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Frases de Anna Flávia Schmitt

1.152 frases

O povo do rio da água que corre no plano está mais vivo do que nunca,
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O povo do rio da água que corre no plano está mais vivo do que nunca, A ancestralidade tapajó profunda, plena e tremenda, continua a sua intensa caminhada de reafirmação de inabalável pertença, que querem dissolver por leviana sentença. Eles fazem parte da primícia da Nação, Aqui eles estão, senhores são — e sempre serão da foz e da confluência do Rio, em união com os povos que dividem o destino. Os rios Juruena, Teles Pires, Curucu, Cabitutu, das Tropas, Crepori, Jamanxim, Parauari, e o Arapiuns — Confirmam no curso que a história é plena; E está para nascer quem queira se atrever de dizer que só era lenda.

Se aproximam da Bacia do Rio Tapajós Sirius, Canopus, Achernar, Rigel e Betelgeuse, do jeito que o olhar alcança e as endeuse;
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Se aproximam da Bacia do Rio Tapajós Sirius, Canopus, Achernar, Rigel e Betelgeuse, do jeito que o olhar alcança e as endeuse; O rio é a orquestra a tocar, Procyon, Capella, Alpha Centauri e Acrux chegaram fascinantes para ficar. Mimosa, Gacrux, Alnitak, Alnilam e Mintaka, também vieram para acompanhar, A Via Láctea com toda a potência não irá nesta travessia os deixar, porque resistência não deve pedir licença por ser dignidade de existência. O Angelim-vermelho, a Sumaúma e toda a floresta pressente que a noite escura querem impôr; Não há nada nesse mundo que irá deter a caminhada porque existe o amor além do amor. Tenho um pouco de todo o mundo e de cada parte e do que há de mais profundo e da maravilha do Tapajós, Querem deixar todos os que têm raízes ali sem sementes e em nós. Cada parte de mim não ficará a sós, sou Borari, Arapiun, Tupinambá, Tupaiú, Tapajó, Arara, Jaraqui, Maytapu, Munduruku, Cumaru, Tapuia, Apiaká e Sateré-Mawé, e sou todo o povo do Rio Tapajós feito da liberdade que não se prende, e nem se costura nem com retrós.

Nos meus olhos fazem um cortejo gentil a Sirius, a Betelgeuse, a Rigel
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Nos meus olhos fazem um cortejo gentil a Sirius, a Betelgeuse, a Rigel a Canopus e as Pleiades, não nasci para flertar com terrenas inverdades. O sublime sentimento de ver a Lua Crescente em noite de céu aberto, visitando a sofrida Gaza, transcende a fotografia. Traz para mim a nostalgia imersiva da casa destruída, e as saudades da família que nunca mais será vista, e jamais será esquecida. O coração por licença humanista toma a liberdade de se tornar a tenda do palestino iluminada em pleno Ramadão, para evocar a pacificação, e o futuro de reconstrução. (Ninguém pode deter o futuro de uma Nação).

Não há um só dia que não tenha saído procurando por ti,
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Não há um só dia que não tenha saído procurando por ti, Como quem ainda sai para se abrigar sob a amável Braúna, que constrói e cura. A Árvore-da-chuva está sob perigo, Sob refúgio deveria ser sempre mantida, assim como o amor no abrigo da poesia. O romantismo que une, pacifica e inspira a cada amanhecer, Tem se encontrado a cada dia mais raro, O meu tenho mantido preservado para ser o teu sereno amparo.

Porque os nossos apologistas de ditaduras e democratas de ocasião querem atrapalhar conquistas nacionais simplesmente para atender caprichos e fantasias pessoais, e nada mais. Não querem conhecer e nem pensar com honestidade intelectual. Cada um quer abanar a sua bandeira diferen…
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Porque os nossos apologistas de ditaduras e democratas de ocasião querem atrapalhar conquistas nacionais simplesmente para atender caprichos e fantasias pessoais, e nada mais. Não querem conhecer e nem pensar com honestidade intelectual. Cada um quer abanar a sua bandeira diferente para nos impôr despersonalização e retrocessos.

Não é pranto, é tudo e mais um pouco, o que a tua indiferença
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Não é pranto, é tudo e mais um pouco, o que a tua indiferença não me permitiu falar, É um cristal partido no solo do tempo que me fez meditar. E agora jaz congelado na mais plena forma, que nem mesmo o rio do teu remorso jamais fará com que eu volte atrás. Dei milhões de passos todos acrobáticos, e fui para os braços do giro do mundo, certa que não vamos mais nos encontrar; Porque quem decidiu não me escutar, nunca irá me respeitar.

Ela era lavadeira, cantadora e fazia do coração grande um altar como devota
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Ela era lavadeira, cantadora e fazia do coração grande um altar como devota zelosa de Nossa Senhora; A criançada gostava de ajudar a pendurar as roupas só para ouvir a saudosa Idalina cantar. Ela era nordestina e irmã presente das vizinhas, que oferecia sempre o melhor para alegrar, Coragem naquela mulher tinha para esbanjar. Nunca esqueci do dia que ela pediu ao marido colher côcos para uma surpresa nos preparar, Os anos se passaram, e nada da memória conseguiram apagar. De um dia para o outro quando voltamos como de costume para ouvir ela cantar enquanto as roupas ela lavava, A gente também cantava se importar com nada. Era somente a gente naquele distante lugar, não havia ninguém para da algazarra reclamar e o tempo passava por nós sempre devagar. Assim que terminou de lavar as roupas que não eram poucas, Nos chamou até a sala, vimos a mesa arrumada com uma bela toalha e guardanapos rendados, Como a realeza viesse ali conosco se sentar. Ela pediu para esperar, fez a criançada rezar, E foi assim que não fui somente eu que provei o mais autêntico Manjar, que deixou essa memória bonita para compartilhar.

