profissão, que eu ia criar uma autoimagem positiva, que eu ia adquirir fama de equilibrada. Eu me sentia fraca, mas algo me fortalecia, eu queria obter respostas, mas o choro me tranquilizava, eu buscava soluções no invisível, na teimosia em dormir quinze horas, numa vida monótona e cheia de decisões. A solução vem no dia a dia, as coisas inesperadas vão dando lugar a outras, a gente esquece os problemas ou aprende a viver com eles, a gente divide o tempo, passa a se interessar por cinema, literatura, põe humor em tudo, inclusive na carreira. Daí a gente resolve enxugar as lágrimas, preparar-se pro que passou, avalia direito a situação, incentiva os demais, perde o ritmo, ganha o ritmo, aprende que todos aqui ou ali vivemos situações de dificuldades e aprendemos a ser nossos líderes.

Era gentil e bondoso com os outros Ele era um lorde, tinha uma postura importante, era de alma temporária, não sabia muito o que queria da vida, o que o satisfazia, o que o deixava feliz, estava em busca para entender o eu. Ele queria que eu fosse de outro jeito, queria que eu…
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Era gentil e bondoso com os outros Ele era um lorde, tinha uma postura importante, era de alma temporária, não sabia muito o que queria da vida, o que o satisfazia, o que o deixava feliz, estava em busca para entender o eu. Ele queria que eu fosse de outro jeito, queria que eu fosse o que não sou e nunca serei, queria que eu “morresse” para satisfazer seus desejos preciosos, ele queria que eu nunca me acostumasse com sua ausência. Para ele era inconcebível a gente se separar sem eu me matar, literalmente falando... A fronteira entre mim e ele e a forma como víamos a vida era louca. Enquanto eu estava sempre presa ao passado ele estava sempre focado no futuro, nem ele, nem eu vivíamos realmente. Matheus era universitário, estudioso e parecia ter paz no coração, ele também era um bom profissional, descomprometido às vezes, mas suficiente bom para dar ideias brilhantes que alavancavam as vendas da empresa. Era o queridinho, o melhor. Eu o achava inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta e um solteiro solto, aquele que acha que pode namorar com liberdade e fazer o que quiser da própria vida, aquele que poderia me largar a qualquer hora do dia ou da noite ou sumir sem dar satisfações a ninguém. Era cheio de amigos, uns insatisfeitos com a vida, outros descompromissados com o amor, outros que só pensavam em si, Matheus se encaixava nessa última categoria, dava trabalho pro meu coração vagabundo e traidor. Alguma coisa me dizia que eu tinha que salvá-lo, que eu tinha que fazer parte do processo evolutivo dele, como assim? Era uma desculpa que meu coração insistia em dar para que eu entrasse fundo nessa história. O risco era grande, duas pessoas juntas que perdiam o foco o tempo todo, duas pessoas que se agarravam em expectativas, muitos projetos inacabados, modos diferentes de agir. Ele tinha uma vitalidade, uma criatividade, uma tolerância, mas não era com todo mundo, na verdade, era com todo mundo sim, menos comigo, ele me achava infantil, não cansava de dizer isso. Ele ficava me pedindo evolução de pensamentos, de posturas, de emoção, ele me achava egoísta, justo eu que pensava mais nele que em mim, ele queria que eu pensasse como ele, mas nossos pensamentos não se cruzavam em lugar nenhum. Para eu ser boa o suficiente eu precisava nascer de novo, eu vivia por conta disso em constante ansiedade, numa agitação interna, numa dúvida do ser, então resolvi mudar e entre ele e eu resolvi me aceitar só por hoje do jeito que eu sou e fui tão cruel quanto ele, não abri mão de ceder e preferi seguir em outra direção, depois percebi que já estávamos em outras direções havia algum tempo e que só faltava decidir novos caminhos.

Feliz Páscoa! Soluçando feito sei lá o quê... Eu sempre me emociono com a passagem de Jesus, um dia lindo e reflexivo, um dia de dor e o dia mais rico de emoções, o dia em que ele renasceu em cada um de nós e nos salvou.
