O valor não tem preço.
Frases de André Anacoreta
90 frases
Aquele que mata o tempo é um suicida.
Para Doxar o Pensamento É loucura querer ser normal. É normal querer curar a loucura.
Quando o rico sofre de burrice, não há dinheiro que consiga esconder os efeitos colaterais. De que vale perfumar um gambá?
Os problemas são como ondas - vão e vêm, vêm e vão. Há aqueles que surfam sobre eles; outros que os enfrentam até que chegue o mar aberto. E há aqueles que preferem ficar com a água pelos joelhos sentindo a terra por baixo dos pés.
Pensamento é esse intermediador, que põe na baila o consciente e o inconsciente, fazendo-os convergir numa mesma direção.
Se deus existe, por que é que eu não fui convidado a conhecê-lo?
Só pode subir nos ombros dos gigantes, aquele que constrói os degraus com a própria vida.
Os poetas são os únicos, que mesmo ateus, podem falar mal de Deus.
Há vários jeitos de se ver o mundo, um deles é fechando os olhos.
Pouco me vale saber como. O que faz a cabeça girar na órbita do pensamento - voando na velocidade da dúvida - é tentar descobrir porque.
Os poetas nunca morrem, apenas deixam de ser gente para tornarem-se suas próprias palavras.
Não se pode construir castelos, sem derrubar muralhas.
Se o homem fosse um animal pensante, como creem os defensores dos animais, não seria tão primitivo a ponto de ignorar que é um animal pensante.
A vida, a todo instante, joga pedras no caminho para que tropecemos. Se por ventura construirmos uma montanha com estas pedras, então seremos resistentes como as pedras e grandes como as montanhas.
A felicidade é uma ilha na qual queremos atracar. Então construímos nossos barcos no afã de poder pisar as areias mais desejadas. Mas quando estamos por chegar mais perto, a ilha desaparece e o barco naufraga. É quando pensamos que teria sido melhor ficar em terra contemplando o…
Continuar lendo
A felicidade é uma ilha na qual queremos atracar. Então construímos nossos barcos no afã de poder pisar as areias mais desejadas. Mas quando estamos por chegar mais perto, a ilha desaparece e o barco naufraga. É quando pensamos que teria sido melhor ficar em terra contemplando o horizonte intocável, na alegria angustiante de imaginar o inconcebível.
Todos os dias nas igrejas, nos programas evangélicos de TV os crentes rogam para que Deus cure os enfermos, alimente os esfomeados... Parece-me que Deus gosta mesmo de contrariar as expectativas. Os pastores fingem acreditar, e Deus finge existir.
É a normalidade que cria os atores do cotidiano: o marido atencioso, o filho obediente, o bom funcionário, a mulher ideal, o cidadão exemplar. Por isso a normalidade censura o louco, porque o louco desconhece o artifício de interpretar papéis; o louco é o próprio teatro.
Vivemos num tempo em que borboletas voam em bibliotecas; os livros ficam às moscas nos casulos das instituições. Quando o livro perde seu caráter mágico e passa a ser apenas um aglomerado de folhas e palavras, o mundo perde a dimensão do possível e se afoga na impossibilidade do…
Continuar lendo
Vivemos num tempo em que borboletas voam em bibliotecas; os livros ficam às moscas nos casulos das instituições. Quando o livro perde seu caráter mágico e passa a ser apenas um aglomerado de folhas e palavras, o mundo perde a dimensão do possível e se afoga na impossibilidade do real.
Se déssemos conta daquilo que perdemos, não teríamos a chance de nos encontrar.
As coisas belas suspendem quaisquer porquês. Solicitam tão somente a alma, para que contemple, simplesmente contemple. Já o espirito se ilumina diante de uma ideia simples, embora genial; porque o espanto do gênio que se debruça sobre o parapeito do desconhecido, nasce da simplic…
Continuar lendo
As coisas belas suspendem quaisquer porquês. Solicitam tão somente a alma, para que contemple, simplesmente contemple. Já o espirito se ilumina diante de uma ideia simples, embora genial; porque o espanto do gênio que se debruça sobre o parapeito do desconhecido, nasce da simplicidade em enxergar o mundo como se se acabasse de ganhar os olhos. O gênio então — no mais alto de sua simplicidade — clama: abram os olhos!
A beleza faz o tempo parar.
O amor é cego diante dos defeitos, porque está ocupado demais olhando as qualidades. E, por ser cego, faz com que os amantes se especializem na arte do tato. É no apagar das luzes, no fechar das pálpebras que os amantes se veem realmente; os corpos convertidos num núcleo de praze…
Continuar lendo
O amor é cego diante dos defeitos, porque está ocupado demais olhando as qualidades. E, por ser cego, faz com que os amantes se especializem na arte do tato. É no apagar das luzes, no fechar das pálpebras que os amantes se veem realmente; os corpos convertidos num núcleo de prazer, onde todos os sentidos participam de um banquete às escuras. Se abrem os olhos, à procura um do outro, abrem também a porta para um instante de eternidade
A vida é calça curta que não serve nas pernas do tempo.