Tanto que me ganhou, não me faça ter que te perder.
Frases de Andre Wade
78 frases
E então, o coração livre: respira.
E então, pingou-se uma gota de esperança num copo de desespero.
Vem cá, vem se perder por aí comigo.
Tão linda e tão fria. Como uma manhã de primavera que ainda traz o frio do inverno.
Te amo, te quero, te espero, vem.
Mentira se eu disser que não estou pensando em você.
Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você e que mesmo tão cheia de defeitos, sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. Do conto: Gabriela, Luiza, Ana, Clara, Bruna, Carolina...…
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Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você e que mesmo tão cheia de defeitos, sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. Do conto: Gabriela, Luiza, Ana, Clara, Bruna, Carolina... de 2009, Março
Baixa a cabeça, solta os ombros. Suspira. Exausta. Pois estava cheia de amor. E se perguntassem o que vem a ser o certo, a moça olharia com a cabeça torta como a de um cachorro quando parece não compreender o que se passa. O olhar de repente vidrado de quem tem sede de entender…
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Baixa a cabeça, solta os ombros. Suspira. Exausta. Pois estava cheia de amor. E se perguntassem o que vem a ser o certo, a moça olharia com a cabeça torta como a de um cachorro quando parece não compreender o que se passa. O olhar de repente vidrado de quem tem sede de entender as coisas que acontecem ao redor. Ela não sabia amar, talvez. Então mais um amor havia chegado ao fim. E nessa imensa individualidade onde ninguém podia entristecê-la, sempre cresciam espinhos. Espinhos para machucar aqueles que a machucavam, então, assim, não a tocavam. Não a tocavam porque o medo da mágoa não deixava que lhe tocassem, ou então, havia medo porque não haviam tocado fundo o suficiente para que o medo não existisse. Que triste então estava sendo, mas parecia tão acostumada. Acostumada e fria, porque depois de tantas lágrimas, ela finalmente parecia ter secado. A maquiagem borrada em volta dos olhos tinha sido limpa na noite anterior. Quando ele, o moço, e ela se encontraram; ela parecia inteira. Inteira porque não tinha ficado nada dela para trás. Seus olhos eram de desilusão, de cansaço. Cansada de construir sonhos, planos, fantasias. E depois da desilusão, do fim, ter de destruir uma a uma, como se nada daquilo tivesse um dia existido, só para olhar para trás e não sentir nada do que sentira antes. Era tudo tão doído, tão choroso, tão arrastado. Fosse o ponto final sua última lágrima de dor, já havia, então, sido decretado. Decretado num discurso mudo, num adeus em silêncio dito através de tudo aquilo que não havia sido falado. O moço não parecia prestes a dizer nada. Ela também não diria; se pudesse escolher, teria ficado calada, mas lhe escapou: Meu coração tá ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos, sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz.
Cansada de construir sonhos, planos, fantasias. E depois da desilusão, do fim, ter de destruir uma a uma, como se nada daquilo tivesse um dia existido, só para olhar para trás e não sentir nada do que sentira antes.
Tudo que eu mais queria era que ela ficasse aqui em casa, aqui comigo, aqui no meu quarto, aqui na minha vida… E ela tratou era de ficar longe de mim.
“Ontem o telefone tocou e, olha só, eu pensei em você. Eram exatamente duas da manhã e eu pensei em você. As mãos ficaram trêmulas e o coração acelerado e levemente veio o frio na barriga e o pensamento foi parar exatamente em você, acredita? Em vo-cê – estou repetindo devagar pa…
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“Ontem o telefone tocou e, olha só, eu pensei em você. Eram exatamente duas da manhã e eu pensei em você. As mãos ficaram trêmulas e o coração acelerado e levemente veio o frio na barriga e o pensamento foi parar exatamente em você, acredita? Em vo-cê – estou repetindo devagar para você compreender melhor.”
Ai, como eu gosto desse teu riso cor-de-mar-em-dia-claro.
— Tudo isso é muito distante. Tudo isso é muito abstrato. — Veja além destes fatos vis. — Como assim? Você tem pensado sobre o futuro?
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— Tudo isso é muito distante. Tudo isso é muito abstrato. — Veja além destes fatos vis. — Como assim? Você tem pensado sobre o futuro? — Sim. Tenho. Você não? — Sim. Tenho. O que você vê? — Você. Eu vejo você. (Silêncio)
Me sinto vulnerável. Eu odeio esse meu jeito quando estou perto de você. Às vezes quero sentir raiva, um pouquinho que seja. Quero te ignorar para, quem sabe, você aprenda a sentir minha falta como eu sinto a tua. Quero dizer não e negar também todos os teus carinhos. Mas você nã…
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Me sinto vulnerável. Eu odeio esse meu jeito quando estou perto de você. Às vezes quero sentir raiva, um pouquinho que seja. Quero te ignorar para, quem sabe, você aprenda a sentir minha falta como eu sinto a tua. Quero dizer não e negar também todos os teus carinhos. Mas você não me deixa. Você só chega e me invade dessa forma assustadoramente inteira. Fala com aquele jeito dengoso, cheio de manha, e eu nunca resisto. E de repente, todos os meus nãos se tornam sins e todas as minhas tentativas de te deixar um pouquinho, só um pouquinho mais de lado, vão embora. Me deixando sem alternativa, como se eu não tivesse escolha nenhuma — e talvez eu nem tenha. Porque basta ouvir a tua voz me chamando baixinho, que eu largo tudo e vou correndo para você.
“Sabe que ontem eu estava lendo um livro meio bobo, e tinha lá, bem no cantinho da folha, no final da frase: ‘eles se gostavam…’ – respirei fundo e pensei: ‘a gente também.’”
Uma hora ou outra vamos nos encontrar, bater na porta. Obedecendo a saudade.
“Não, não pare agora...”, ela sussurrou “eu adoro o teu jeito desajeitado de segurar minha cintura.”
Mas de coisa-que-só-se-vê-em-novelas ou que só-acontece-aos-outros, o amor foi chegando mais perto. E como foi bom...
Quando ela está por perto, me rendo. Quando distante, obedeço a saudade.
Sinto saudade, embora tenha a delicadeza de jamais tocar no assunto.
Não saberia nunca definir a que espécie de quebrar interior se sujeitava, mas supunha sempre que alguém que some se encaixa perfeitamente com o outro que sente saudade.
Que felicidade mansa, que vontade insana de sorrir. Sorrir para o vento, para o lugar de onde sopra agora, talvez o mar que agora vejo e que me faz lembrar subitamente de ti, que me faz sempre sorrir…
O meu amor é a soma de tudo quanto tenho trazido de ti e amado em mim.