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Frase de Ana Claudia Tranchesi Xavier

Existia uma casa — como muitas outras — que tinha uma cerca que de nada defendia, um portão que rangia, e árvores que davam frutos que ninguém comia. Dentro, uma sala modesta; sob um tapete estilo persa antigo, a cozinha pouco usada, disfarçada por um cesto com frutas de plástico, e uma geladeira cheia de vidros vazios. Adentrando o corredor; um modesto banheiro; bem limpo, com uma pia de louça, que só pingava a noite. Logo no final; um amplo quarto, com uma cama de ferro bem estendida de lençóis brancos. Acima desta; um relógio que marcava 07:46 a algum tempo. Estava também uma janela alta, do lado direito. O aposento era tão tranquilo, que nem sequer uma brisa balançava as cortinas cor azul pálido. O cheiro de linho e óleo de peroba preenchiam o ambiente. Era presente um homem sentado em frente a uma mesinha de mogno reluzente — era magro e alto, com ombros acentuados, pouco mais de 35 anos, cabelo recém cortado, usando uma camisa alinhada, talvez a melhor que possuía. — Seu olhar fixo no nada, seus braços derramados, em sua mão esquerda, entre os ásperos dedos, o que parecia ser uma carta escrita às pressas e manchada de suor. Havia a face turva e o corpo abandonado de qualquer vida. Um raio de sol timidamente ameaçava tocar-lhe a face, mas antes, uma nuvem encobri-o — deixando o ambiente mais sombrio. Algum animal pisoteava sobre as folhas secas do jardim, e de repente, tudo ficou no mais sepulcral silencio, então, ouviu-se um grito — o qual inflamou inteiramente o homem — foi tão potente que rasgou o silêncio e ergueu-se aos céus. Tal exclamação se fez entender tão bem, que todos que próximo estavam provaram o gosto das lembranças, do calor de abraços que não viriam mais, e, a partir do vibrar das cordas vocais e da explosão daqueles pulmões, todos tiveram a impressão de ver um sorriso que espelhava mil raios de luz se apagando e desaparecendo enquanto o eco ia enfraquecendo entre os muros da casa. Casa esta — como qualquer outra — com seus muros brancos, suas fotos empoeiradas, seus jardins úmidos, e seus moradores de coração partido.

Ana Claudia Tranchesi Xavier

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Pensador.com

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Outras frases de Ana Claudia Tranchesi Xavier

"CRER, PERDOAR E ESPERAR" Proponho-me a pensar que as coisas mais difíceis para o ser humano é: crer, perdoar e esperar. O homem é muito habituado acreditar em coisas que vê, escuta ou toca. Não recolhe-se mais a sua forma primaria deixando-se tocar pelas coisas celestiais, nem…
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"CRER, PERDOAR E ESPERAR" Proponho-me a pensar que as coisas mais difíceis para o ser humano é: crer, perdoar e esperar. O homem é muito habituado acreditar em coisas que vê, escuta ou toca. Não recolhe-se mais a sua forma primaria deixando-se tocar pelas coisas celestiais, nem enche os pulmões com a energia da natureza. Diz acreditar em Deus, mas quando vê alguém sofrendo ao seu lado finge não ver. Diz ser bondoso, mas finge não ouvir o choro em coro de inúmeras crianças inocentes que pedem socorro em nosso mundo. Não crê em ti mesmo, não te achas capaz de modificar as coisas e usa isto como desculpa para lavar tuas mãos. Não crês na verdade, pois ela não te encanta os olhos, não é suave aos teus ouvidos nem traz prazer á tua carne. Crês sim na mentira, pois a usa todos os dias de modo a enganar os outros e a ti mesmo para que tu aguentes o peso da tua hipocrisia. Sei que crer é algo que só se faz de olhos fechados e coração aberto, pois quem ama confia sem limites. O perdão é ato de grande nobreza, e quem o oferece é de igual nobreza, pois só pode ser dado se assim desejar o coração jamais poderá ser comprado nem mendigado por olhos encharcados ou palavras doces, nem mesmo quando a razão lhe propõe não será concedida, o perdão vem de quem compreende sua imperfeição e fraqueza e enxerga o outro não apenas como um igual mas como um espelho, é preciso amar para perdoar pois é necessário admitir suas próprias fragilidades. Esperar, esta palavra por si só já desperta irritabilidade, quem no mundo há de dizer que gosta de esperar, todos odeiam, não saber esperar e é sem dúvida o mal da humanidade. Queremos tudo agora, e já, mas pagamos um preço alto por isso, esperar vai de contra tudo que ansiamos e queremos. Tudo por conta da maneira superficial que vivemos, nascemos e morremos m um mundo de valores invertidos. Quem ama algo almeja de longe, sabe esperar. Calmo e paciente. Sendo assim, concluo que para crer, perdoar e esperar é preciso acima de tudo amar. O que falta no ser humano é o amor, pois só ele é eterno muda tudo de dentro para fora rompendo fronteiras ou qualquer dificuldade. Aprenda a amar e saberá crer, perdoar e esperar.

"Desejei um dia ser sua ponte para felicidade Onde estarias a salvo e eu por vez nunca mais só Procurei ser uma muralha, uma adaga
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"Desejei um dia ser sua ponte para felicidade Onde estarias a salvo e eu por vez nunca mais só Procurei ser uma muralha, uma adaga para que teus medos jamais ultrapassassem nosso edem Mesmo duvidando ouvir de ti que assim desejas Deixe-me atravessar a solidão através do vale da morte Apenas guiada pelo anseio de viver este amor vindo de seu coração Permita que onde o caminho da mente te levar, você terá-me junto a ti Compartilhe comigo cada domingo, cada noite, cada manhã Vidas unidas em dois corpos separados"

"Quando fecho meus olhos o tempo congela e o momento se arrasta De repente meus sonhos passam a ser minha vida curiosamente Tudo é possível, dentro deste mundo paralelo tudo acontesse
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"Quando fecho meus olhos o tempo congela e o momento se arrasta De repente meus sonhos passam a ser minha vida curiosamente Tudo é possível, dentro deste mundo paralelo tudo acontesse Escuto sons que jamais imaginei ouvir Pude escutar com clareza o choro de alegria da minha alma Rejeito o abrir de pálpebras, me perdendo nestas infinitas possibilidades Tudo é possível, dentro deste mundo paralelo tudo floresce Sem mais dor, apenas a eternidade a contemplar o céu A quem amo nunca mais precisar dizer adeus Tudo é possível, dentro deste mundo paralelo tudo permanece"