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Frases de André Villas-Bôas

127 frases

⁠... Algum EGUM, OGUM. Já desatinei muito ao longo da vida, conjuguei o verbo "doer" no infinitivo, no particípio e no gerúndio. Gritei: - "EGUMedeixa", e ele sempre se foi, ofuscado pela minha luz própria e inata. Oxalá!
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⁠... Algum EGUM, OGUM. Já desatinei muito ao longo da vida, conjuguei o verbo "doer" no infinitivo, no particípio e no gerúndio. Gritei: - "EGUMedeixa", e ele sempre se foi, ofuscado pela minha luz própria e inata. Oxalá! Quem aqui nunca sentiu aquela pedrada abstrata, aquela dor tão disseminada que você se perde ao interpretar causa e efeito? Acredito que esta seja a melhor forma de entender que só se afoga quem sabe nadar, e eu comecei minha vida submergindo em quase tudo que tentava. Sempre terminava com a temida faca de dois gumes nas mãos. Ou afunda na areia movediça ou cria uma carapaça tão forte quanto a armadura de Ogum. "OGUMeveste", e ele me vestiu, iluminado pela minha luz própria e inata. Oxalá! E eu? Eu, inconscientemente, saí cavalgando pelas estradas da vida.

⁠... Você é uma pessoa mecânica, instintiva ou consciente? O amor mecânico desperta o ódio.
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⁠... Você é uma pessoa mecânica, instintiva ou consciente? O amor mecânico desperta o ódio. O amor instintivo desperta a incerteza. O amor consciente desperta a plenitude. A fé mecânica é loucura. A fé instintiva é escravidão. A fé consciente é liberdade. A esperança mecânica é doença. A esperança instintiva é covardia. A esperança consciente é força. Ao longo dos meus quarenta e muitos, parei de divagar por aí. Estou me afastando dos abalos morais e fazendo um approach com minha consciência.

⁠... Há dezoito anos eu me descobri pai de menina. Na tela do ultrassom vi quando o especialista desenhou um laço em sua cabecinha, e uma lágrima rolou mesmo antes do último traço. Foi algo muito natural, orgânico e incondicional. Minha disponibilidade para amar minha filha e o…
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⁠... Há dezoito anos eu me descobri pai de menina. Na tela do ultrassom vi quando o especialista desenhou um laço em sua cabecinha, e uma lágrima rolou mesmo antes do último traço. Foi algo muito natural, orgânico e incondicional. Minha disponibilidade para amar minha filha e o seu universo foi e sempre será infinita. Não adianta achar que criar um elo eterno com parte de você é algo que se faz instantaneamente, e que se mantém sem dedicação. É necessário entender que aquela menininha precisa do pai presente para se tornar uma mulher autoconfiante. Quase que por um lapso, abandonei as trevas do egoísmo e caminhei na direção da luz do altruísmo. Me despedi dos meus recifes egocêntricos, e saí gritando para o mundo que Deus tinha confiado uma de suas anjinhas aos meus ensinamentos. Não era tão maduro na ocasião, mesmo assim evitei lançar os dados e deixei Ele me mostrar o caminho. Quando algo mágico acontece e alguém - mais importante que você próprio - cai nos seus braços, você se reinventa, se recomeça. Foi aí que me vi com a responsabilidade de ser muito mais que um “pailhaço”, precisava amadurecer em um curto período, já que os cromossomos XX tendem a amadurecer na velocidade da luz e eu precisava de uma relação sustentável com o que estava por vir. Depois de algum tempo você entende a diferença entre andar de mãos dadas e andar de mãos algemadas. Entende que amar não significa cobrar, prender ou até mesmo se apoiar em um estereótipo falido. Entende que presença nem sempre significa liberdade. E entende também que amor não é algo angariado contratualmente. Ninguém é livre parcialmente. A parcialidade aqui pode colocar o “ter” na frente do “ser”, e eu anseio profundamente que a minha menina seja tudo que ela sempre sonhou. Então resolvi colocar a liberdade na frente do amor, e por mais que este espaço me consuma, meu consolo é muito maior ao ver o quanto ela está crescendo linda, inteligente e responsável. Hoje no dia do seu aniversário, afirmo que minha saudade virou orgulho e que meu coração (assim como a porta da minha casa), estão escancarados para a essência e o amor da minha eterna Manuella.

