Ninguém. Terás o sonho que não existe, No sono que então consiste,
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Ninguém. Terás o sonho que não existe, No sono que então consiste, No querer de apenas sonhar. E verás o que tanto te devora, Nessa vida de espera e demora, E ao fim, o falso ser, e o não estar. No abatimento dessa realidade, Tamanha, e cega invisibilidade, Serás apenas mais um alguém, Anônimo de um nada oriundo, Estado vil dum pesar profundo, E morrerás com um ninguém. (André Bianc)