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Frases de Ana Claudia Tranchesi Xavier

48 frases

O homem tem mania de culpar tudo e todos à sua volta, arrumar pretextos e desculpas para realizar suas vontades e justificar seus erros. Sempre que acontece algo ruim se pergunta: “Por que, meu Deus?” ou afirma: “Deus quis assim.” Esquecem, porém, do maior culpado e vilão: ELE ME…
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O homem tem mania de culpar tudo e todos à sua volta, arrumar pretextos e desculpas para realizar suas vontades e justificar seus erros. Sempre que acontece algo ruim se pergunta: “Por que, meu Deus?” ou afirma: “Deus quis assim.” Esquecem, porém, do maior culpado e vilão: ELE MESMO! Pois se fosse ele, o homem, tão fiel e puro, não haveria ter de culpar a cobra por enganar, a mulher por incentivar, nem à Deus, por ter colocado a árvore do pecado em meio ao Éden. Nem se houvesse mil arvores à sua volta sua fé se abalaria se não fosse ele o culpado. Permaneceria puro e imortal até hoje!

"Hoje é aqueles dias que já não importa se é inverno ou verão, se faz chuva ou sol. Pois só o que sinto são calafrios, só o que vejo é um breu. Todos concordam que foi penas um sonho. Mas se eu sonhei porque não consigo acordar? Vejo meu olhos abertos mas eles se recusam a ver o…
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"Hoje é aqueles dias que já não importa se é inverno ou verão, se faz chuva ou sol. Pois só o que sinto são calafrios, só o que vejo é um breu. Todos concordam que foi penas um sonho. Mas se eu sonhei porque não consigo acordar? Vejo meu olhos abertos mas eles se recusam a ver o fim e a contemplar a a ruína de um amor. Meu corpo reage retoricamente a este fato. Me vejo encurralada entre a espada e o precipício, meu maior desejo é criar asas e vencer. Voar até você e salvar a nos dois de uma vida sem sentido. Mas talvez nem você saiba que precise ser salvo. Perco-me neste devaneio. Hoje sou a menina perdida neste palco da vida. Você era a peça chave, mas as cortinas se fecharam antes do publico ver o grande ato. Nosso tempo acabou e eu realmente sinto muito, mas não quero acordar."

"Vim esta vez falarvos sobre um fardo. Há um pesado e antigo livro que possuo e não consigo me desfazer, ele não me foi dado e sim passado, de pai para filho, é assim feito por todas as gerações, desde o primeiro homem que viveu e escreveu a primeira página, deixou gravada toda s…
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"Vim esta vez falarvos sobre um fardo. Há um pesado e antigo livro que possuo e não consigo me desfazer, ele não me foi dado e sim passado, de pai para filho, é assim feito por todas as gerações, desde o primeiro homem que viveu e escreveu a primeira página, deixou gravada toda sua culpa, o livro foi ganhando páginas extras a cada geração que nascia, e evidentemente foi ficando mais pesado. Alguns não suportam seu peso, outros nem notam mais. A maioria nem ao menos se dá ao trabalho de abrir, alguns tentam lê-lo mas desistem, eu faço parte dos que resolveram abrir e folhear as páginas, cada uma pesa em média 100 kilos, não estão escritas com tinta nem em nenhuma linguagem conhecida, somente lágrimas, umas de esperança, outras de desespero e dor, mas a maioria de arrependimento, estas são as mais amargas e escuras. No começo fiquei irritada com a similaridade das histórias, pensei comigo, como depois de milênios não aprendemos nada?! Depois tive um momento de breve luz, imaginando que o peso nos obrigaria em algum momento a agir diferente. Foi quando exausta cheguei a primeira página que eu pude ver a verdade mais cruel: havia um espelho, eu me reconheci, pude contemplar a vergonha, a fraqueza e o quão imensamente me enganei cada vez que me senti melhor ou mais merecedora da vida do que qualquer outro ser, por mais pequeno que seja. A culpa e os pecados cometidos por cada ser me esmagaram. E nesta fração de segundo admiti a verdade de quem eu sou, de quem nós somos. O maior erro humano é querer ser Deus, acha que tem o poder de escolher quem vive e quem morre, que coloca sua própria sobrevivência e bem estar acima de tudo e de todos, e não se dá conta que não aprendeu a controlar nem a si mesmo."

