Eu tempestade E se sinto minhas gotas caírem na terra, me sinto viva. Se clareio os céus em meio a escuridão me faço guia.
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Eu tempestade E se sinto minhas gotas caírem na terra, me sinto viva. Se clareio os céus em meio a escuridão me faço guia. Se meus gritos se fazem estrondos em meio ao silencio, me encontro fria. E se me embalam os ventos, secam também minhas magoas. Mas se é de secura minha situação, me vejo rachar e cair em pedaços pelo chão. Daqui o céu não se enxerga, pois a densa poeira cobre a claridade do dia. Me faço noite. Mesmo assim nada passa. Os ventos cortam a pele como se carregassem pequenas laminas frias. Me faço então poesia. Aceito a condição de tempestade sem vida.