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Frases de Annieli Valério Rufino

41 frases

Existe umcaminho até ochegar e fases a se cumprir. Pare vez outra para descansar mas, nunca para desistir. ⁠
⁠É simplesmente ruim Acordar e olhar no espelho e vê que tudo não ta bem Você não sabe o motivo e tão pouco procura saber
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⁠É simplesmente ruim Acordar e olhar no espelho e vê que tudo não ta bem Você não sabe o motivo e tão pouco procura saber Você só quer ter o direito de estar mal E isso é uma condição de mulher O mundo que sofra para entender O que nem mesmo você entende

Coração Se em meu peito bater Um coração de pedra
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Coração Se em meu peito bater Um coração de pedra Nem intensa primavera Poderá lhe florescer E se nesse mesmo peito Ter um coração de papel Vira rima de cordel Ou alvo de tiroteio Mas, esse coração de carne Que insiste tanto em amar Fazendo meu peito sangrar Que mim já se reparte Busca sempre essa luz E teima em palpitar, Bem querer e bem amar E na paixão sempre me induz. ⁠

⁠SOFRIDO Não posso nomear as pedras Que no meu caminho achei
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⁠SOFRIDO Não posso nomear as pedras Que no meu caminho achei Pois se encerra o alfabeto E o caminho que trilhe Chorei um mar, tanto Mas não aprendi Que quanto mais se cala Mais você é feliz E se falo ou grito assim Fazendo tanto barulho E porque já vi sobre mim O silêncio de todo mundo Já me calei demais Já concordei demais E ainda não fui capaz De ouvir somente a mim Ainda sofro com suas palavras Ainda sofro com a solidão Ainda vivo entrelaçada Em quem nunca me deu a mão

⁠DOR Se o vento soprar silêncio E me perguntar o que é a dor
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⁠DOR Se o vento soprar silêncio E me perguntar o que é a dor Direi no vão momento Que é ausência de amor. Mas, se insistir o que é tristeza Causa de nos magoar Direi então é a beleza De sorrir para não chorar Que são fagulhas de espinhos Que penetram minh´alma É a distância do carinho Do tudo que fez-se em nada Posso dizer sentida Que a dor é pranto que cai Que é todo o mal que fica Quando todo bem se vai.

⁠ANTES DE IR Antes de ir preciso sorrir, ante as tristezas, ante os desencantos, ante as amarguras, ante as decepções. Antes de ir, não preciso ter pressa, tampouco um plano infalível que me faça triunfar.
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⁠ANTES DE IR Antes de ir preciso sorrir, ante as tristezas, ante os desencantos, ante as amarguras, ante as decepções. Antes de ir, não preciso ter pressa, tampouco um plano infalível que me faça triunfar. mesmo não sendo grande ou ainda forte e famoso não precisará vagar sem rumo como se não tivesse aonde, pois, tenho onde chegar. antes de ir e não sei quando irei, só sei que logo irei partir e tempo não posso perder. pois, não se trata quando se chega e nem tampouco o dia que iremos partir, trata-se desse intervalo, vago, e tão incerto que precisamos desfrutar antes de ir.

AMOR NÃO MACHUCA Amor não machuca Amor nunca vai machucar
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AMOR NÃO MACHUCA Amor não machuca Amor nunca vai machucar Mesmo em excesso de loucura Amor sempre vai curar Não esnoba e nem zomba Nunca deixar maltratar Sendo mar em forte onda Amor sempre vai curar Mesmo dizendo não Mesmo que queira gritar E até perdendo a razão O amor sempre vai curar Não se engane coração Que tristeza o amor traz Amor nunca será solidão O amor sempre vai curar ⁠