As vezes você precisa olhar bem para algo pra entender seu valor. Coisas que passam despercebidas pois sempre estiveram lá, nossa visão e audição se acostumam e cometem o grande erro de ignorar. Nos mais diminutos gestos, coisas que temos e são especiais, mas nos é esquecido a a…
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As vezes você precisa olhar bem para algo pra entender seu valor. Coisas que passam despercebidas pois sempre estiveram lá, nossa visão e audição se acostumam e cometem o grande erro de ignorar. Nos mais diminutos gestos, coisas que temos e são especiais, mas nos é esquecido a arte da apreciação. Até mesmo daquilo que não temos, apreciar, não apenas querer ter ou dominar. Todas as coisas pagas existem para distrair das coisas que já possuímos ou que podemos e que são grátis para quem as quiser para si. Quando as coisas parecem confusas, apenas pare e ouça o vento. O que você precisa já está ao seu alcance.

Em cima do teto existe um portal ele disse. O céu é acessível a todos, mas a maioria está ocupada olhando os próprios pés.
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Em cima do teto existe um portal ele disse. O céu é acessível a todos, mas a maioria está ocupada olhando os próprios pés. Ele subiu a primeira vez, ele precisou. Queria respostas, mas encontrou apenas um confuso e espesso manto branco. Ao tentar interpretar o tempo ele acalmava a tempestade que tinha dentro. O clima é como a vida, a vida não é só feita de luz. Precisamos de sol somente metade do dia. A neve vem, o descanso. A chuva varre toda bagunça que ficou. As nuvens não vem para esconder a verdade, mas para fazer-nos dar valor quando o sol voltar a brilhar. O vento leva o velho e trás o novos desafios em um ciclo. A distancia ele assistia seus amores indo embora. Quando se ama tem que deixar ir. Ele deitou e aceitou. Nesse momento o céu chorou sorrisos.

Existia uma casa — como muitas outras — que tinha uma cerca que de nada defendia, um portão que rangia, e árvores que davam frutos que ninguém comia. Dentro, uma sala modesta; sob um tapete estilo persa antigo, a cozinha pouco usada, disfarçada por um cesto com frutas de plástic…
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Existia uma casa — como muitas outras — que tinha uma cerca que de nada defendia, um portão que rangia, e árvores que davam frutos que ninguém comia. Dentro, uma sala modesta; sob um tapete estilo persa antigo, a cozinha pouco usada, disfarçada por um cesto com frutas de plástico, e uma geladeira cheia de vidros vazios. Adentrando o corredor; um modesto banheiro; bem limpo, com uma pia de louça, que só pingava a noite. Logo no final; um amplo quarto, com uma cama de ferro bem estendida de lençóis brancos. Acima desta; um relógio que marcava 07:46 a algum tempo. Estava também uma janela alta, do lado direito. O aposento era tão tranquilo, que nem sequer uma brisa balançava as cortinas cor azul pálido. O cheiro de linho e óleo de peroba preenchiam o ambiente. Era presente um homem sentado em frente a uma mesinha de mogno reluzente — era magro e alto, com ombros acentuados, pouco mais de 35 anos, cabelo recém cortado, usando uma camisa alinhada, talvez a melhor que possuía. — Seu olhar fixo no nada, seus braços derramados, em sua mão esquerda, entre os ásperos dedos, o que parecia ser uma carta escrita às pressas e manchada de suor. Havia a face turva e o corpo abandonado de qualquer vida. Um raio de sol timidamente ameaçava tocar-lhe a face, mas antes, uma nuvem encobri-o — deixando o ambiente mais sombrio. Algum animal pisoteava sobre as folhas secas do jardim, e de repente, tudo ficou no mais sepulcral silencio, então, ouviu-se um grito — o qual inflamou inteiramente o homem — foi tão potente que rasgou o silêncio e ergueu-se aos céus. Tal exclamação se fez entender tão bem, que todos que próximo estavam provaram o gosto das lembranças, do calor de abraços que não viriam mais, e, a partir do vibrar das cordas vocais e da explosão daqueles pulmões, todos tiveram a impressão de ver um sorriso que espelhava mil raios de luz se apagando e desaparecendo enquanto o eco ia enfraquecendo entre os muros da casa. Casa esta — como qualquer outra — com seus muros brancos, suas fotos empoeiradas, seus jardins úmidos, e seus moradores de coração partido.