⁠... Quando resgatamos e colocamos nossas memórias em ordem cronológica, percebemos as mudanças de ciclo e as alternâncias de comportamento dentro de uma nitidez absoluta e até cruel. Um verdadeiro cinema mudo, cheio de simbolismos e entrelinhas. Vivenciamos nossa própria atuaçã…
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⁠... Quando resgatamos e colocamos nossas memórias em ordem cronológica, percebemos as mudanças de ciclo e as alternâncias de comportamento dentro de uma nitidez absoluta e até cruel. Um verdadeiro cinema mudo, cheio de simbolismos e entrelinhas. Vivenciamos nossa própria atuação através de personagens que criamos inconscientemente, roteiros idealizados com o objetivo de interpretar o melhor papel de nossas vidas. No entanto, poucos conseguem protagonizar e muitos morrem tentando. A grande maioria vira coadjuvante na história de outras pessoas. A verdade é que nossa trajetória não precisa de supérfluos, mas de recíprocos. Esta reciprocidade também não envolve somente seres humanos. Podemos nos relacionar com a natureza, com o conhecimento, e estes sempre vão retribuir o seu sorriso e a sua expectativa. Quanto ao relacionamento entre pessoas, traga para sua peça somente aqueles que devolvem as mãos, os abraços e a alma que transcende os vínculos de sangue. Logo estarei com meio século e algo de positivo posso tirar dos capítulos que escrevi até aqui. Protagonista ou não, morrerei tentando escrever minha própria obra. Sendo coroado ou não, persistirei até ser entorpecido com aquela deliciosa sensação de vitória.

⁠... Vivi ao tentar amar Perdi ao tentar mentir
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⁠... Vivi ao tentar amar Perdi ao tentar mentir Venci ao tentar lutar Caí ao tentar partir Cresci ao tentar rezar Subtraí ao tentar trair Investi ao tentar somar Omiti ao tentar sentir Existi ao tentar voar Desisti ao tentar sorrir Consegui ao tentar passar Resisti ao tentar ruir Pressenti ao tentar pensar Dormi ao tentar sair Digeri ao tentar parar Evoluí ao tentar subir Vesti ao tentar causar Ouvi ao tentar fluir Admiti ao tentar lacrar Insisti ao tentar florir Tentei morri covarde Conquistei pari coragem

⁠... Agora, sem hora, na varanda da minha casa. Contemplo o detalhe, ressignifico o silêncio. Eu, ela, nosso filho e uma melodia encaixada. Um café delicioso, nenhuma palavra. Olhos fechados.
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⁠... Agora, sem hora, na varanda da minha casa. Contemplo o detalhe, ressignifico o silêncio. Eu, ela, nosso filho e uma melodia encaixada. Um café delicioso, nenhuma palavra. Olhos fechados. Nariz e ouvidos apurados. Paladar aguçado, saciado. Nuvens divorciadas. A solteirice amarela, queimando. Olhos abertos, sentidos harmonizados. A casa inacabada. Primavera em cada árvore. Profusão de cores como assinatura. Cidade com identidade própria. O templo do azul e branco. Travestido de dragão. A confluência de possibilidades. Quem quer ir, quem quer chegar. O galo cantando fora de hora. E a vida me dizendo: - relaxa, se aquieta. Ansiedade abduzida, eu livre. Um pedaço de papel. Uma esferográfica falhando. Sensações partilhadas. A prova da minha vida materializada. Aleluia, simplicidade.

