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Frases de Antonio Montes

876 frases

AMOR DE ONTEM Aquele amor d'aquele ontem... Era santo
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AMOR DE ONTEM Aquele amor d'aquele ontem... Era santo era totem era tanto hoje com esse pranto... aquele amor de tanto espanto deixou de ser santo... Desceu do totem, saiu do canto, causando desencanto. Aquele amor de ontem, hoje tem sabor de miojo não contem mais volts seu cheiro por inteiro, é escabroso, dá... Nojo! Antonio montes

MUVUCA DA VIDA Meus deus acuda! Te peguei com suas rugas
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MUVUCA DA VIDA Meus deus acuda! Te peguei com suas rugas jogadas em mim como fuga dando-me, idade sinuca. Um marco na pele, muvuca me saldam n'essa vida infunda nossa senhora, nossa senhora... que seja minha a sua hora e minha hora seja agora. Não chegue em meu chegar o chegar é terra do nunca um dia chega para grande vida em outro dia caduca. Antonio Montes

VAMOS Vamos que vamos! Vamos todos, todos...
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VAMOS Vamos que vamos! Vamos todos, todos... Todos os dias todos os anos... Vamos com sicrano com beltrano e com fulano, vamos com velha, com a, veia e vamos com tutano. Vamos que vamos! Vamos por qualquer semana... Do mês... do milênio, do ano dos tempos dos planos vamos por enganos e desenganos... Vamos, que vamos. Antonio Montes

QUADRO DA MINHA JANELA Diante da minha janela aberta eu vejo olhos, olhares...
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QUADRO DA MINHA JANELA Diante da minha janela aberta eu vejo olhos, olhares... Jardins cheio de flores, dia completos, horas certas vejo, seu olhar que me olha permeando-me seu ar, com amores. Vejo beija-flores pairando sob ar como se fosse helicóptero, voando e... Revoando, em volta da felicidade vejo acesas, as estrelas das cidades, movidas pela alta camada de eletricidade. Da fresta da minha janela... Eu olho, e vejo, você como se fosse, um diadema colorido, ou... O totem da minha futura alegria... vejo, todo o amor que ronda, a magia... Permanentemente o fluxo de todos os meus, queridos dias. Do quadro da minha janela eu vejo o quadrado do mundo redondo o luar de prata em noite harmônica raios de sol sob o alvorecer... Vejo tudo, vejo o fundo do fundo! de tudo aquilo que você... Possa me oferecer. No quadro da minha janela... Tem um olhar para arandela para ela, para aquela que um dia pode ser rainha dos meus dias ou flor das flores... Minha, singela cinderela. Antonio Montes

CÉLULAS Vamos, vamos células minhas... Vocês que todavia são eternas
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CÉLULAS Vamos, vamos células minhas... Vocês que todavia são eternas encha a minha taça de vida eu quero brindar, a terra o sol o ar permeia-me sob o tempo... E veja ate aonde o viver, poderá me levar. Vamos, vamos células minhas... Vocês que foram o inicio o big-bem do mal e do bem dá alegria e agonia de todos os trens ... Me transcenda essa fenda do futuro assim com essa forma esculpida no núcleo de um, universo seguro. Não me deixe nessa fagulha estomacal ... Aonde tudo é comível e perecível nesse mundo oriundo e defecal. Antonio Montes

UM RISO NA FOTO Você não vê fotos... Infelizes ou fotos de discórdia
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UM RISO NA FOTO Você não vê fotos... Infelizes ou fotos de discórdia nos álbuns das fotografias, no álbum de fotografia... Só se vê fotos felizes sorrindo emitindo alegria ou uma áurea de amor em volta. A cada pagina do álbum, um sonho, um riso, no dia da foto... Uma expressão de esperança um sorriso meu... É um bom registro em sua confiança. Quantos focos! Quantos sorriso" isso ou aquilo na hora da questão eu só preciso de um riso para abrir meu peito... E abraçar o seu coração. Antonio Montes

