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Frases de André Anacoreta

90 frases

Todo corrupto é contra a corrupção do outro e a favor da sua.
A política da qual se servem os demagogos, pode ser comparada a uma velha gagá e inválida, que em sua cadeira de balanço, pragueja os meninos peraltas que correm livres esbanjando vitalidade. Querem-se fazer ouvir pela força do discurso bruto, paralisador. E como são desprezíveis…
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A política da qual se servem os demagogos, pode ser comparada a uma velha gagá e inválida, que em sua cadeira de balanço, pragueja os meninos peraltas que correm livres esbanjando vitalidade. Querem-se fazer ouvir pela força do discurso bruto, paralisador. E como são desprezíveis, temem o desprezo de seus opositores e desejam um aperto de mãos por parte dos medíocres, do povo, que merecem o desprezo. Pois demagogo no grego primitivo quer dizer condutor do povo. E se o povo precisa de condutores, os políticos carecem de um cão-guia, tão cegos que estão na trilha de melhorar a sociedade.

Não se deve ler por obrigação, tão pouco por capricho ou aparência. Devemos ler somente algo que nos certifique de que o tempo se tornará mais rico com aquela leitura. Algo que supere, em beleza, harmonia, contraste, pavor, loucura, em suma, o lugar que o momento nos presenteia.…
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Não se deve ler por obrigação, tão pouco por capricho ou aparência. Devemos ler somente algo que nos certifique de que o tempo se tornará mais rico com aquela leitura. Algo que supere, em beleza, harmonia, contraste, pavor, loucura, em suma, o lugar que o momento nos presenteia. E que, acima de tudo, possamos ter os nossos próprios pensamentos depois de entregar nossas cabeças às palavras alheias. O que o beija-flor faz com as flores, devemos fazer com o livro: sugar o seu líquido doce e necessário e com sutileza e elegância não deixar jamais de mover as asas.

Vivemos uma época escorregadia. Nada se prende, tudo caminha numa tal velocidade que não dá tempo de fincar raízes na existência. Não estamos no trem que corre sobre os trilhos do progresso, como acreditamos um dia. Junto do trem, foram-se também as utopias, os sonhos da modernid…
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Vivemos uma época escorregadia. Nada se prende, tudo caminha numa tal velocidade que não dá tempo de fincar raízes na existência. Não estamos no trem que corre sobre os trilhos do progresso, como acreditamos um dia. Junto do trem, foram-se também as utopias, os sonhos da modernidade. Restou-nos a desilusão; onde havia caminhos, há agora um deserto infindável. As pegadas foram apagadas e no lugar ficaram os rastros do esquecimento. Como um cavalo, a galopes vai a humanidade, e vai sem poder enxergar uma referencia de movimento. O passado é poeira e o futuro a linha a ser traçada, não importando que para isso tenha-se que viver uma cegueira do presente. Neste mundo inconstante, um herói é o que sabe usar seu conhecimento e imaginação, para construir sonhos que durem mais que a própria vida, pois o difícil não é encarar a certeza da morte, mas as realidades de uma vida incerta. - Verão 2013

Um poema é como nós; pode ter um corpo bem formado, rígido, mas se não tiver alma, não tiver essência, algo que ultrapasse esse corpo, que capture a beleza passageira num lapso de eternidade efêmera, o tempo, implacável, se encarrega de envelhecê-lo de dentro para fora, matando a…
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Um poema é como nós; pode ter um corpo bem formado, rígido, mas se não tiver alma, não tiver essência, algo que ultrapasse esse corpo, que capture a beleza passageira num lapso de eternidade efêmera, o tempo, implacável, se encarrega de envelhecê-lo de dentro para fora, matando a alma e deixando as marcas no corpo. Porém, tanto a pessoa quanto o poema que preservam sua essência, envelhecem do lado de fora, mas por dentro continuam plácidos e radiantes como no dia em que vieram ao mundo.

EM DEFESA DA FILOSOFIA É preciso se fazer ouvir as vozes dos que amam a sabedoria, e não contentar-se somente com o eco de suas palavras – que são suficientemente agudos e sutis para causar tempestades. A filosofia é a nação dos que pensam na gruta da solidão, duma solidão povoa…
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EM DEFESA DA FILOSOFIA É preciso se fazer ouvir as vozes dos que amam a sabedoria, e não contentar-se somente com o eco de suas palavras – que são suficientemente agudos e sutis para causar tempestades. A filosofia é a nação dos que pensam na gruta da solidão, duma solidão povoada, expatriada do grande público; que dá força àqueles que procuram a verdade e duvida com veemência daqueles que dizem a ter encontrado. Os que proferem ter encontrado a verdade, são estrangeiros da nação do pensamento, desconhecem a linguagem própria da filosofia, que é ora caos, ora luz. Sempre deserto, sempre vasto e silencioso, mas também iluminado e encantado pela canção das estrelas. Filosofia não é palavra qualquer para ser usada como um modo de entretenimento; tão pouco é sinônimo de método ou sistema. Filosofia é o idioma do incógnito, do mistério, da busca sem objeto, da flecha lançada ao abismo. E o amante da sabedoria é aquele que encara o abismo, se joga no precipício e constrói as asas no caminho.

Os cientistas são pagos pelo sistema para garantir a ordem estabelecida, ou seja, usar somente tecnologias que gerem lucro e o controle. Universidades não produzem pensadores, seu papel é formar serviçais. Quando da academia surge um pensador, não é porque ela tenha vencido, pelo…
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Os cientistas são pagos pelo sistema para garantir a ordem estabelecida, ou seja, usar somente tecnologias que gerem lucro e o controle. Universidades não produzem pensadores, seu papel é formar serviçais. Quando da academia surge um pensador, não é porque ela tenha vencido, pelo contrário, é a mostra da sua fraqueza e a prova de que a mediocridade pode ser combatida.

O burguês utiliza o empregado para fazer o que não quer, o que não pode e o que não precisa: cuidar dos próprios filhos, da própria casa, do próprio jardim. Ele paga para não ter relação afetiva e se vangloria por dar emprego ao pobre. O pobre, coitado, aceita cuidar da família,…
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O burguês utiliza o empregado para fazer o que não quer, o que não pode e o que não precisa: cuidar dos próprios filhos, da própria casa, do próprio jardim. Ele paga para não ter relação afetiva e se vangloria por dar emprego ao pobre. O pobre, coitado, aceita cuidar da família, da empresa, do carro, do corpo do burguês, enquanto sua própria família implora os cuidados do Estado. E o Estado - máquina insensível - está muito ocupado cuidando dos negócios do burguês, para cuidar das necessidades do pobre.