⁠... Amo e retribuo o carinho para com todos que me rodeiam com verdades isentas de dissimulação. Quando se ama com verdade, olhar para o que se passa do lado de fora é totalmente desnecessário. Tudo (absolutamente tudo) acontece dentro de nós. Você não tenta mais entender o Un…
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⁠... Amo e retribuo o carinho para com todos que me rodeiam com verdades isentas de dissimulação. Quando se ama com verdade, olhar para o que se passa do lado de fora é totalmente desnecessário. Tudo (absolutamente tudo) acontece dentro de nós. Você não tenta mais entender o Universo, e passa a valorizar os que semeiam paz de mãos dadas contigo. Esta é a força resultante de duas vogais, duas consoantes e uma infinidade de significados que preenchem todo o nosso ser e nos transformam em seres abundantes. Amamos de alguns jeitos e maneiras muito diferentes: incondicionalmente, reciprocamente e até de forma imaculada - todos tão necessários, tão intensos e tão diversos entre si. Através destas vertentes de afinidade, unimos, levitamos e exercitamos os músculos que bombeiam a energia vital por todo o nosso corpo. Dizem que o ódio anda lado a lado, e que saímos de uma faceta para outra quando não somos correspondidos. Eu particularmente não acredito, principalmente quando nosso coração está repleto de axiomas e premissas verdadeiras. Amar e viver são diligências positivas e afins, portanto, quando a carência de algo realmente verdadeiro paira sobre uma relação que deveria ser sublime, ame mesmo assim, mesmo que o seu silêncio ecoe e demore a despertar quem perdeu a chance de usufruir do que você entregaria intensamente e sem dissimulações. Duvide da luz dos astros, de que o sol tenha calor, duvide até da ciência, mas confie em seu amor - ele te fará maior do que já é. E se for realmente legítimo, nunca te transformará em escravo de algo que se desprendeu. Eu te amo.

⁠... Os paradoxos da minha timeline. Sempre fui um aficionado pelas figuras de linguagem. Paradoxos e metáforas, por exemplo, sempre me ajudaram no processo de externar meus pensamentos. Traçando uma linha do tempo, voltamos ao ano de 1972 para compreendermos o real propósito d…
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⁠... Os paradoxos da minha timeline. Sempre fui um aficionado pelas figuras de linguagem. Paradoxos e metáforas, por exemplo, sempre me ajudaram no processo de externar meus pensamentos. Traçando uma linha do tempo, voltamos ao ano de 1972 para compreendermos o real propósito deste livro. Na ocasião, o então presidente Emílio Garrastazu Médici, terceiro da lista de ditadores que governaram o Brasil, promovia pela primeira vez a transmissão de um evento através da televisão em cores. Mesmo considerando o regime autocrático e a sua ilegitimidade, nascia a Telebrás, a primeira empresa de telecomunicações do Brasil. Em meio a censura, a violência e a cassação de direitos políticos, o primeiro computador da América Latina era construído na Cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo que as fronteiras se fechavam para o livre-comércio, Médici inaugurava o primeiro trecho da Rodovia Transamazônica. E para completar, o juiz Sérgio Moro nascia ao passo que Luiz Inácio Lula da Silva entrava para o Sindicato dos Metalúrgicos com apenas vinte e sete anos de idade. Saindo um pouco do contexto tupiniquim, o terrorismo palestino assombrava a delegação israelense em plenos Jogos Olímpicos. E para encerrar a lista de contradições, Richard Nixon, então presidente dos Estados Unidos, se reunia em Pequim, na China, com o lendário Mao Zedong - patrono da luta contra o imperialismo e o capitalismo em todo o mundo. Neste mesmo ano eu chegava ao mundo e daí a ligação emblemática com os paradoxos da minha história. Com tantas contradições presentes no meu encontro com o mundo exterior, ressalto aqui o meu primeiro contato com a resiliência. Minha querida Mãe, genitora mor diante do seu primogênito, ao se preparar e ver se consolidar o segundo maior elo de sobrevivência depois do cordão umbilical, Mãe e Filho, eis que surge a fome e o anseio instintivo pelo aleitamento materno. Um choro a plenos pulmões antes fechados, uma insistência concebida pelo amor incondicional e um pequeno sussurro em meus ouvidos: - Filho, seja resiliente!