AÇOITE DE UMA NOITE Em dia de feriado e em fim de semana
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AÇOITE DE UMA NOITE Em dia de feriado e em fim de semana zanza gente pelas ruas dando uma de bacana... Embrenham-se em suas hipnose com seu cheiros, agulhas e dose e como foguetes pelas ruas descontrolam-se na velocidade demarcando com as peles suas os asfaltos das cidades. Veículos se tornam ameaças... Pelas mãos das suas burrices em momento, todas alegrias em segundos... Mundo triste, o choro agora é tardio o descuido é só um pavio para a vida que não existe. Se vai o custo de alguns anos no preço poker de uma noite se vai o viver de muitos planos no cachê do plano torpe. agora, cadê fulano... Tornou o piscar em foice a saúde ficou na lembrança do seu tempo de açoite. O futura agora é lagrima vestindo suas vestes branca a confiança esta nas farmácias poupança, da sua herança. Antonio Montes

ACORDADO Penso acordado e me vejo dormindo penso dormindo e me vejo acordado
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ACORDADO Penso acordado e me vejo dormindo penso dormindo e me vejo acordado ... Durmo todos os dias quando é noite, esteja quente, esteja fria. Sonhando pela noite não me vejo dormindo quando eu penso que vou acordado o sono esta voando... Vindo, vindo... Ele vem me trazer sonhos do meu tempo acordado mostrando-me o abandono nos momentos, dos olhos fechados. Dormindo amanheço acordado acordado amanheço vivo... Tentando se manter olhar aberto e olhos fechados me traindo, e o sono me envolvendo em sonhos para mostrar-me todavia... que eu vivo dormindo. Antonio Montes

DUAS PALAVRAS A sua frente , como gente
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DUAS PALAVRAS A sua frente , como gente que sente, que mente conscientemente a frente e todavia é inocente. Gente contente sorridente pé quente as vezes se enrola da o bote bem na hora eficiente... Como se fosse serpente. Antonio Montes

DEIXE O GATO Vai embora... Deixe o gato e leve o cachorro contigo
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DEIXE O GATO Vai embora... Deixe o gato e leve o cachorro contigo o gato cairá melhor, na hora do meu desatino. Pelo menos o gato, não vai ladrar quando a saudade me bater nem ecoará o seu grunhido na hora do meu chorar. Ele ficará calado observando o meu coração ali quieto do meu lado curtindo minha solidão. Não imitirá um rosnado para quebrar o meu silencio já o cachorro, coitado ficará também propenso. Vai embora... Leve o cachorro ouça o que eu tenho p'ra falar o cachorro, chorará seu choro na hora em que você chorar. Antonio montes

DICIONARIO Deu bote fez o rombo
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DICIONARIO Deu bote fez o rombo saiu no tombo. Boto desafiado redondo embotado absolto abobado. Rotulo, rotundo rombudo abotoado operante, tem de tudo cego obtusado, agudo sem fundo. Obtuso estúpido rude tolo arredondado grude ignorante desafinado funde. Antonio Montes

VENTO ANDEJO O vento que por aqui passa.. Venta a venta de todas ventas
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VENTO ANDEJO O vento que por aqui passa.. Venta a venta de todas ventas venta e sibila na praça... Venta o cambaleio do ébrio e o cheiro da cachaça. O vento que por aqui passa... Venta flores do jardim venta a menta do antídoto as lagoas dos anfíbios e os dentes da jumenta. Venta para o lado do sul... O vento vindo do norte venta os passos dos fracos o meridiano do agreste e a esperança do forte. Venta a moça na janela e a serenata lá no chão venta o desespero do adeus a costela do primeiro Adão e as lagrimas da solidão. O vento que por aqui passa... Venta o cisco no meu chão venta, com vento da saudade as vezes espanta a verdade e o pulsar do coração. O vento ventou a chuva e molhou sem dizer não ventou semente germinando menino na biqueira banhando na cumeeira do sertão. Ventou o pasto do gado no curral e lá no cercado ventou o leite da vaca o plantar com a matraca p'ra criar o seu criado. Ventou a marcha do cavalo em ploc, ploc no caminho ventou a densa solidão o escuro do Lampião quando ele estava sozinho. Ventou a linda rima do poema com calor a prosa o vento ventou a areia no deserto soprou junto as estrofes do amor. O vento que por aqui passa... ventou nuvens e os escarpados ventou o rumo do caminho as letras dos pergaminhos e os passos lá do passado. O vento que por aqui passa já ventou na cor escura no mourão e nas correntes nas chibatas das serpentes e nos pulsos das criaturas. Vento andejo, vento andejo vento andejo sim senhor! Já ventou n'aquele carvalho inventando todo entalho para a cruz do redentor. O vento que por aqui passa já ventou tudo sim senhor... Ventou o inicio do mundo as pedras das manjedoura e o choro do criador. Antonio Montes

