Divagando... Eu Hoje sei
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Divagando... Eu Hoje sei Que teria morrido De tédio Se tivesse vivido O passar do tempo Como todos achavam E ainda, acham... Que Eu, deveria Ser.
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Divagando... Eu Hoje sei
Divagando... Eu Hoje sei Que teria morrido De tédio Se tivesse vivido O passar do tempo Como todos achavam E ainda, acham... Que Eu, deveria Ser.
Quimera Real Em estado onÍrico Experimento o desejo
Quimera Real Em estado onÍrico Experimento o desejo Na boca o sabor do ósculo O sussurrar da paixão Entre dentes... Enastrado ao corpo Ávido entre o ventre A cobiça do olhar Desnuda o âmago Anseios contidos Tornam-se designios Ansiedade sofreguidão Delírio devaneante Traspassa a razão. És tu a fonte, Dessa paixão
Quando fechamos os olhos E pensamos Abrem-se as portas do universo
Quando fechamos os olhos E pensamos Abrem-se as portas do universo Passamos a ver com os olhos da Alma
EXISTIR É mesclar a vida Com um pouquinho de loucura
EXISTIR É mesclar a vida Com um pouquinho de loucura Nem sempre, só o que faz sentido Nos deixa feliz...
OUTONO Vejo o amarelado das folhas Desprendendo-se a cair dos galhos
OUTONO Vejo o amarelado das folhas Desprendendo-se a cair dos galhos Eis que chega o outono de mansinho Mudando a cor da paisagem As folhas com o vento, fazem redemoinhos Ensaiam um lindo bailado Outono estação do aconchego Do carinho mais quentinho Outono de nossas vidas... Com sabor de um novo ninho Teus abraços são fortes galhos Teu Ser meu agasalho Mais um outono que passa Cobrindo de folhas o chão Deitamos nesse tapete Revelando a natureza O quanto de amor, contem Esse outono, que nos tem Que nos faz florescer como Gerberas, tulipas e camélias Num jardim particular, Mais um outono a vivenciar. Admirando o bailado das folhas Em pequenos redemoinhos Com o vento a brincar...
Ósculo Fortes são tuas raízes Frutos doces, como mel
Ósculo Fortes são tuas raízes Frutos doces, como mel Teus galhos são copados Agasalho, infinito, céu... Limite entre o espaço Que ocupo no teu abraço Descanso, saciar...sonhar Entre o chão e o infinito Tens tu ó Ser A magia do encantar Tu abrigas a brisa o vento Suave toque, a acarinhar Como o bater de asas do colibri Sinto o ósculo adocicado O ar, a tocar a face, aromatizado Teu bailado, ao redor Polinizando, dança, encanta. Faz sonhar.
Etapas Como sempre, "Ele" O tempo
Etapas Como sempre, "Ele" O tempo Senhor absoluto da razão Mostra... Mesmo que digamos O contrario A verdadeira intenção Em meio a tantas duvidas. Nada como cada época Cada ciclo cumprido Detalhadamente com Exatidão É preciso renovar vestir A plumagem Para adornar o trajeto A nova estação. Seguir em nova direção..
· Sinfonia Quando a sintonia
· Sinfonia Quando a sintonia Se faz presente Um instrumento Se faz orquestra...
Poesia Quando,Letras se juntam Compõem
Poesia Quando,Letras se juntam Compõem palavras Tocam a alma Todas com sentidos diferentes Algumas sublinhadas, irreverentes Dançam, através da escrita caprichosa Do poeta, fervilham a mente Em coloridas vertentes Inspirações, latente Bordam com seus sentidos, São bordadas no papel Entrelaçadas, umas a uma jorram Como água que brota da nascente Na mente cascatas borbulham Poesia, diamante bruto Na alma do poeta cravado Faz-se pedra lapidada.
Divagando... Onde será que ficam Coisas que vivemos
Divagando... Onde será que ficam Coisas que vivemos No passado? Onde é o passado!? Será um lugar vago no âmago? Onde a mente, oculta fragmentos Deduzindo...acho que somem A esmo no deserto, árido Carregados, pelo esquecimento Como folhas ao vento.
· Concluída, metamorfose Refeita a plumagem
· Concluída, metamorfose Refeita a plumagem Pronta, para Revoar.
Intuição Esta, recebi no ventre Apurada, com o tempo, semoto
Intuição Esta, recebi no ventre Apurada, com o tempo, semoto Cravado no âmago, feito raiz Silenciosa como as águas Profundas do oceano Nada passa sem descortinar Fui aprendiz na turbulência Mesmo de costas... Percebo os movimentos Antes da flecha lançada Palavras, entrelinhas, São as que mais identifico Deixo-as no relento Até que achem seu destino Tudo que se lança no universo Ele reconduz segundo o merecimento Intuir não é obstar...é Aprender a enfrentar, forças que emanam De seres em estado de cólera, frustração. É perceber o amor em sua concepção.