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Feliz Páscoa! Soluçando feito sei lá o quê... Eu sempre me emociono com a passagem de Jesus, um dia lindo e reflexivo, um dia de dor e o dia mais rico de emoções, o dia em que ele renasceu em cada um de nós e nos salvou. Por alguns anos eu não compreendia o poder do abandono na frase “Meu Deus, Meu Deus! Porque me abandonaste”. A frase parecia incerta. Infelizmente, demorei a aprender a lição, a lição da maior dor de Cristo, a lição de se sentir humano na última categoria, a da dor, a lição de transformar dor física e espiritual em Amor. Tolerância foi seu ponto forte. A paixão de Cristo sobrevive de sentidos profundos a nossa existência e o amor sobrevive da realidade de que Cristo é Deus. A Paixão de Cristo traz suas lições, traz o amor à vida, aos relacionamentos, a coerência entre o discurso e a realidade. Somos nada, somos o ideal, somos uma lista interminável da vontade de Deus sobre nossas vidas, somos a felicidade imensa do poder do Criador, somos o conceito de perfeição, mesmo que não estejamos prontos para isso. Deus no faz estabelecer nas relações humanas a experiência de amor eterno, do infinito, do desconforto da dor em sua duração, um sentimento de se sentir nas nuvens mesmo com os pés no chão. E a vida ganha nova forma, novos tons, novos sons. Você começa a acreditar que tudo tem um significado e uma resposta bonita, você perde a mania de julgar, você não precisa de muita coisa para ser feliz. Você precisa do Amor, da completude, dos bichos, da natureza, dos livros, de tudo que te liga ao infinito, sem esperar nada, sem se sentir derrotado. A vida é um Identificar-se com Ele. A gente opta pelas coisas do bem, a gente aprende que orgulho e teimosia não leva a lugar nenhum, a gente não se deslumbra facilmente aos prazeres ou ilusórias crenças. E quando o poço seca não há desespero, o preço da vida é a morte, o preço da saúde é a doença, o preço da juventude é a velhice, momentos que ricos e pobres passarão. A vida é um eterno renascer. Que jesus renasça em nossos corações. Feliz Páscoa!

Chateada e Feliz, dois polos da mesma raiz Eu não quero usar nada nem ninguém, eu não quero a busca insana por lipoaspiração, não quero encontrar culpados, não quero detestar minha autoimagem. Não quero enlouquecer na dieta, não quero a obsessão da magreza, curto a disciplina,…
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Chateada e Feliz, dois polos da mesma raiz Eu não quero usar nada nem ninguém, eu não quero a busca insana por lipoaspiração, não quero encontrar culpados, não quero detestar minha autoimagem. Não quero enlouquecer na dieta, não quero a obsessão da magreza, curto a disciplina, curto o ritual de malhação, curto o amor cafona e duradouro, curto ser ridiculamente boba. Ainda não administro bem as rugas e o envelhecimento, sonho com a velhice tranquila, com o sucesso na escrita, sonho com menos consumo, sonho em refletir minha imagem com mais simplicidade, sem preocupação com estética, medidas, beleza, academia. Importa-me os sentimentos, me importa a amizade, me importa o coletivo, me importa a fé, o bom senso, o cheiro das estações, o por do sol, me importa desacelerar, não me preocupar em aparências legais. Às vezes sinto a sociedade doente, deixamos de querer ser