SER Se um dia o som for o silêncio cante com a alma, pois ela entende a poesia e a sonoridade daquilo que não podemos ver e nem ouvir, mas que certamente conseguimos sentir. Além dos olhos, além do toque, além de todos os sentidos, nos conectamos com o que é infinito através da…
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SER Se um dia o som for o silêncio cante com a alma, pois ela entende a poesia e a sonoridade daquilo que não podemos ver e nem ouvir, mas que certamente conseguimos sentir. Além dos olhos, além do toque, além de todos os sentidos, nos conectamos com o que é infinito através da alma. O que não se pode explicar, nem pontuar ou definir, existe no tempo e na imensidão daquilo que infinitamente nos multiplicamos a sermos, e os que virão sempre virão e os que se foram sempre estarão lá em algum lugar da nossa memória, da nossa alma. Pois, podemos ver os olhos, mas não definir seu brilho, ouvir a voz, mas, não podemos desenhar a sonoridade, podemos comer mas o gosto cada um terá diferente. Somos seres únicos e infinitamente plurais e mesmo sem saber quem somos, o que gostamos e aonde iremos, nos somos e queremos. Queremos o melhor para ser melhores, sem parâmetros e analogias, somente o melhor que achamos ser. ⁠

⁠CANOEIRO Na água doce do rio Sopra o vento devagar
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⁠CANOEIRO Na água doce do rio Sopra o vento devagar E La se vai canoeiro Tranquilo sempre a remar Rema sem pressa de ir Tão pouca pressa de chegar La se vem canoeiro Tranquilo sempre a remar Desliza em onda tranquila Batida de remo a passar Segue um canoeiro Tranquilo sempre a remar De bubuia nessas águas Destino vai te levar Manhã tão cinza e noites claras Canoeiro sempre a remar.

⁠VISAGEM É de encataria que se vive o povo A fé no que não se pode ver
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⁠VISAGEM É de encataria que se vive o povo A fé no que não se pode ver Na raiz, na flor e no lodo História sinistra para se entreter? Um assobio, um estrondo Um vulto, uma assombração Se eu vejo visagem me escondo Mas ela me vê na escuridão. Quando passo pelo caminho estreito da roça Quando sozinho conduzo a canoa Proteger-me não há quem possa Do assobia do Matinta que ecoa Mil preces já foram feitas e promessa comprometida mas, a mula sem cabeça galopa no medo e no fantasia

⁠UIRAPURU Uirapuru piou O seu canto de amor
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⁠UIRAPURU Uirapuru piou O seu canto de amor Quando o uirapuru canta Toda a mata silencia Bico novo, bico velho A ele reverencia Só pra ouvir o seu clamor O seu canto de amor. Sua história é de lamento, de tristeza e solidão A cunhã foi desprezada E chorou seu coração Mas, Tupã lhe deu um canto Para sua dor acalantar Só falando de amor De amor para sonhar.

⁠AMAZONAS Cavalgam com o vento as águas na beira do rio
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⁠AMAZONAS Cavalgam com o vento as águas na beira do rio E carregam com o tempo, histórias daqui e dali E no remanso ao longe Um mistério a desvendar De onde brota essa fonte que faz tão grande o mar? É tanto rio a navegar São as gotas dessa correnteza Que fazem a imensidão do mar Profundo e indomável És liberto em maresia Em açoites tu galopas Nas ondas de uma melodia E carregas nesse choro uma canção de ninar E o teu grito de consolo Corre em direção do mar.

⁠ETERNO Mergulhei nas duras pedras E afoguei-me na escuridão
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⁠ETERNO Mergulhei nas duras pedras E afoguei-me na escuridão Todo o meu ser fez-se em guerra Lutando contra minha razão Desfrutei doçuras, esferas A alegria era o motor Libertei todas as feras De uma paixão em ardor Mas, o tempo sombreou a soleira Amarelaram-se as verdes folhas E a caminhada antes ligeira Desacelerou todas as coisas Vi as horas estampadas no rosto E a minha força fraquejar Senti o cansaço chegar a coice E me lançar contra o mar E na imensidão mergulhei Perdi-me sem poder voltar E tudo o que eu deixei Foi o amor que puder