Ao olhar do vidro avanço o tempo nesse receptáculo. Escoa uma areia fina
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Ao olhar do vidro avanço o tempo nesse receptáculo. Escoa uma areia fina de seu corpo esguio. A chuva cor de palha vem de céus afunilados. A miséria a conta gota nunca cessa, caí de grão a grão. Na cabeça os grânulos da areia do tempo desgastam a fé e os fios. Aqui não há futuro tudo é agora ou tudo já se foi.