A mulher é a ponte entre o homem e Deus.
Frases de António Prates
759 frases
Quando nos estamos a comparar a alguém estamos a diminuir o nosso valor.
Não há absurdo que não tenha pelo menos um campeão que o defenda.
Só desejo que a lua e as estrelas iluminem sempre o nosso caminho à noite.
Amar nunca foi um verbo para os covardes.
O ódio é uma longa-metragem de perigo.
Leva-me a crer que o território menos explorado pelos humanos é o espaço entre as suas orelhas.
A infelicidade da Humanidade será sempre do tamanho da sua ganância.
Este mundo seria muito melhor se as mentiras tirassem o esmalte dos dentes.
Os elogios mais sinceros são os que recebemos de pessoas que não pretendem tirar qualquer proveito de nós.
Quando um pobre tem três tostões, começa a imitar quem tem dez tostões, para mostrar que despreza quem tem um tostão.
Confiamos na seriedade periclitante de todos, acreditamos na imparcialidade dos serviços públicos, na integridade ética dos bons costumes, como se de um país de primeiro mundo se tratasse, mas não, e tenho muitas dúvidas que algum dia possamos praticar o comportamento de um país…
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Confiamos na seriedade periclitante de todos, acreditamos na imparcialidade dos serviços públicos, na integridade ética dos bons costumes, como se de um país de primeiro mundo se tratasse, mas não, e tenho muitas dúvidas que algum dia possamos praticar o comportamento de um país de primeiro mundo, que, sinceramente, nem sei se existe. Em grande parte, tudo se resume a uma educação gerida pelos 'conhecimentos', pela cumplicidade das 'cunhas', pelos brandos costumes dos 'manhosos' e por uma imoralidade pública que me chega a dar pena... Confesso! Manhosos profissionais, não lhes posso chamar outra coisa. Multiplicam-se os lambe-botas, sociabiliza-se o cultivo dos arranjinhos a larga escala. Grandes almoços, fartos jantares, encadernados pelo preço dos favores de todos os chicos-espertos, uns mais doutores do que outros, uns mais engravatados do que outros, mas todos da mesma laia, neste triste espectáculo de um polvo sem volta a dar. Nesta mentalidade predominante, predomina o egoísmo e o descaradamente perverso. Salve-se quem puder. Quem tem cunhas e conhecimentos vai-se desenrascando, num país gerido pela politica do desenrasca; quem não tem cunhas, nem conhecimentos, confia na eficiência dos serviços que, supostamente, deviam ser de todos, mas não são... Pobre ilusão... Confesso ainda! Educam-se as crianças com preceitos manhosos desde tenra idade. É assim que deve ser, é assim que tem de ser, depois de quase todas as crianças terem sido felizes até aos seis anos de idade. E nesta forma eficiente de adultério humano, todas as crianças de hoje são mais uns manhosos em potência nas próximas décadas, num ciclo viciado que me parece não ter fim à vista. Só conheço até Setúbal, mas sem querer já estou em Lisboa.
Os enganos dos cozinheiros cobrem-se com salsa, os dos arquitectos com flores, e os das pessoas em geral com hipocrisia.
Há pessoas que para parecerem mais altas tentam derrubar todas aquelas que as cercam.
Da forma como as coisas estão, ser independente e verdadeiro pode ser a ruína de qualquer cidadão em Portugal.
Tal como acontece na política, muitas pessoas só evocam a família quando precisam dos seus familiares.
Vindima à do Pinto, meu Deus, que alegria, naqueles castelos de belos lugares, do branco e do tinto, Foupana e Judia,
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Vindima à do Pinto, meu Deus, que alegria, naqueles castelos de belos lugares, do branco e do tinto, Foupana e Judia, mais a fortaleza que há nos Vilares. O trabalho é duro, compensa-me a alma, feita destes bichos de todas as cores, e então, o futuro apressa-me a calma, trabalho em caprichos de calos e dores. Depois azeitona, na encosta das Boiças, em grande algazarra, sem deixar um bago, e na mesma zona, nas mesmas retoiças, peguei na guitarra, fui pra São Tiago. Voltei ao lugar onde fiz a vindima, com mais oliveiras vestidas de preto, não tive vagar de fazer uma rima às malas bonitas e ao rancho completo. Atiro-me à poda, contente nas provas, deixo as esperas, perto da De Moura, tiro a roupa toda, deixo varas novas, e afio as quimeras da minha tesoura. Se fui aos arames, guardei as ressacas de tantas preguetas e pregos aos berros, com velhos ditames desse bate-estacas, bati, sem caretas, o aperto dos ferros. Sem sombras à vista, um sol desalmado, pelo campo agreste, caminho à vontade, não há quem resista a este telhado, que em nada se veste, nesta liberdade. Faço o que ninguém aqui quer fazer, levanto a enxada a dois metros de altura, e vou mais além, onde o patrão quer, desde madrugada, nesta vida dura. Tanta poda verde, meu Deus, o que é isto? Perto de Arraiolos, Arcos e Estremoz, só ganha quem perde, e eu não desisto destes protocolos com mais de dez nós. Coitados dos alhos, perto de Fronteira, quando me viram, ficaram espantados, meti-me em atalhos, junto à ribeira, e ficaram três foitos ali atascados. A vida é dos fortes, que aqui se alimentam, sem medo ou receio destes dias maus, benditas as sortes, as sinas que aventam um homem no meio de quarenta graus. Na fruta madura, alimento as queixas, subo o escadote, meto mãos à obra, em grande aventura, apanho as ameixas, fazendo um pinote com força de sobra. Nesta comunhão, sem logro, sem preço, passei mais um ano, vivido a retalho, e pra ter o pão que também mereço, só peço saúde, respeito e trabalho.
Muitos seres humanos ficam mais indignados com os maus-tratos aos animais do que com os maus-tratos às pessoas, porque os animais não lhes fazem concorrência.
O maior risco que corri na vida foi dar a minha opinião.
As esplanadas enchem-se de gente, os invejosos parecem doutores de filosofia e a maledicência tem ares de debate profundo.
Ninguém está completamente sozinho enquanto tiver utilidade para alguém.
Até aqueles que não sabem o que fazer da sua própria vida sabem sempre o que fazer da vida dos outros.
Os ratos, as baratas, as aranhas, as moscas e os micróbios, fartam-se de rir quando dizemos que a casa é nossa.
Muitos fogem da verdade porque a verdade é um fantasma que poucos têm coragem de ver.