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Frases de Andre Wade

78 frases

Fecho os olhos, e fim – finjo não, já não preciso. Preciso sim, preciso tanto. Alguém que toque fundo, que derrame o amor sobre mim. Que queira sorrir, tocar, sentir. E vez ou outra diga baixinho: eu sou teu outro-você e quero adoçar tua vida, meu amor. Ah, imenso amor desconheci…
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Fecho os olhos, e fim – finjo não, já não preciso. Preciso sim, preciso tanto. Alguém que toque fundo, que derrame o amor sobre mim. Que queira sorrir, tocar, sentir. E vez ou outra diga baixinho: eu sou teu outro-você e quero adoçar tua vida, meu amor. Ah, imenso amor desconhecido. Te quero tanto, te preciso tanto. Finjo um futuro e invento tudo só pra te sentir mais perto. Sem lonjuras, sem distancias, bem juntinho: euevocê. Como se nada mais no mundo importasse, como se nada mais no mundo fosse tão. Ou mesmo perfeito, por assim dizer.

Discretamente, olho a janela e vejo então o vidro embaçado. Chove. Faz frio. E eu penso em você, penso em você, penso em você. Não consigo tirar você da cabeça. Por absoluta necessidade ou pura fragilidade de emoções: não consigo tirar você da cabeça. Então, com muito carinho e c…
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Discretamente, olho a janela e vejo então o vidro embaçado. Chove. Faz frio. E eu penso em você, penso em você, penso em você. Não consigo tirar você da cabeça. Por absoluta necessidade ou pura fragilidade de emoções: não consigo tirar você da cabeça. Então, com muito carinho e cuidado, digo baixinho: penso em você, penso em você.

Foi aí que o elevador parou e você entrou. Não sabia se antes ou depois ou no andar exato. Não sabia ainda se fugia ou cumprimentava. Era tarde. Você se comprimindo cada vez mais no canto. Encontro. Os olhos se esbarram doces, oblíquos. Perto da tua, minha pupila se dilata lenta.…
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Foi aí que o elevador parou e você entrou. Não sabia se antes ou depois ou no andar exato. Não sabia ainda se fugia ou cumprimentava. Era tarde. Você se comprimindo cada vez mais no canto. Encontro. Os olhos se esbarram doces, oblíquos. Perto da tua, minha pupila se dilata lenta. Náufrago em teu olhar de aparente mistério. Me perco. Fico aflito. O frio do suor nas palmas das mãos, tenho sempre tanto medo, os andares avançam depressa, vejo os cabelos, a boca, os ombros. Mas só nos olhos fixo em mudo apelo, clara maldição. Você ri. Alguma coisa se adensa. Também rio. O momento me esmaga por dentro. Preciso falar, e mais do que falar, preciso dizer. Essa coisa vasta, tola, funda ou ainda mais confusa. Preciso falar, preciso dizer. Repetir mil vezes a amargura de estar esperando por inteiro preso dentro dessa quietude indefinível. Um toque. O teu corpo cola-se ao meu, de leve, tão de leve que não arrisco um movimento sequer. Suspiro. Suspiras também. As respirações trêmulas descosturam o silêncio, os olhares alheios. Devassam pensamentos. Depois não sei, não sabemos. O elevador parou e você saiu. Na mesma espera soturna, no mesmo medo. Em outra direção. Não disse nada. Eu não disse nada também.

Derretendo Satélites Desta janela encoberta de neblina, avisto seus brilhos solares atravessando a rua. Escondendo-se das luzes ofuscantes, seus passos decididos partiam em rotas inexistentes. Por um
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Derretendo Satélites Desta janela encoberta de neblina, avisto seus brilhos solares atravessando a rua. Escondendo-se das luzes ofuscantes, seus passos decididos partiam em rotas inexistentes. Por um segundo, senti o bater ritmado do seu coração parar. Como se mundo parasse, se o ar faltasse. Instantaneamente, o universo retrocedeu décadas de evolução. Depois, acelerou tão ferozmente que estrelas colidiram. Escuridão silenciosa fez em seu breve penar. Deste labirinto tortuoso a qual descrevo meus dias de exílio, observo, assustado, o correr natural dos seus dias simples. Como a um terremoto, seus passos se chocam com astros distraídos, destruindo o pouco de paz existente nos cosmos. Um grito: volte! Minha vida, então, brevemente misturou-se com a sua. Meus tristes relatos observados com minhas vistas cansadas de esperar a paz roubada, no instante que colidiu sua rota em meus dias cinzas: os Deuses festejaram a descoberta de uma nova e brilhante constelação. Neste quadro abstrato que minhas retinas incansavelmente entorpecem, procuro vestígios palpáveis para reencontrar seus braços. Eu, vagando entre o real e o imaginário, suspiro a cada sonho. Contrabandeando sorrisos puros a cristalizar nostalgicamente a vida. Desta caverna escura a qual observo tudo contra a luz, vejo-te flutuar pelo salão principal, deslumbrante e bela. Ignorando as luzes ofuscantes, vejo apenas seus olhos brilhando no escuro opaco. Reluzente luas prateadas em noites de euforia. Seu sorriso derretia satélites e corações gelados.

No meio de toda essa bagunça, no meio de toda a areia movediça de mim mesmo; ainda pergunto baixinho se vem: “vem?”. E é tão urgente que digo. É tão urgente que grito: vem depressa me encontrar; vem me olhar; me sorrir; vem mostrar o sorriso que ainda está escondido, o sorriso ca…
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No meio de toda essa bagunça, no meio de toda a areia movediça de mim mesmo; ainda pergunto baixinho se vem: “vem?”. E é tão urgente que digo. É tão urgente que grito: vem depressa me encontrar; vem me olhar; me sorrir; vem mostrar o sorriso que ainda está escondido, o sorriso calado, o convite para entrar na sua vida. Antes que seja tarde demais.

Ontem nos sentamos num banco, e ela tinha as pernas tão curtinhas que não conseguia tocar no chão. Com as pernas cruzadas, ficava balançando-as para frente e para trás, e foi a coisa mais bonita que ví no dia. Fiquei assim, parado, olhando, com um aperto no lado do coração e pens…
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Ontem nos sentamos num banco, e ela tinha as pernas tão curtinhas que não conseguia tocar no chão. Com as pernas cruzadas, ficava balançando-as para frente e para trás, e foi a coisa mais bonita que ví no dia. Fiquei assim, parado, olhando, com um aperto no lado do coração e pensando: pois é, eu só consigo amar você.

É o truque, baby. Nunca se importar, nunca se apegar, nunca esperar aquele tal de “um pouco mais”. Lembrar sempre de nunca ter falsas esperanças imaginando momentos que nunca vão existir, porque não vale a pena dormir demais tentando sonhar com alguém que nem pensa em você quando…
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É o truque, baby. Nunca se importar, nunca se apegar, nunca esperar aquele tal de “um pouco mais”. Lembrar sempre de nunca ter falsas esperanças imaginando momentos que nunca vão existir, porque não vale a pena dormir demais tentando sonhar com alguém que nem pensa em você quando fecha os olhos...