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Frases de Ana Lucia Thimoteo da Costa

11 frases

Felicidade às vezes Vem na contramão. Um dia ímpar
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Felicidade às vezes Vem na contramão. Um dia ímpar Outro dia par. Meio que mistura olhos E coração. Quase sempre Se infiltra nos meus poros Parecendo polvo que Se enlaça. Tropeço meses E esperas De repente Sol e chuva – que alegria! Só não posso permitir Que se instale em Caminho ímpar Para não estar sozinha Como agora

PERCEPÇÃO SENTIDA Triste perceber Seu sorriso
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PERCEPÇÃO SENTIDA Triste perceber Seu sorriso Que perdeu a graça. Mais parece uma árvore Desfolhada No limiar do outono. É como se o inverno Fosse adentrando sua alma Esgotada da lida. Tantos anos gastos. Tantos céus azuis e noites De tempestades. Esqueceu-se do som Da gargalhada Dos caminhos percorridos Sem hora de chegada. Como tirar de si O pavor de morrer De solidão aprisionada?

VOLTAR A SONHAR Há que se reconstruir O sonho.
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VOLTAR A SONHAR Há que se reconstruir O sonho. Catar seus farelos e pedaços Que a vida nos rouba Pelos caminhos. Quem já passeou neste pedaço de chão Sem se machucar? Conta-se nos dedos e Sobram muitos deles. A saída é acender o interruptor Da alma Sacudir a poeira Acordar respirar suspirar Cantarolar Agradecer E partir pra viver.

SAL E LUZ Maravilha ser sal E luz.
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SAL E LUZ Maravilha ser sal E luz. Sentir o sabor da vida. Muitos não conseguem E se tornam Insossos e opacos. Namoram a morte. Já não se guiam e nem Iluminam o caminho Do outro. Falta-lhes o tempero certo Para cada acerto e derrota. Façamos o exercício Da gratidão e partilha. Somos presentes únicos D’Aquele que tudo pode. Fé e coragem se completam No dia a dia desta passagem terrena.

Às vezes sei que é difícil. Estamos mais da metade e paira uma certa confusão. Moço ou velho?
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Às vezes sei que é difícil. Estamos mais da metade e paira uma certa confusão. Moço ou velho? O que sei e bem é que mudanças existem em mim. Hormônios, metabolismo, conceitos, preferências, escolhas… Por vezes eu mesma fico na berlinda. O importante é que guardo em mim muito do que fui. Responsabilidade, chatice , alegria (nem sempre tão freqüente) e vontade de estar sempre fuçando coisas novas. À espreita sempre aquele muro alto que me enfrenta e eu penso em pular. De um lado a vida vivida, do outro o novo – fascinante e tentador. Me arremesso, pés no chão e toco o bonde. Carrego coragem e medos normais. Sou feliz? Não importa! O que posso dizer é que há ainda muita vida a ser vivida. Da melhor maneira. Agradecendo mais do que pedindo. E vamos que vamos.

Cansaço tenho De foto sem moldura Casa sem adorno
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Cansaço tenho De foto sem moldura Casa sem adorno Telejornais que gritam Absurdas notícias más. Ver a natureza desnuda Gritando e chorando Lágrimas. De tantas maracutaias O povo heróico há De bradar por honestidade. Por onde andará o verde-louro da bandeira? A falcatrua é assustadora O deboche constante. O verbo amar anda Desmotivado Mal conjugado E sem tempos. Será que ainda Haverá terra Bem nutrida P’ra gerar semente?

Gotas de orvalho Salpicam a terra E conseguem adubá-la.
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Gotas de orvalho Salpicam a terra E conseguem adubá-la. Gotas de paciência São capazes de amaciar Qualquer relação Emperrada. Gotas de sabedoria Empurram aprendizagem. Gotas de perdão Ainda que difíceis Desafogam o coração. Gotas de solidariedade São pequenas parcelas Que juntas Salvam muita gente. Gotas choradas São lágrimas Que extravasam mágoas E lavam o chão da Alma.

Um dia eu mudo. Paro de procurar solucionar A dor do outro.
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Um dia eu mudo. Paro de procurar solucionar A dor do outro. De procurar baleia onde Não há mar. Deixo de buscar discurso onde Há esmola. Finjo que não vejo A casa destelhada. Evito consertar o poema Quando não existe rima. Tento esquecer Que não há mais ou menos. Basta desprezar os números! O jeito é evaporar-me em formas outras Que me permitam Vislumbrar cada manhã Sonho de novo tempo.