Eu já não sinto as minhas mãos, os meus pés ou qualquer outra coisa É como se a morte viesse buscar o meu exterior Me perturba não sentir mais a dor da existência,
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Eu já não sinto as minhas mãos, os meus pés ou qualquer outra coisa É como se a morte viesse buscar o meu exterior Me perturba não sentir mais a dor da existência, Me angustia ter somente o frio da morte como meu cobertor. Eu anseio pela partida, Olho sempre pra trás pensando no meu possível futuro de vitórias E acabo esquecendo de toda turbulência do meu presente Já não tenho forças, Na verdade Eu já não tenho nada Meus objetivos são tão vazios quanto os meus sentimentos E as minhas companhias são apenas as vozes que gritam inquietantemente Estou perdida e já não quero me encontrar, Estou cansada E anseio apenas pelo sono eterno Vago friamente pelos cantos, desejando apenas o meu final Meus pensamentos já se sucumbiram ao vazio E os meus olhos, Cada vez mais cerrados, Doem a cada alvorada Rogo pelo dia em que estarei Quieta, Pálida, Morta Rogo pelo dia em que o silêncio se tonar-se-á real Como tanto almejei Rogo para que o meu desejo mais egoísta se concretize, Pondo fim ao meu desalento Me dói não conseguir sentir nada além de ânsia, Enquanto aqui escrevo o meu escárnio E assim encerro o meu mantra infinito, Em que anseia pelo seu fim eterno.