Objetivamente não vejo que vantagem poderia advir para os liberais brasileiros em renegarmos uma personalidade como Keynes, cujo nome está associado não só ao encontro de uma saída para a Grande Depressão de 29, como ter conseguido que na Segunda Guerra não se impusessem reparações aos vencidos (ajudando-os, ao contrário, a recuperar-se), exorcizando de vez as guerras na Europa Ocidental. No esquema da Escola Austríaca é como se o capitalismo não tivesse experimentado, desde o século passado, sucessivas crises.
“Todo povo que não sabe domar-se nas suas paixões de momentos - e esta é uma lei histórica de fácil verificação, escreve Jackson de Figueiredo - e se faz presa dos instintos revolucionários, todo o povo que se deixa guiar pelas mediocridades cujo único brilho é a impaciência, toda nação em que o fenômeno da demagogia domina na esfera política, é, mais tarde ou mais cedo, objeto de irreconciliáveis divisões entre os próprios filhos, desaparece na luta entre interesses opostos e por fim torna-se pasto da ambição estrangeira.”