- A minha paz - Quero sentir-te paz, Suave como a brisa por entre as árvores,
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- A minha paz - Quero sentir-te paz, Suave como a brisa por entre as árvores, Doce como o perfume das flores, Mas, ter-te em sua plenitude no mundo, É um pensamento utópico desejável, Um belo delírio irrealizável, Tu sublime paz, É a dádiva dos poetas amantes, Porque somente quem ama possui a paz, E no mundo falta amor; falta esperança; caridade; empatia, Falta-lhe no mundo paz, E nada mitiga tua ausência, Porque sois bela, ó paz, Como flores ao amanhecer primaveril, E sois passiva, Como o vento praiano no lusco fusco. Rejubila-te amor, Pois tu és a raiz da paz, Resplandece-a porém, Com mais êxito que a aurora, E acalentas a euforia, Com mais suavidade que a lua, Ao emergir do ocaso solar, Amo-te como o orvalho, Que entre as pétalas e as folhas quer sempre estar, Desejo-lhe, pois sou poeta, E sei amar.