⁠... Em janeiro (que passou) ele faria quarenta e seis anos de vida. É como se o seu desenlace espiritual me gerasse uma sensação física de perda, mas que o desconforto estivesse apenas no fato de não me ver vivendo nele. Quando ele dizia o quanto me amava, o quanto me respeita…
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⁠... Em janeiro (que passou) ele faria quarenta e seis anos de vida. É como se o seu desenlace espiritual me gerasse uma sensação física de perda, mas que o desconforto estivesse apenas no fato de não me ver vivendo nele. Quando ele dizia o quanto me amava, o quanto me respeitava, é como se eu vivesse nele também e isso me preenchia de alguma forma. A tal da referência sustentada pela reciprocidade incondicional. Quando lembro, penso, converso com ele; sinto ele perto, como se ainda estivesse na mesma dimensão que eu. As passagens, as memórias se renovam. É como se o ontem virasse o hoje. Aí paro, reflito, e intuitivamente espero o mesmo. É quando me falta a fala, o abraço, o beijo. Ações que se foram com ele. O que mais sinto falta? Da minha incapacidade de estabelecer um diálogo que me permita dar e receber. Eu falo, mas não ouço mais. Eu abraço, mas não sou mais abraçado. Eu beijo, mas não sou mais beijado. Ele vive em mim, mas não me vejo vivendo nele. É disso que tenho mais falta. Saudades, meu irmão.

⁠... Atinjo a realidade através dos sonhos. Se percebo que estou na antessala de um deles, portas trancadas. Eu pulo a janela. Definir uma única alternativa.
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⁠... Atinjo a realidade através dos sonhos. Se percebo que estou na antessala de um deles, portas trancadas. Eu pulo a janela. Definir uma única alternativa. É limitar as possibilidades. Podemos encontrar caminhos. Quando acendemos princípios. Desejos e irregularidades. Não falo só do óbvio. Mas de uma única porta. Um escape singular de sentimentos. Desencadeado por ações. De uma Sociedade Madrasta. Com senso comum manipulado. E diante de algo que não vemos. Mas sentimos nas esquinas e ruas. Ser indivíduo criativo. Na cegueira coletiva. Precisa ser um estado de espírito. Algo que perpetue além do ócio.

⁠... Quando nossos demônios agonizam, nossos anjos triunfam. Existem batalhas que ninguém pode lutar por nós, e os exércitos rivais estão entrincheirados no nosso inconsciente coletivo. Quando o inverso acontece e nossos anjos são derrubados, somos manipulados pela afronta das…
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⁠... Quando nossos demônios agonizam, nossos anjos triunfam. Existem batalhas que ninguém pode lutar por nós, e os exércitos rivais estão entrincheirados no nosso inconsciente coletivo. Quando o inverso acontece e nossos anjos são derrubados, somos manipulados pela afronta das camadas mais profundas do nosso psique.