Infância bem brasileira debaixo do pé de Urucum, abrindo as cascas,
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Infância bem brasileira debaixo do pé de Urucum, abrindo as cascas, estalando as sementes, sorriso genuíno sem ser entre os nossos dentes. A alegria de criança arteira cantando e separando o que era para brincadeira, e o que ía para tempero das mães, das avós, das tias e para as nossas vizinhas. O fogãozinho era revezado, e era o celebrado brinquedo, os perigos eram conhecidos, vivíamos quase sem medo, não tínhamos nem mesmo vontade de guardar segredos.

Nem antes, durante ou depois, nunca haverá outro Deus que não seja o nosso Criador,
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Nem antes, durante ou depois, nunca haverá outro Deus que não seja o nosso Criador, Em mim para Ele há um autêntico roseiral de amor, Quem disser o contrário é apenas um mero inventor. O nosso Deus majestoso é o que origina e dá forma à todo o tipo de vida, A Lua Crescente que inspira e ao amor além dos trinta dias escrito como autêntica poesia. Ele é o nosso perdoador, e o único dominador dos exércitos que existem que subjugam os povos aos piores tipo de dor, Crer n'Ele garante a proteção e a vitória ante a qualquer destruidor.

Procuro-te entre as pessoas, embora resista a ser vista, Ainda bem que é Carnaval,
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Procuro-te entre as pessoas, embora resista a ser vista, Ainda bem que é Carnaval, e tudo termina em fantasia; Porque no fundo sei que aqui você não se encontra, no meio da noite escura --- Brindada com gotas de cristal transformadas em prata pura pela luz da iluminação pública, a chuva cai solene nesta rua misteriosa que é o silêncio, Que me guiará para ser sua pelo caminho da paciência e da mais amorosa ternura, Entre nós tudo continua acontecendo mesmo cientes que o melhor sequer ainda nem mesmo começou, Desde o dia em que nos conhecemos o mundo nunca mais nos tocou.

Docemente transformaste-me o ímpar estepário refúgio onde floresce com total
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Docemente transformaste-me o ímpar estepário refúgio onde floresce com total augúrio de levar o silencioso amor virtuoso e puro -- que somos capazes de proteger, sem ressignificar e pertencer. O teu olhar que guarda o auge celeste sei que me pertence com a potência mais alta, no fundo sabe que o Oriente não é apenas de alma, e sim herança viva e perene, sobre tudo o que perece. De caravansário em caravansário do rumo sei que não se perderá, porque o destino nos reunirá sob a vontade de Deus que é Sagrado, Clemente, Soberano Misericordioso e Fonte da Paz, e que orienta e só o Bem traz.

Venero-te como o Tingui-preto finca as raízes na terra serena, O teu olhar apolíneo me rega,
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Venero-te como o Tingui-preto finca as raízes na terra serena, O teu olhar apolíneo me rega, concede milhões de asas -- e ainda não nem é primavera. Do Tingui-preto com carinho preparo a surpresa de banhar, O meu ser de Mata Atlântica, é o teu paraíso de descansar, entregar e de doce enredar. Como a palma da minha mão é o caminho para o coração sem tempo e sem distância, Porque de ti sou eu a ilustre habitante sublime e romântica.

Lembre-se do passado sem carregar o peso, Ninguém esteve ao seu
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Lembre-se do passado sem carregar o peso, Ninguém esteve ao seu lado quando o fogo atravessava a existência, Manter a memória acesa é questão de inteligência. Quem não te apoiou ontem mesmo que tu hoje conceda o seu apoio heroico -- pouco garante ou mantém a fidelidade do outro intocada, O vício alheio por domínio é algo que não permite-se esquecer por causa deste veneno quase o ter sucumbido. Caso irá apoiá-lo não se esqueça de quem trai uma única vez, o trairá milhões de vezes -' Apoie desde que ele retribua de imediato os seus interesses, O Deus Doador de Fé, Protetor, Poderoso, Irresistível e Majestoso que te sustentou e sustenta agora na paz te sustentará; na sua paz com direito aos oásis e o seu celeste caravançará. Por tua escolha ou onde quer que fique ou pela vida passe, será cercado por serenidade tulipas vermelhas e pinheiros em floração sempre na direção do teu tranquilo e verdadeiro amor.

A música da ribeira toca harpejante a Mata Ciliar, Se espalha a vontade
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A música da ribeira toca harpejante a Mata Ciliar, Se espalha a vontade de invadir e devotar. O olhar para o dossel místico do Ingazeiro buscando a doçura parecida com beijo. De ti e da tua boca hei inteira me cobrir, É claro que irei com muito amor retribuir. Sei que me aguarda para vir me deliciar, Sou Ibitinga florida que não para de roçar. (Nos braços e nas mãos da tez do teu desejo, vou cair e me seduzir).

Ouça e sinta a brisa acariciando a paragem brasileira e latina --
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Ouça e sinta a brisa acariciando a paragem brasileira e latina -- porque é nela que minh'alma se aninha neste berço austral. Do berço luso-americano embala a minha poesia, em floração tímida -- não menos envolvente, e não menos florida tal qual a Caroba branca. Dos relógios do tempo, e do Sol no firmamento, aprendi que o tempo que conta mesmo é o tempo de dentro, e que cada um tem o seu, e inclusive o seu movimento.