Dia do Abraço Quando ele vem É nó apertado
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Dia do Abraço Quando ele vem É nó apertado Tipo sanduíche Com molho de sorrisos Quando não É nó tipo arranhão Fere garganta Faz afônica a sílaba Que vírus é esse Que suspende os abraços? Que expõe nossos laços Nos deixa em pedaços Dinheiro não compra Status não serve Que vírus é esse Que valor não tem preço? Mas vejo o bom desse espaço Muito mais do que faço Com esse vírus que traz A vontade do abraço É o vírus do alerta Do calo que aperta Da vil descoberta Do desdém pela oferta Será louco esse dia Ao perder o embaraço Que chegue logo O dia do abraço! Anderson Ribeiro