⁠... Eu do passado, estou ligando para dizer que nos momentos em que você venceu, perdeu e disse umas verdades na hora errada - está tudo certo. Continua acontecendo isso com você no futuro. Vai por mim, faz parte do jogo da vida. Arrependimentos? Tenho vários. Pensei em pedir…
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⁠... Eu do passado, estou ligando para dizer que nos momentos em que você venceu, perdeu e disse umas verdades na hora errada - está tudo certo. Continua acontecendo isso com você no futuro. Vai por mim, faz parte do jogo da vida. Arrependimentos? Tenho vários. Pensei em pedir para você evitar certas coisas e situações. Mas talvez eu não fosse eu, se você fizesse isso. Tem uma parada chamada paradoxo, e isso poderia alterar quem somos - melhor deixar quieto e aprender com os equívocos. Vou te pedir para ter mais paciência, ser menos ansioso. Essa tal de ansiedade quase acabou com a gente. Ela foi nossa professora rígida e cruel, porém, extremamente honesta conosco. A ansiedade te consome naquilo que você acha que irá acontecer, e por isso ela é tão verdadeira. Suas fragilidades e fraquezas ficam expostas diante da realidade. Ou seja, você não tem o controle. Vão ter vezes que você irá achar que é o fim. E vai ser mesmo. Fim de tantas crenças limitantes que você já teve. Ah... e você vai achar que está cheio de razão. Pode acreditar, você estará coberto de enganos. Quanto a família, fique bem pertinho do seu irmão. Todos são maravilhosos e merecem seu carinho, mas dê uma atenção especial para ele. Vai por mim! Mas sabe de uma coisa? Eu gosto de ti. Você tem garra, é grato e tem atitude. Porém, herdei de você um talento especial para gerar uma certa inveja de quem cria estereótipos negativos para nos definirem erroneamente. Confesso que vivo tentando te desconstruir quando falo de você. Talvez seja o ímpeto de querer que você pense como eu aprendi a pensar. Essa tal de maturidade tardou, mas chegou com força. Quanto a mim, acho que estou indo bem. Muitos sonhos, projetos e bons caminhos a serem percorridos. Você vai ser pai mais de uma vez, e ainda tentará de novo. Você vai casar, descasar e acertar na segunda tentativa. Tudo vai valer a pena, vai ser uma loucura e você vai querer escrever um livro. Vai ser você e eu, sem brigas pelo protagonismo. Até breve!

⁠... Soneto da Saudade Quando amamos e vivemos
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⁠... Soneto da Saudade Quando amamos e vivemos Com costumes e moral E na vida aprendemos O que não pode ser normal Pais e filhos são eternos E o desprezo não perdura Esses laços são fraternos Ser sensato é ter cordura Não sou apenas biológico Sou de trato e emoção Pai presente, etimológico Lágrimas surgem e solidão Podem tirar minha razão Não me fará falta alguma Mas me deixe o coração O meu eixo desapruma Meu sentimento é verdade Que me dói até a alma Meu soneto da saudade Tenho força, tenho calma Tenho filha, tenho filho Meus anseios no papel Um cordeiro, um novilho Eu, Manú e Raphael

⁠... A gratidão desbloqueou a minha abundância. Transformou meu menino em um homem, minha negação em aceitação, meu caos em ordem e minha confusão em claridade. Transformou minha dor em saudade, meu deslumbre em humildade, minha loucura em juízo e meus medos e inseguranças em c…
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⁠... A gratidão desbloqueou a minha abundância. Transformou meu menino em um homem, minha negação em aceitação, meu caos em ordem e minha confusão em claridade. Transformou minha dor em saudade, meu deslumbre em humildade, minha loucura em juízo e meus medos e inseguranças em coragem. Libertou meu espírito, desbloqueou meu amor, resgatou minha fé, salvou minha alma e escancarou minha essência.

⁠... Quando o abstrato. Acomete o concreto.
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⁠... Quando o abstrato. Acomete o concreto. Sábios se alfabetizam. Velhos rejuvenizam. Razão vira emoção. Sensação de poder. Transgressão do saber. Escuridão vira clarão. Vulgarizamos o ter. Vangloriamos o ser. Trancendemos o chão. Receio vira anseio. Meio vira cheio. Azarão vira alazão.

⁠... Metaforando e viajando do nefasto ao fausto. Divaguei de olhos cerrados.
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⁠... Metaforando e viajando do nefasto ao fausto. Divaguei de olhos cerrados. Percepção do reverso. De fora para dentro. Descortino o cerne. Ultrapasso dermes. Transcendo artérias. Excedo o que me mantém vivo. Vislumbrei a essência. Estou no caminho certo. Interiorizo demasiado. Reprimo a ânsia de externar. Continuo em frente. Quero beber na nascente. Fonte que banha minha alma. Que desvenda o imaginário. Amigos ordinários. Que cunharam moedas da discórdia. E sabotaram meu triunfo. Tudo clarificando. No âmago, abençoando. Cavaleiro de espada. Tormenta estirpada. Hora de retornar. Sem as sombras da inveja alheia Livre, alforria assinada in loco. Guiei de olhos espertos. Percepção do anverso. De dentro para fora.

