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Frases de Antonio Ramos da Silva

432 frases

Metafísico Voarei com os paraquedas da minha ilusão até te encontrar.
Eclipse Abriram-se as portas da noite; alisei teus segredos aos ventos.
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Eclipse Abriram-se as portas da noite; alisei teus segredos aos ventos. No varal pendurei as horas, o amor se fez ao relento. Num fio do cabelo a lua pousou debruçando-se na janela. Eu te pertenci em meus sonhos a luz da vela. Ventos adversos sopram agora acordados; redemoinhos de um sentir sem saber para onde ir. A lua deita-se... num corpo acuado.

OLHOS DOS MEUS OLHOS Meu cárcere? Eu faço!
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OLHOS DOS MEUS OLHOS Meu cárcere? Eu faço! Em momentos fortuitos. Mais uma vez me desgraço olhar aqueles olhos tão bonitos. Olhos esmeralda, nos olhos dela. Luz que jamais tinha visto tanta, nos olhos dela, dos olhos dela, o Infinito estrelar se agiganta. Sei que não posso tê-la muito. O universo que pertenço não é o mais puro e nobre. Reflete no espelho opaco retrato farrapo, um ser tão pobre. Diante de seu mundo tão denso. aninhar-se no mesmo buraco não é isso que estou propenso. Ela é bela em tudo! Reluzentes olhos, estes provocantes; que de outros, os seus me deixou mudo, daquele instante em diante.

Foste tu sim Foste tu! Frescor. Aclarastes as folhas secas de outros amores
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Foste tu sim Foste tu! Frescor. Aclarastes as folhas secas de outros amores amontoados na vastidão de um corpo exausto. Varreram-se os dias negros, degraus de tantas incertezas, deserto paupérrimo de cactos espinhentos guardando a mínima água para sobreviver. Mudaste tudo, até a cor do meu céu. A alma descalça caminha aberta de coração e deságua no meu mar a poesia que és tu.

Pensares Cerram-se os olhos. As pálpebras lacram-se.
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Pensares Cerram-se os olhos. As pálpebras lacram-se. Amor tecendo... Em penumbra. Em clausura. Em pensares. Sonoridade da voz que ouves... Balança as cordas da alma. Dança em liberta aragem nos braços da liberdade. Revire-me em páginas silenciosas (devaneio dos dedos teus) (tez dos segredos meus). O quão há no canto. Há saudade. Diz-me então? Ouça! Não lamentos meus pensamentos! Quando deitas naquela cela não há lamúria nem sofrimento. Sós dois corpos em aquarela pintando amor a luz da vela. Vejo-te e deixo-te bela. Na janela suave imagem fluindo em sentinela.

Plena Sinto tuas mãos. Teu aroma. Teu beijo.
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Plena Sinto tuas mãos. Teu aroma. Teu beijo. Teu corpo todo. Cada detalhe. Entalhe de uma obra esculpida. Vem minha querida! Reviva, acrescenta. Há vida. Beba doses havidas misturada com paixão... Bem sabes que passa. A paixão passa. O fogo consome. Consome-me. Consumo. Com sumo farto de suor. Ame-me. Inunde-me. Afunde-me. Precioso presente. Dê de presente, presente, semente do amor. Em ti presente. Em mim ausente. Sabes agora quando sorrir e quando ficar caliente. Sabes a importância de segurar as mãos. Sabes o que e quando falar. Sabes o que eu sinto. Quando olho nos olhos, nos teus, me molho. O lábio sorvido umedece. O amor em momento algum se ilude. Preenche-me. Enobrece. Fiz tudo que pude.

Dois corações A cada passo que ela dá transbordam versos.
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Dois corações A cada passo que ela dá transbordam versos. Por onde ela passa, poesia a lhe seguir. Tudo silencia e escurece, deixando-nos a sós... diante de nós adormece. Mulher de beleza completa, na certa se acha em defeito. Só desfruto-a sob efeito; sempre em sinal de alerta. Tropeço nas letras inspirando-me tanto, ao ponto do punho a disparar, brancas folhas dançar desenhando todo encanto. O que a ela tem de sobra, que me encantou de começo... a luz, isso nela transborda, a luz dela é tanta, não meço. Que se for de seu desejo, planto dois corações no peito.