Metafísico Voarei com os paraquedas da minha ilusão até te encontrar.
Frases de Antonio Ramos da Silva
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Bela lua A lua surgiu de manso e em soluço entrou pela janela; abriu a fechadura da alma. Ao relento adormeceu.
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Bela lua A lua surgiu de manso e em soluço entrou pela janela; abriu a fechadura da alma. Ao relento adormeceu. Soterrou a desesperança quando o meu sol pousou em ti.
Segredo Se saberás ler-me saberás traduzir-me. Tu és a palavra-chave que me abre e o código que me decifra.
Sobejo Ausente, toca-me a distância com suaves palavras que guardarei no silenciar do meu grito teus sons como se tua mão me acariciasse.
Eclipse Abriram-se as portas da noite; alisei teus segredos aos ventos.
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Eclipse Abriram-se as portas da noite; alisei teus segredos aos ventos. No varal pendurei as horas, o amor se fez ao relento. Num fio do cabelo a lua pousou debruçando-se na janela. Eu te pertenci em meus sonhos a luz da vela. Ventos adversos sopram agora acordados; redemoinhos de um sentir sem saber para onde ir. A lua deita-se... num corpo acuado.
Doce ilusão Arranquei folhas do meu coração para enxugar teu pranto. Adormeceste páginas. Ao amanhecer marca d’água escrita na pele de um romance e tu foste à capa e o conteúdo do livro que não li.
OLHOS DOS MEUS OLHOS Meu cárcere? Eu faço!
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OLHOS DOS MEUS OLHOS Meu cárcere? Eu faço! Em momentos fortuitos. Mais uma vez me desgraço olhar aqueles olhos tão bonitos. Olhos esmeralda, nos olhos dela. Luz que jamais tinha visto tanta, nos olhos dela, dos olhos dela, o Infinito estrelar se agiganta. Sei que não posso tê-la muito. O universo que pertenço não é o mais puro e nobre. Reflete no espelho opaco retrato farrapo, um ser tão pobre. Diante de seu mundo tão denso. aninhar-se no mesmo buraco não é isso que estou propenso. Ela é bela em tudo! Reluzentes olhos, estes provocantes; que de outros, os seus me deixou mudo, daquele instante em diante.
Vem Careço da água sorvida dos teus lábios. Tua ausência é desespero.
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Vem Careço da água sorvida dos teus lábios. Tua ausência é desespero. Meus olhos já não veem a lua alta. Não sentem a terra quente. Transtorno-me. Fico Diferente. Nada me é mais temperamental do que a tua falta.
Foste tu sim Foste tu! Frescor. Aclarastes as folhas secas de outros amores
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Foste tu sim Foste tu! Frescor. Aclarastes as folhas secas de outros amores amontoados na vastidão de um corpo exausto. Varreram-se os dias negros, degraus de tantas incertezas, deserto paupérrimo de cactos espinhentos guardando a mínima água para sobreviver. Mudaste tudo, até a cor do meu céu. A alma descalça caminha aberta de coração e deságua no meu mar a poesia que és tu.
Achar-se Quando me fujo busco refúgio no silêncio e me resgato.
Cristalino Olhe nos meus olhos e escute todo esse silêncio que ecoa em minha retina; imagens de palavras não ditas que me lês.
A deriva Quando não se confessa o que a alma sente num rio de lágrimas o coração naufraga.
Meia-luz Quando me deito em ti. Olho-me nas letras,
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Meia-luz Quando me deito em ti. Olho-me nas letras, atiço as palavras, leio-a página a página esculpida com as ferramentas que traduzem o que é o amor. A saudade que existe escuta o bater do coração, esfoliando em sons, fazendo voar até aos mais altos dos meus sentires.
Só Sem ti o horizonte é o abstrato traço de uma arte vazia.
Calar-se Ausentei-me por estar em lua de mel com o silêncio.
Pensares Cerram-se os olhos. As pálpebras lacram-se.
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Pensares Cerram-se os olhos. As pálpebras lacram-se. Amor tecendo... Em penumbra. Em clausura. Em pensares. Sonoridade da voz que ouves... Balança as cordas da alma. Dança em liberta aragem nos braços da liberdade. Revire-me em páginas silenciosas (devaneio dos dedos teus) (tez dos segredos meus). O quão há no canto. Há saudade. Diz-me então? Ouça! Não lamentos meus pensamentos! Quando deitas naquela cela não há lamúria nem sofrimento. Sós dois corpos em aquarela pintando amor a luz da vela. Vejo-te e deixo-te bela. Na janela suave imagem fluindo em sentinela.
Plena Sinto tuas mãos. Teu aroma. Teu beijo.
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Plena Sinto tuas mãos. Teu aroma. Teu beijo. Teu corpo todo. Cada detalhe. Entalhe de uma obra esculpida. Vem minha querida! Reviva, acrescenta. Há vida. Beba doses havidas misturada com paixão... Bem sabes que passa. A paixão passa. O fogo consome. Consome-me. Consumo. Com sumo farto de suor. Ame-me. Inunde-me. Afunde-me. Precioso presente. Dê de presente, presente, semente do amor. Em ti presente. Em mim ausente. Sabes agora quando sorrir e quando ficar caliente. Sabes a importância de segurar as mãos. Sabes o que e quando falar. Sabes o que eu sinto. Quando olho nos olhos, nos teus, me molho. O lábio sorvido umedece. O amor em momento algum se ilude. Preenche-me. Enobrece. Fiz tudo que pude.
Película Quando te olho, confesso o meu amor sem palavras.
“Olhar de quem respira paz tranquilidade e bem estar interior, que se manifesta claro na beleza das fotos”.
Eclipse A alma grita aos ventos, o que o tempo rasurou num lamento; para ti sou lua vazia em obscura melancolia.
Dois corações A cada passo que ela dá transbordam versos.
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Dois corações A cada passo que ela dá transbordam versos. Por onde ela passa, poesia a lhe seguir. Tudo silencia e escurece, deixando-nos a sós... diante de nós adormece. Mulher de beleza completa, na certa se acha em defeito. Só desfruto-a sob efeito; sempre em sinal de alerta. Tropeço nas letras inspirando-me tanto, ao ponto do punho a disparar, brancas folhas dançar desenhando todo encanto. O que a ela tem de sobra, que me encantou de começo... a luz, isso nela transborda, a luz dela é tanta, não meço. Que se for de seu desejo, planto dois corações no peito.
Ocupa-me Abre-me a porta de ti. Preciso de espaço.
Frágil momento Em momentos meus tão imprecisos; ame-me mais, pois é quando de ti eu mais preciso.
“Dar tempo ao tempo, para que ele nos traga o que tanto desejamos, pois tudo é possível, já que o impossível só o é, até acontecer”.