⁠... A vida é tão lacônica. Não comporta reprises.
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⁠... A vida é tão lacônica. Não comporta reprises. Emendarmos os erros. Sabotamos os acertos. Somos forçados a agir. Reagir por impulsos. E determinar o futuro. Somos atores e dublês. Interpretamos dramalhões. Com eloquência. A arte do bem dizer. Do mal dizer. Tudo sem ensaios. E scripts ligeiros. Somos seres intuitivos. Sem avaliações prévias. Validações sequentes. Somos humanos emotivos. Sem álbuns e recortes. Das gargalhadas, cenas amargas. Sem vestígios da nossa novela. E aí invertemos sentimentos. O choro vira riso. A chuva vira brisa. O barulho vira silêncio. A poesia vira eco. E eu viro folhas em branco.

⁠... Mentirosos nunca triunfam. Apenas abdicam de si próprio.
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⁠... Mentirosos nunca triunfam. Apenas abdicam de si próprio. Entregam suas realidades. Viram servos do destinatário. Meros condenados à perpetuidade. Transgressores que falseiam. Que enganam a verdade. São dependentes da ilegitimidade. Reféns das inverdades. Que pagam por destruição. Assolação do que era objetivo. Quem mente é escravo. Cativos da própria vontade. Sequestrados no próprio cativeiro. Cavaleiros da impobridade. Se eu quero que caminhem comigo? Prefiro ter poucos autênticos. Que uma gangue de embusteiros.

Eu, Mariô. Tu, Mariás. Ela, Maria.
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Eu, Mariô. Tu, Mariás. Ela, Maria. Maria amanhece aurora Eduarda vence outrora Filha do sol Cria da luz O canto do rouxinol Pequena que me seduz Maria desabrocha uma flor Eduarda enobrece o amor Oriunda do ventre materno Respiro de uma oração Criança do riso fraterno Que fez casa no meu coração.

⁠... À medida que desemburramos com o tempo, substituímos o viço da mocidade pela autenticidade das marcas de expressão. Descobrimos uma riqueza que nenhum dinheiro pode comprar, o processo extraordinário em que você se torna a pessoa que sempre deveria ter sido.
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⁠... À medida que desemburramos com o tempo, substituímos o viço da mocidade pela autenticidade das marcas de expressão. Descobrimos uma riqueza que nenhum dinheiro pode comprar, o processo extraordinário em que você se torna a pessoa que sempre deveria ter sido. Aí passamos a invejar o vigor dos jovens, e percebemos que os mancebos não estão preocupados com a nossa austeridade. Eis que surge mais um esculacho da vida: uns conhecem o que perderam, outros desconhecem o que lhes falta. Ainda posso trocar a inveja pela consciência de perceber este movimento tão natural.

⁠⁠... Em tempos de inverdades, tenho saudades da minha liberdade. De andar pela cidade com pessoas da minha idade. Sinto que privo a minha verdade com certa ambiguidade. E que a calamidade uniformiza a diversidade. Creio que a cumplicidade reapareceu sem sazonalidade e que o mu…
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⁠⁠... Em tempos de inverdades, tenho saudades da minha liberdade. De andar pela cidade com pessoas da minha idade. Sinto que privo a minha verdade com certa ambiguidade. E que a calamidade uniformiza a diversidade. Creio que a cumplicidade reapareceu sem sazonalidade e que o mundo está repleto de reciprocidade. Será que a majestade está sentindo um pouco de vulnerabilidade? Em tempos de sororidade e equidade, a unicidade é uma temeridade. E a promiscuidade da invisibilidade aflorou a nossa humildade. Que as desigualdades repletas de maldade cedam espaço para a benignidade. E que o renascer da nossa longanimidade nunca mais permita nenhuma iniquidade.