naturais, gostamos de discutir assuntos, gostamos de apontar as mudanças para o mundo, gostamos de acalmar nossos egos, eu nem sei como o Amor consegue sobreviver em meio a tanto caos. Chega de sinceridade perversa, chega de críticas, chega de trabalhos sem amor, chega de cabelos platinados, chega de corridinha ao cabelereiro na hora do almoço, chega de viver com nostalgia, chega de correr pro espelho, cansei de me preocupar com o belo, chega de ouvir opiniões de quem nada me acrescenta. Amo meus amigos sinceros, amo pessoas de fácil perdão, amo quem me ajuda a rever condutas, amo cortar o cabelo, amo frases enriquecedoras, gosto de fugir de polêmicas. Gosto de ingenuidades gratuitas, evito velhas rixas, não gosto de viver situações parecidas, passar por coisas que já passei, mesmos erros, mesmas expectativas, mesmos caminhos... Gosto de sapatos e estradas novas, gosto de estar rodeada de pessoas especiais, gosto de observar, gosto de coisas que me acrescentem, gosto de namorar, gosto de olhar para dentro. Sou cheia de descobertas, sei me aprovar, sei aquilo que me faz bem, sei meu valor, sei me manifestar contra a inveja, sou sensitiva, sei reconhecer uma inveja tipo “natural”, sei reconhecer desconfortos causados pelo meu sucesso, sei reconhecer discursos de inveja branca, sei ficar alerta contra as armadilhas. Amo o sabor da conquista, curto acalentar fel alheio, sou vocacionada a resolver problemas que não são meus, mas que me afetam. Sou juíza de mim mesma, acho que todos somos desiguais na aparência e no conhecimento, mas cada ser é único e a tua bagagem jamais será melhor ou pior que a minha. Sou paciente, mentalizo ser paciente, tenho como mantra a paciência, a trajetória é longa e penosa, mas cada dia venho me aproximando dos meus objetivos, seis respeitar minhas diferenças, meu humor oscilante, meu plano de vida sempre foi e sempre será o equilíbrio. Sou segura, estudo o outro, leio livros, acabo deixando passar o tempo, muito tempo, esqueço-me de comer e até de dormir, uma fuga a realidade alguns dizem, mas para mim é hobby misturado a diversão. Sou de disputas, cedo ou tarde acabo enfrentando-as, acho que particularmente nasci para cutucar feridas, dar chacoalhões. Nada tenho contra quem cuida da própria vida, o problema é deles, mas ver os próximos dando passos em falsos, segundo minha teoria protetora não me deixa de mãos atadas.

O que é superinteressante? Aceitar o que a vida te apresenta Usufruir os capítulos dessa vida
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O que é superinteressante? Aceitar o que a vida te apresenta Usufruir os capítulos dessa vida Impedir mágoas no coração Evitar agradar o mundo Entender os sentimentos Ser responsável pela própria felicidade Saber o que vai fazer Sentir emoções Acreditar e viver uma crença Imaginar alcançando metas Suprir suas próprias necessidades Negar o eu Servir e mimar quem amamos Retribuir as gentilezas Sentir a solidão com ferramenta para autoconhecimento Manifestar amor de todas as formas Convidar o outro a compartilhar conosco uma vida saudável A presença de um grande amor Carinho e respeito Restringir os falsos Casar Alcançar uma graça Relacionar-se com interação e qualidade Ouvir aquela composição de Herbert Viana Agradecer a Deus O que é superinteressante para você?

