Não sei aonde está minha felicidade
que me entristece sem maneira.
Acompanha-me as lindas
canções de louvores aos olhos
de todas as lembranças
que tocam meu coração
e levam-me a presença de Deus.
Dias melancólicos com a cruz
tão pesada que tiro dos ombros
e cravo no peito de minha dor.
Os ruídos são as vozes
da poesia das asas
das borboletas escondidas
no brilho do dia mais azul.
Para entender o azul
é preciso entender a primavera
se entregando para o verão.
É preciso entender o hálito
do início do dia na boca
da aurora, banhada
pelo cheiro dos raios de sol.