FIASCO Seis passos seiscentas jardas
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FIASCO Seis passos seiscentas jardas seis mil diabos... Quiabos cutilados cortados enviados pelos correios cavalos alados, sem freios acelerado a reios ... Com arreios. Tantos estalos pelos asfaltos... Sacos amarados miados de gato macho capados escapados como gado comendo pelo prado afiados fiado... fiasco. Antonio Montes

A GARGANTA A garganta... que manta! Mata ata e arrebata,
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A GARGANTA A garganta... que manta! Mata ata e arrebata, uma santa que canta em segredo, silencia o medo ou aponta o seu agudo desembainhando os seus enredos. Garganta santa... As vezes grita, as vezes embala as vezes cala sob sala em aglomeração entre tantas sai da vala do casulo cai no mundo se embala. Um dia entalou a fala desencantou, foi ao doutor que adotou fervor, e ao seu horror... Desentalou. E a garganta cheia de tema... contem trema poesia contem poema, e diadema de todos os dia. Tem dia que se sente pequena na reunião se abrevia na feira... Prega pragueja e o povo aglomera com sua frieira e em sua frenesia. Faz baderna na bodega no palco... Recita, narra se solta, se amarra ... A garganta tem lá as suas marras seus agudos... Grave, leve seus encantos breve. Todavia o mundo é movido ... Quando a garganta pia... Ela amarra, desamarra ela arrasta na marra ameaça, faz fumaça a garganta traça como traça e tece o amor e a desgraça. As vezes esta carinhosa mansa, amansa cai dos enredos revela seus segredos a garganta começa logo cedo cedo... Muito cedo. Antonio Montes

OS DENTES A boca com seus dentes, sente... Sente os dentes, entre dentes
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OS DENTES A boca com seus dentes, sente... Sente os dentes, entre dentes estridentes, pacientemente quentes sob nevoa calados, calmo, contente ... Rindo esboçados a frente... Como placa de lata no batente. Os dentes comoventes sentem medo frio, como se tivesse no rio tremor ardente sob tempo quente. Um dia, ainda darei um trato... Com dentes de pente, nos meus dentes afiarei com afinco e finco contente quando meus dentes ficarem decentes tal qual, pontiagudos como dentes de serpentes. Nesse dia, minha gente... todos irão ver como o gato mia e a mordida pode doer quando e feita com os dentes e aplicada em você. Antonio Montes

SE FOSSE, TALVEZ Se fosse reinado, se fosse rei, se fosse reinado... Talvez, talvez, talvez
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SE FOSSE, TALVEZ Se fosse reinado, se fosse rei, se fosse reinado... Talvez, talvez, talvez talvez se fosse reinado, mesmo brega mesmo piegas, talvez... Não desviariam as nossas moedas ... Nossa moedas colhidas nas mãos imposta sob impostos, posto com desgosto ... Nossas moedas tolhidas nas maquinas colhidas nas rosas, em taipa ou palhoça... Se fosse reinado, talvez, talvez... Não roubariam as moedas nossas. Se fosse reinado, talvez, talvez... Nosso gostos, nossos impostos estariam aqui, talvez, talvez não voavam pelas mãos de poucos para pousar e serem desfrutado, do lado de lá, e com isso... Propagar a misera do lado de cá. Se fosse reinado, talvez, talvez... O nosso condado, teria ética e seria respeitado, teria vergonha, princípios e todos seriam bem vistos pelos... Cristos do lado de lá. Se fosse reinado, talvez, talvez... não seriamos pobres atiçados no calabouços da misera, talvez, talvez... Estaríamos de pé no pódio inventado pelos pensadores dos dividendos. Se fosse reinado, se fosse reinado.... Talvez, talvez não existiria advogados para advogar os desvios das mãos de todos os coitados, e assim, o parlamento não comemoraria o babel de dono ou hospedado no grande hotel. Se fosse reinado, se fosse reinado... Talvez, talvez, não existisse tristeza sem lagrimas tal como existe, nesse mundo tão rico, e ao mesmo tempo ... Tão triste. Antonio Montes

