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Frases de Andrey Giovanni

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Hino do Sacrificado: A mim mesmo, por mim mesmo, busquei e a Sabedoria Primordial alcancei:
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Hino do Sacrificado: A mim mesmo, por mim mesmo, busquei e a Sabedoria Primordial alcancei: memória, destino, origem; somente eu conquistei. Huginn, Muninn, Geri, Freki: da Lembrança ao Pensamento; do Instinto à Fome, eu sou acompanhado pela natureza do Homem. Sacrifiquei a mim mesmo, por mim mesmo, para mim mesmo - em nome do oculto, não-dito fora de meu tributo. Aceitei o sofrimento como preço do Sentido - tal é o sangue simbólico, do egoísmo nascido. Na Yggdrasil fui enforcado, e com a Lança Gungnir perfurei a mim mesmo, (eu, somente eu) durante o ciclo eterno do Nove - e, como Sacrificado, vislumbrei de tudo o Fim, e a observação absoluta escolhi, do Ragnarok. Pois, nele, os nomes deixarão de ser dito, enquanto tudo retornará ao pó - ode à morte que no infinito governa; não-ser que atrai à divina contemplação, que sela o Obscuro no universo, à corrupção da alteração. Sim, é fato: entreguei o Olho divino ao Logos arcaico, à memória cósmica, do poço de Mimir como intelecto pré-racional, anterior à morada de deuses e suas vitórias. Sim, conheço, (eu, somente eu) conheço o Possível pela perda, pelo sofrer do que amei; enquanto, no silêncio, permaneço no afastamento do sagrado, que pela minha morte foi pago. Ora, no símbolo, e pelo símbolo, morro. (eu, somente eu) Por mim mesmo, eu morro. Sozinho, eu morro. Dou-me à morte como oferenda, pelo sublime que permanece à realidade em sacrifício, como a realização da sabedoria mítica: tal é das runas a magia não-dita. Ofereci a mim mesmo, por mim mesmo, para conviver com o inevitável saber da trágica morte vindo a mim; e, pelo mistério das runas, para obtê-las e enxergar o oculto, enforquei-me sem jamais temer dos deuses o fim. Assim, retorno aos Nove Mundos após o Abismo ver, os segredos conhecer, e meu destino contra Fenrir perceber; realizando o destino do fim divino, como morada do eu mítico.