O que escrevo é eco do meu grito de espanto, ao fazer da vida a travessia.
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O que escrevo é eco do meu grito de espanto, ao fazer da vida a travessia. Em versos bem me revelo: sou do reflexo um tanto no espelho de toda poesia.
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O que escrevo é eco do meu grito de espanto, ao fazer da vida a travessia.
O que escrevo é eco do meu grito de espanto, ao fazer da vida a travessia. Em versos bem me revelo: sou do reflexo um tanto no espelho de toda poesia.
Da vida, não guardou lições, nem ao menos
Da vida, não guardou lições, nem ao menos bom conselho. Sabe tanto de si diante de todos... Mal se reconhece em frente ao espelho.
E, sobre a campa, na alva lápide marmórea, uma história inteira em frase resumida: tinha alma, coração e olhos de poeta.
E, sobre a campa, na alva lápide marmórea, uma história inteira em frase resumida: tinha alma, coração e olhos de poeta. Se bem viveu? A ela bastou sonhar a vida.
Meu tempo Dispenso a esperança, expectativas não crio
Meu tempo Dispenso a esperança, expectativas não crio e, se planejo, nem é tanto assim... Vivo o presente, caminho sem pressa. O amanhã, se chegar, que espere por mim.
Se fujo de mim, tão perdido, indago: Para onde devo ir?
Se fujo de mim, tão perdido, indago: Para onde devo ir? Do contrário... Tanto me perco, se teimo em me seguir.
Às vezes, sou pura inércia, silêncios de jazigo,
Às vezes, sou pura inércia, silêncios de jazigo, mármore frio... Às vezes, sou desassossegos, tão prosa e verso, palavras no cio...
Da prudência Se me calo e guardo juízo,
Da prudência Se me calo e guardo juízo, quem me tira a razão? Se eu falo, sou breve e preciso entre um sim e o não.