PRESTOS Meus prestos... Eu presto
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PRESTOS Meus prestos... Eu presto e empresto, sem protestos... Para o empréstimo reto... E esse manifesto eu detesto, esse treco no esboço que já vem posto em bandéco... Sou um pobre moço todo insosso não tenho troco não tenho gosto quando penso perto me peteco. Antonio Montes

PRA VIDA INTEIRA Meu pai... Nunca escreveu, uma carta para minha mãe
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PRA VIDA INTEIRA Meu pai... Nunca escreveu, uma carta para minha mãe analfabeto, não sabia escrever também não era intérprete, mas cantava linda canções de amor todas direcionada p'ra mamãe. Cantava meio fora de tom é claro o forte dele não era cantar mas cantava pelo amor cantava pelo amar... para minha mãe, ele sabia cantar. Ele amava-a com fervor no coração amava com amor e paixão, eu me lembro, eu me lembro... Meu pai interpretava, vários cantor, entre eles, ele interpretava: Vicente Celestino Nelson Gonçalves, Orlando Silva e outros. Meu pai tinha pela minha mãe aquele amor, bobo, abestalhado aquele amor de uma vida inteira aquele amor que, morrendo morre... Amando, amando. Antonio Montes

SEI MAIS NÃO SEI Eu não vou ficar aqui... Protestando o seu trabalho
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SEI MAIS NÃO SEI Eu não vou ficar aqui... Protestando o seu trabalho nas minhas horas de folga tudo para que, essas horas passem agora pois elas se parecem mais com o calvário das minhas horas. Eu não vou ficar aqui... Ouvindo palestra que não são, e sim... O que são, são imposição de patrão e cobranças a mim. Eu já sei, eu já sei... Eu já sei que com a minha carteira assinada... Eu nunca serei o que sei. Antonio Montes

EMARANHADO Primeiros, rumores... Depois estrondos dores e fumaças
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EMARANHADO Primeiros, rumores... Depois estrondos dores e fumaças e tudo que foi feito, se desfaz! Nesse ínterim, a morte se apodera dos escombros, e as lagrimas vivas... Banha os seres que restou. Tantos planos! Tantos trabalhos por nada! Tudo se dispersa através de algum tipo de esquema político... A falta de esperanças, os desesperos das goelas, e logo mais... A avalanche de uma grande e poderosa guerra. A morte é pela paz... Para o esquema... Morrer em a granel, é apenas baixa ética, para um rumo do caótico mundo, no qual, eles de cima enriqueceram e agora, estão fora de seus... Emaranhados imundos. Antonio Montes

BEIJO DO TEMPO Beijo, beijo... Muitos beijos! Quantos beijos com desejos...
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BEIJO DO TEMPO Beijo, beijo... Muitos beijos! Quantos beijos com desejos... Em tempo de muitos anseios, os beijos nunca foi meio e cobriam muitas palavras. Hoje, à muito... Beijos poucos com essa voz já quase rouca nos lábios murchos da louca nas bocas mudas das falas... os beijos hoje embalam a voz no tempo se cala com a vida rumando ao nada. Antonio Montes

ARESTA Pelas ruas, passos, passadas apressadas foram trocados por... aglomeração
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ARESTA Pelas ruas, passos, passadas apressadas foram trocados por... aglomeração e impedimento em hora do pique. Que se piquem em sua pressa que rasguem as suas promessas de velho, de novo, disso dessa... Sua testa, existe calombo, sem ovo d'aquela para o mês que vem derrubando-me em sua aresta. Nem tudo esta mudado... Ruas calçadas candelabros feira ao tempo, de tempos passado antes, clarão de lampião no fogo grito no escuro, era rogo. Hoje, LED, a energia elétrica estampido nas sombras, zombam balas perdidas que arrombam tombam vida na avenida... Olhos não viram, ninguém viu para a família resta uma ferida. Antonio Montes