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Frases de Ana Santé

30 frases

"Ardente. Sufocando o desejo, nos ecos do silêncio...".
"Em ti, meu barco navega lentamente. Tenho o leme nas mãos e uma tripulação a guiar. Um bando de pássaros... Sem bússola nem mapa. Não me prendo a nada, nem ao vento que me indica a direção. Não me prendo ao azul, nem ao negrume das águas... É profundo o meu ser, no silêncio das…
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"Em ti, meu barco navega lentamente. Tenho o leme nas mãos e uma tripulação a guiar. Um bando de pássaros... Sem bússola nem mapa. Não me prendo a nada, nem ao vento que me indica a direção. Não me prendo ao azul, nem ao negrume das águas... É profundo o meu ser, no silêncio das vagas. Não se alcança chão, pois me encontro sobre as fossas. Como é fundo o meu ser, inacessível a mentes pequenas e perigosas...".

"Somos uma vaga minoria que não se dá conta do que é, ou que jamais fora. Estamos pulverizados no meio de tantos que se calam, a fim de nos calarmos também e nos sentirmos satisfeitos de não sermos notados. Porque, além da própria tez, vestimos outras peles: a membrana da mentira…
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"Somos uma vaga minoria que não se dá conta do que é, ou que jamais fora. Estamos pulverizados no meio de tantos que se calam, a fim de nos calarmos também e nos sentirmos satisfeitos de não sermos notados. Porque, além da própria tez, vestimos outras peles: a membrana da mentira, da hipocrisia, da ignorância e do medo. Reprimidos, ridicularizados, obrigados a uma espécie de vida cheia de artifícios... O homem é o centro, e a mulher nada é. Mas se esquecem: de que sem este ‘nada que é’, não existiria o todo que não é. O homem que é produto de nós, mães. Os homens que, como nós, mulheres, não são ‘nada’ afinal".

"Há muito se tivera os olhos fechados para a edificação do mundo novo. O 'velho' deveria se adequar às novas tendências que visavam à soberania da igualdade. Assim continuou a intensa campanha nacional pelo sufrágio. Uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da Repúblic…
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"Há muito se tivera os olhos fechados para a edificação do mundo novo. O 'velho' deveria se adequar às novas tendências que visavam à soberania da igualdade. Assim continuou a intensa campanha nacional pelo sufrágio. Uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República".

"Era de manhã. Não havia maldade. O sol tilintava. A brisa assoprava. Os pássaros cantavam. A água corria por entre as fontes e a nascente brilhava. Fixou-se em seus olhos. Como se nada acontecesse, como o vento, ou mesmo a brisa, como uma serpente, uma víbora, um pecado, um sini…
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"Era de manhã. Não havia maldade. O sol tilintava. A brisa assoprava. Os pássaros cantavam. A água corria por entre as fontes e a nascente brilhava. Fixou-se em seus olhos. Como se nada acontecesse, como o vento, ou mesmo a brisa, como uma serpente, uma víbora, um pecado, um sinistro movimento, sobre as trevas do medo e do inconsciente, sob as luzes da vida, num acorde de instrumento... Lá estava. Um filete – marulhando. A tentação lhe invadindo... Sol após sol. Quando a lua surgia, encontravam-se de novo, desastrosamente, no quarto".

“ 'Poderia prosseguir, se não fosse pelo corpete'. Mas por que o ainda usava?... Fechou os olhos: toda a sua propriedade orgânica, plástica, sensorial estava lá. Mas o corpete, no apuro dos sentidos, imobilizava-lhe o instinto; atrapalhava o prelúdio, limitando movimentos, desafi…
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“ 'Poderia prosseguir, se não fosse pelo corpete'. Mas por que o ainda usava?... Fechou os olhos: toda a sua propriedade orgânica, plástica, sensorial estava lá. Mas o corpete, no apuro dos sentidos, imobilizava-lhe o instinto; atrapalhava o prelúdio, limitando movimentos, desafiando-a para sempre... Eis o modismo e o massacre, através dos séculos".

"Cabe ao mundo enxergar a doença em seu próprio discurso, em suas regras sarcásticas, em sua falsa moral!... Pobre mundo! Todos são obrigados a mentir, a sufocar seus desejos e personalidades, colocando-se abaixo da linha do respeito e da autocomiseração. Sim, percebi-me reprimid…
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"Cabe ao mundo enxergar a doença em seu próprio discurso, em suas regras sarcásticas, em sua falsa moral!... Pobre mundo! Todos são obrigados a mentir, a sufocar seus desejos e personalidades, colocando-se abaixo da linha do respeito e da autocomiseração. Sim, percebi-me reprimida, controlada, mutilada por essa enfermidade social que nos assola como uma gangrena. Porque somos todos discriminados, perseguidos e alijados pelo mundo afora. Escondemo-nos por detrás de casamentos e conventos, sacristias e oratórios; por detrás de nossos filhos; de nossos modos e medos... Tornamo-nos invisíveis. Por que nós não gostamos de sermos vistos? Ou por que nossas diferenças não lhes são agradáveis aos olhos?".