Todos tentam entender o que aconteceu com você Sempre fui àquela gordinha de bem com a vida, que comprava tecidos para a costureira porque estava cansada de ouvir das vendedoras que as lojas não tinham o meu número. Olha que meu grau de obesidade era um, imagina! Daí passei a te…
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Todos tentam entender o que aconteceu com você Sempre fui àquela gordinha de bem com a vida, que comprava tecidos para a costureira porque estava cansada de ouvir das vendedoras que as lojas não tinham o meu número. Olha que meu grau de obesidade era um, imagina! Daí passei a ter roupas exclusivas e do meu estilo próprio intitulado carinhosamente por mim de Princesa Libertadora do Amazonas. Uma vez ou outra a vista começava a escurecer, uma vez ou outra me sentia sufocada por estar deitada sem travesseiros, parecia absurdo, mas meu orgulho de ser gorda e quem me ame me aceite como sou foi para o ralo quando vi minha saúde abalada. Mas o que me levou a malhar foi uma tristeza profunda beirando a depressão, já tive uma vez e reconheci os sinais, eu estava com uma sensibilidade exagerada, parei de gastar por falta de vontade de sair de casa, ver pessoas juntas, reunidas e felizes me deixava com um pouco de inveja. Passei a ficar nervosa, tensa, uma lagoa emocional. O remédio receitado por mim mesma se chamava serotonina e adrenalina, já que todos falavam que era o hormônio da felicidade quem era eu para discordar. Como num clique percebi as mudanças positivas em meu corpo, minha mente. Eu chorava quando dormia, não tinha um referencial de mim mesma, eu me achava obtusa e sem forma, ninguém se importava com aquele aperto na alma quando precisava conviver com os outros. Eu tinha a grande responsabilidade em me salvar. Foi à época que eu mais me amei mesmo inconsciente, não tenho palavras para descrever aquele momento, eu estava à beira do precipício e aprendi a lidar com isso, eu estava no abismo da minha tragédia pessoal e estava lutando para sobreviver. Os meus choros eram silenciosos, as lágrimas escorriam sem parar, eu era muito insegura, logo eu a gorda que se amava e dava até beijinho no ombro? Cada um de nós está extrai algo diferente dessa experiência, meu esforço constante era para me manter equilibrada. O desejo de recriar algo maior em mim que me tornasse forte, que me deixasse de molho na piscina quando precisasse, que me fizesse refletir sobre as minhas certezas, que me deixassem longe do estereótipo de pele e osso. Passei a viver cada dia como se fosse o último, encontrei amigos por aí, aprendi a curtir cereais, enganar a tristeza e não ceder aos meus caprichos camuflados de doenças. Passei a ser mais controlada, algo me trouxe plenitude, uma compulsiva paz, um acreditar em Deus, um tchau para a culpa. Não desafiei a eternidade e o excesso de gordura dentro de mim, cedo ou tarde cobrou o preço.

Becos sem saída A vida nos impõe certas coisas desde o século passado, desde que o mundo é mundo, desde o tempo em que a disciplina lá de casa era a peia. A sociedade nos diz que é triste viver sozinho, que não é legal viver num quartinho simples e cheio de livros, que o mundo…
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Becos sem saída A vida nos impõe certas coisas desde o século passado, desde que o mundo é mundo, desde o tempo em que a disciplina lá de casa era a peia. A sociedade nos diz que é triste viver sozinho, que não é legal viver num quartinho simples e cheio de livros, que o mundo é mais amplo e que as alternativas, as melhores alternativas é tudo que envolve grana, riqueza, família feliz e amamentação, nessa última parte eu concordo. A gente vai vivendo a vida depressa demais, a gente se pergunta se tem tempo para se acalmar, curar as feridas abertas, surpreender a si mesma. Às vezes tudo parece nublado, tudo é muito eterno para um mundo de passagem, a gente não precisa viver como outras pessoas, a gente pode e deve aceitar nossas falhas e limitações, a gente pode melhorar e até gostar da nossa trajetória. Nossa história é única nessa terra, a gente não pode ter uma vida como se fosse viver eternamente, temos que encaixar felicidade mesmo que não esteja mar de rosa, temos que ter plenitude sem dinheiro, segurança sem um amor, aprender as lições que a vida nos oferece sem a dor da existência. Quando há dúvidas... precisamos seguir, quando há conflitos... precisamos seguir, quando de repente a gente recebe um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'... precisamos seguir, quando não tenho dinheiro para a matrícula na academia de ginástica... precisamos seguir. A gente vai achando relacionamentos ruins como essenciais, a gente quer reconquistar de qualquer jeito porque no fundo achamos que a culpa foi nossa, a gente larga emprego, muda de ramo, desiste fácil de tudo que sonhou a vida inteira para que ele volte. Quando percebi o beco sem saída, dei meia volta, ele não tem saída para frente, mas tem saída para trás. Adaptei-me exclusivamente a minha própria companhia, resolvi viajar por vinte dias, conheci lugares e pessoas geniais, controlei minha ansiedade de estar longe de casa e dos bichos. Eu me sentia mais culta e mais vivida, eu estava falando mais alto que de costume, ele nem se importou, nem deu sinal de vida, nem se incomodou com as minhas fotos realmente felizes no instagram. Sempre que alguma coisa ruim me acontece: corto o cabelo, é tão fácil mudar estilo, dar uma repaginada no visual, se achar linda e pronta para outra, essa parte de pronta para outra eu apertei no pause, vamos esperar um pouquinho, não sou tão forte quanto as minhas palavras acham que sou. O tempo passou, um belo dia eu acordei me sentindo bonita, entendida que nascemos e morremos sós, depois de tantos natais, depois de conhecer novas maneiras de ser feliz, aprendi a me amar, passei a compreender meu mundo, minhas falhas, a importância das dores, aprendi a chorar e respeitar meu espaço, minha vida, meu eu. Talvez eu diga o que já disse antes, talvez tenha vencido a ilusão, talvez o amor me aperfeiçoe, talvez o raio de sol que tanto eu aprecie entre pela fresta da janela, ilumine o que tiver que iluminar e basta isso para que eu possa diminuir a distância do discernimento que ninguém é feliz o tempo todo, que cada dia é um recomeço.

