Anoiteço Quero chorar, mas não consigo, esta angústia. Acredito ver sua alma, lança no ventre.
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Anoiteço Quero chorar, mas não consigo, esta angústia. Acredito ver sua alma, lança no ventre. Fortaleço-me, em instantes, recaio em sombras claras. A luz me deixa sem remorsos, sem devoção E escureço em um degrade de verbos mudos. Sinto pesares por temer meus pesadelos serenos. Os tentáculos do amanhecer não me circunferem. Alio-me aos fracassados, autofagiando o seu Deus. Um desgosto acentuado do dia claro, me fotossintetiza. Fuja! Lute! Desprendo meus braços das asas e salto. Temo em ver-me, tento manobras frias e pesadas. Agarro-me a ti, resisto pouco, sugo o néctar do meu não-choro. (Besouro Revirado)