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Frases de Ana Michelle

3 frases

O sopro Hoje assisti ao nascimento da Luanna. É minha terceira sobrinha. Filha da minha irmã caçula. Sangue do meu sangue. Eu poderia contar em detalhes sobre o quanto ela é linda e tudo o que estou sentindo. Mas, na verdade, quero mesmo é falar sobre o AR. Oxigênio,Nitrogênio,…
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O sopro Hoje assisti ao nascimento da Luanna. É minha terceira sobrinha. Filha da minha irmã caçula. Sangue do meu sangue. Eu poderia contar em detalhes sobre o quanto ela é linda e tudo o que estou sentindo. Mas, na verdade, quero mesmo é falar sobre o AR. Oxigênio,Nitrogênio, Argônio... Química invisível que transcende a tabela periódica. O vazio que preenche todos os espaços. Quando em movimento pode ser chamado de vento. Traz frescor, cria desenhos em nuvens, embaraça os cabelos das meninas e guia o velejador. O vento modela o relevo, define o clima, levanta a poeira e espalha as sementes. Quando em contato com as cordas vocais, o ar produz o som, a fala, o grito, o lamento, o canto. Apaga o fogo e acende a vela. Enche o pneu do caminhão e os balões das festas. Em alguns lugares o ar ganha contorno cinza, pesado e poluído. Em outros, explode em cores na forma de arco-íris. O ar é o nada repleto de tudo. Em uma fração de segundo o ar pareceu parar o tempo. O mundo seguia frenético ao meu redor, mas meus olhos acompanhavam o mover do ar em câmera lenta. Inspira. Expira. Coração disparado e fôlego sumindo. Cadê meu ar?, pensei, aflita. A resposta veio num choro ardido que preencheu, ao mesmo tempo, meus pulmões e os dela. O mesmo ar. Invisível. Leve. Necessário. O ar dançou na minha lágrima que caiu e, em silêncio, ouviu minha prece agradecendo por esse balé perfeito que é o sopro da vida que se inicia e o fôlego que a encerra. Nem químico, nem físico, nem biológico. O AR é, na verdade, MÁGICO.

Olhei pra dentro de mim e lembrei de onde vinha meu sorriso fácil, minha leveza e meu amor pela vida. Minha consciência sobre finitude me ensinou sobre amor-próprio, sobre o tempo, sobre prioridades, sobre o que importa. Perdoei a mim mesma; afinal, a dor que vivi ressignificou…
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Olhei pra dentro de mim e lembrei de onde vinha meu sorriso fácil, minha leveza e meu amor pela vida. Minha consciência sobre finitude me ensinou sobre amor-próprio, sobre o tempo, sobre prioridades, sobre o que importa. Perdoei a mim mesma; afinal, a dor que vivi ressignificou a felicidade que sinto hoje. E, nessa jornada, aprendi que há tempo pra tudo nesta vida, menos pra se acomodar com o que incomoda. A vida é legal demais pra ser desperdiçada, não acha?!