· Um Dia Em algum momento
· Um Dia Em algum momento Eu não puder, dizer-te Eu te amo Se a vida em mim expirar Meus sentidos forem Levados como um sopro Ao sabor do vento Ainda assim Permanecerei em ti Me veras no revoar Das borboletas No beijo do colibri Me terás no néctar das flores Na hora em que a noite, devora o dia Serpenteando o céu, Com estrelas brilhantes Vestir-me-ei de luar Mostrar-me-ei nos teus devaneios Teus lábios selarão com um beijo Consolidando o amor Que contigo vivi...
Silêncio Em silêncio Todas as palavras
Silêncio Em silêncio Todas as palavras São proferidas No silêncio A essência profetisa Sensações são vestidas Todas as palavras Silenciosamente Criam forma, ganham vida Tornam-se essenciais Decisões fundamentais Formas dissonantes Procuram seus iguais. Em silêncio. Sepulcral A alma protesta, grita.
Pensando.. Silêncio. No intervalo
Pensando.. Silêncio. No intervalo De um silêncio e outro... É assim que ouço O ímpeto da minh'alma Sussurros cadenciados Hora feliz, hora nauseado : Sensações conflitantes Impetuosas, passionais. Ferrenha determinação Esta questão... Não há dúvidas não...
· SINCRONIA Mar que a praia beija
· SINCRONIA Mar que a praia beija Suavizando o quente da areia Fina Envolve me em tuas águas Deixa-me fazer parte dos teus mistérios Onde o sentir se esconde como concha Mas o olhar te denúncia, como água cristalina Deixa-me mergulhar em tuas águas profundas Envolver-te em ondas suaves e tranquilas Há este mar que me fascina Encontrar-te-ia de olhos fechados Mergulharia em teu doce acariciar Toda vez que anoitecesse Ou raiasse o dia. Banhar-me-ia em ti Todos os momentos e dias.
Incertezas Há tantos Silêncios
Incertezas Há tantos Silêncios Que falam Palavras que nada Dizem... Tantas outras que calo Verdades, questionadas Certezas que já não sei... Sonhos que foram desfeitos Muitos que realizei Em tudo que fiz e faço Uma certeza Nunca saberei... Quando tudo será? Ou se será!? Perfeito alguma vez Dentro de tudo que sonhei Das flores que plantei Dos espinhos que retirei Nau a deriva... Rota estabelecida.
Hipótese Suposição Não existe conhecimento Da janela para dentro
Hipótese Suposição Não existe conhecimento Da janela para dentro Não há vivência, em teorias No conforto do sofá, A frente da televisão Sem sair para a rua batalhar Viver é estar de cara com a situação É sentir na pele o sol e correr da chuva Acordar de madrugada, sair pela rua Terminando de comer um pão É chegar cansada, Começar uma nova jornada Com um sorriso nos lábios Afinal o dia não terminou, não Fora disso e de outras experiencias É pura demagogia Sem existir a prática Teoria, não é vida não! Só mais um Estilo... Para quem passa por ela (a vida) Só dando opiniões pela janela, Sem ao menos se colocar na situação.
· Entre eu
· Entre eu e tu só cabe Nós.
Em mim Só cabe O que transborda.
Em mim Só cabe O que transborda. Nada raso me comporta Me acomoda.
Intempérie Existem mistérios Caminhos indecifráveis
Intempérie Existem mistérios Caminhos indecifráveis Com a mudez, da alma Não queira habitar O silêncio de uma mulher Quando ela cala... Tudo no íntimo, alvoroça Perde a calma. Desarvora Brisa é vendaval Quando recobra a fala. Nenhum veleiro flutua Nessas turbulentas águas.
Medida A possibilidade De um todo...
Medida A possibilidade De um todo... Sempre será Só a parte Que nos cabe Nem mais Nem menos Na medida
Do Sentir Contidos estão os versos No recanto, da alma
Do Sentir Contidos estão os versos No recanto, da alma Palavras que outrora Foram alarido aos poucos Se encondem se perdem se vão Não vislumbras mais As flores nascendo Só galhos tornando-se secos As folhas desfalecendo Onde estas Tu? Acaso te perdeste no tempo? Quando de fato a inercia da mágoa Te fizer cativo triste descrente Olha a tua volta, estenda tua mão Tente tatear o vazio... Se sentires que a seguram Pense É o Amor que mais uma vez Te ampara, te remove Para romperes... As barreiras do tempo.
Arrebol Que venha o outono Tempo de mudanças
Arrebol Que venha o outono Tempo de mudanças Renovação Caem algumas folhas Feito, nossas escolhas Adubando o chão O vento soprará de mansinho Novas sementes germinaram Sonhos se farão presente Flores nasceram Trazendo de volta o colorido A próxima estação Matizando, sonhos, realizações