Desabrocha a Flor de Izote,
algo bem próximo e forte
como Tenancín e Cipitío
nos põe em terno silêncio.
Rendidamente de amor,
neste tempo que pede
para não sermos ingênuos:
nós dois nos escolhemos.
Parece que a esta época
não pertencemos mesmo;
sabemos as nossas rotas
e não nos perderemos.
Ignoramos receitas e dogmas,
estamos crescendo por dentro,
certos do nosso modo e tempo:
[Por nós estamos vivendo...]
Aprenda a ler os sinais
dos outros e os teus.
Não naturalize jamais
apagões dos teus
princípios básicos morais.
Alimentar fantasias
e quem estiver por trás,
tornam piores os dias.
Não se esqueça de como
é bom viver em paz.
(O tempo é infinito e não volta atrás.)
Pessoas são como flores.
Flores são como pessoas.
Existem pessoas nativas.
Existem flores nativas.
Existem pessoas de origem.
Existem flores de origem.
Flores nativas nasceram
e cresceram no mesmo chão.
Flores de origem nasceram
e cresceram no seu chão,
Foram levadas para nascer
e crescer em outro chão.
Existem flores e pessoas
de várias sementes
e de vários chãos coincidentes ou não,
e continuam sendo
flores e pessoas inquestionavelmente.
Flores e pessoas nativas, de origens,
de várias sementes e de vários chãos,
por onde fores sempre existirão,
aprenda a lidar, você goste ou não.
Cercar-me de monjas blancas,
ao meu redor para receber
de corpo e alma o teu amor,
embriagar-me no teu fragor
e derreter-me do teu andor.
Desfiar os raios de sol e da lua
para tecer um huipil com
a imagem da tua alma de colibri:
assim tem sido com devoção
desde o dia que te descobri.
Deixar-te livre para que revele
o que sei que também sente,
para que me entregue o melhor,
e eu retribua com o que há de maior;
para que se confirme que é amor.
A madrugada governa a lembrança
sobre quem orbita sorrateiramente,
Você tem o controle dos efeitos
depois de tudo, definitivamente.
Mantenha a alegria e a sagacidade
de papangu brincando de Carnaval
que a felicidade dará um jeito
e irá te seguir surpreendentemente.
Quem foi cruel e abusou da relação
de poder, do seu momento frágil
e te humilhou em público:
não merece nunca mais estar perto,
e tampouco merece o seu perdão.
(Permita-se a total restauração.)