ELE Maduro homem. Tão maduro,
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ELE Maduro homem. Tão maduro, tão triste, tão belo... e não vive. Maduro em corpo de homem, homem que despertou em mim desejos e tantos questionamentos. Quando o vi, senti um fogo, um calor que logo se desfez. Tomou conta de mim um sentimento estranho: era meio ternura, meio compaixão. Era como se eu habitasse aquele corpo e compartilhasse aquele sofrimento. Como nos contos de fadas, quis, naquele instante, ser a princesa que, contrariando todas as histórias, despertaria o príncipe de seu pesadelo. Como um anjo, quis alcançar aquele coração e devolver àqueles lábios sem cor um sorriso. Percorrer aqueles tristes olhos castanhos, colher-lhes as lágrimas, uma a uma, até que lavassem sua linda alma e lhe devolvessem a esperança. Quis abraçá-lo sem pedir nada em troca, como quem acolhe uma dor antiga que ninguém mais percebe. E, se pudesse, ficaria ao seu lado em silêncio, até que voltasse a acreditar que a vida ainda é capaz de florescer dentro de um coração ferido. Porque, às vezes, o mais profundo amor não nasce do desejo, mas da vontade serena de ver o outro voltar a viver.