Achei-me sozinha, no meio da multidão Mesmo aborrecida não perco a capacidade de amar, sei fazer o jantar para o irmão que não está falando comigo, sei distinguir o que é superficialidade e valores, sei ficar atormentada por uma tristeza pungente. Não me arrependo um segundo da…
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Achei-me sozinha, no meio da multidão Mesmo aborrecida não perco a capacidade de amar, sei fazer o jantar para o irmão que não está falando comigo, sei distinguir o que é superficialidade e valores, sei ficar atormentada por uma tristeza pungente. Não me arrependo um segundo das coisas que faço, isso é ruim, não tenho alma nobre e sempre acho que mereço ser resgatada. Tem dias que me sinto muito melhor, outros estou bem impaciente. O sorriso só me faz recordar tudo que eu perdi, o sofrimento da derrota é sempre mais avassalador e infindável que a alegria da vitória, a gente se esquece dos momentos felizes e foca nas tristezas. Não vou forçar nada, nunca fui de forçar, nunca fui de proibir namorado de sair, nunca fui de colocar ordens no amado, eu apenas gosto de me sentir respeitada sem precisar cobrar por isso. Muitas pessoas, quando passam por um evento profundo e traumático, como ter a vida em risco de alguma maneira, mudam sua escala de valores, mas eu continuo minimizando as coisas, continuo maximizando os problemas, continuo achando que eu me sinto só por culpa do mundo. A vida da gente muda de repente, é pra frente que se anda, apesar de tudo. Coloco-me no lugar do outro, tornei-me sincera para mim mesma, estou longe para entender porque me sinto só, mas sei que o problema está no meu mundo. Mantive o perfume, não sei, mas quando me sinto cheirosa a autoestima aumenta. Vivi situações de estresse e acabei me fechando simetricamente, fiz de cada dia um dia especial, existem maneiras diferentes de viver eu teria que a prender pelo menos uma delas. O meu sentimento era olhar fora, quando na verdade deveria está olhando dentro. Uma forte razão sentimental me fez me sentir só, não somente só, explorada, triste, totalmente desamparada, sem inspiração para escrever, sem reformulação de perguntas, sem caridade. Estava olhando para a própria barriga. Eu estava muito bem dias atrás e estava mesmo, eu era aquela brasileira que acha que já nasce sabendo de tudo, mas faço de qualquer jeito o que amo fazer, até aquela receita de amêndoas com avelãs que os filhos adoram comer no parque eu ando desistindo. Eu quase tive uma overdose de carinho e mesmo assim me senti só, eu não sentia falta do material, eu sentia necessidade de afeto, eu estava interessada na felicidade, mas essa felicidade tinha que ser coletiva. Eu me importo com vocês e queria apoio, sou uma pessoa imperfeita buscando algo perfeito, Por que eu estaria fora do eixo? Por que eu estava empolgada na fútil argumentação? Assumi a situação com coragem e internalizei que aquilo ia passar. E, Passou!