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Frases de Alves Iury

3 frases

⁠Um chocolate derretendo no cantinho da boca. Escorrendo devagarinho a deslizar por cada poro como se fora uma criança que passeia pela cidade e desliza suas pequenas e suaves mãos pela vidraça do prédio conforme avança em seus passos despretensiosos; ao avistar a beira, vai desa…
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⁠Um chocolate derretendo no cantinho da boca. Escorrendo devagarinho a deslizar por cada poro como se fora uma criança que passeia pela cidade e desliza suas pequenas e suaves mãos pela vidraça do prédio conforme avança em seus passos despretensiosos; ao avistar a beira, vai desacelerando os passos para que deslize mais um pouco, adiando o momento em que seus dedos se desprendem, quase se despedindo, da última vidraça do prédio. Assim imagino, o percurso de uma gota de chocolate escorrendo pelo canto esquerdo da minha boca. A sensação de senti-la rastejar de um canto da minha boca para outro, alcançando o queixo querendo se jogar de braços abertos ao abismo, esperando que meus dedos a alcance e a leve-a para meus lábios; me faz pensar em você. Uma gota de desejo escorrendo por mim, eriçando cada poro em que desliza. Uma gota de desejo que por onde passa tudo vasculariza. Algo me diz que essa gota precisa jorrar de algum lugar e terminar essa doce e sutil agonia que é, desejar você.

⁠Como uma manteiga posta suavemente em uma frigideira que há tempo já estava quente, esperando-a. Desliza escorregando da colher bem devagar e quase não se soltando. Até que se desprende da colher se despreguiçando. E em uma perfeita transição da colher para a frigideira, toca…
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⁠Como uma manteiga posta suavemente em uma frigideira que há tempo já estava quente, esperando-a. Desliza escorregando da colher bem devagar e quase não se soltando. Até que se desprende da colher se despreguiçando. E em uma perfeita transição da colher para a frigideira, toca seus pés na superfície dura e quente e se derrama alongando, se deitando, derretendo-se toda a molhar a frigideira por todos os lados. Consegue ouvir o som da cena? O chiado da manteiga, se assentando a frigideira e escorregando devagar, é uma sinfonia de gemidos. Um prazer mordiscado.

⁠Te olhei e não senti O coração palpitar Percebi que o que há de vir
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⁠Te olhei e não senti O coração palpitar Percebi que o que há de vir Eu poderia, evitar Tinha amor e ainda assim pensei Por que não te amar? E se de ti assim pensei Talvez eu decida tentar Não por mim mas por você Pois parece merecer O que em outros ousa buscar Só eu posso lhe oferecer Afinal o que têm além Daquilo que eu já não vi Sua carinha de neném E seus lábios de ofir Os seus olhos eu ouvi Isso eu não pude evitar Mas terei que resumir Há muito mais para expressar Versos que sua boca não diz Eles parecem cantar Como explicar que isso condiz Exatamente com o luar Cantam em silêncio Uma bela canção De uma garota incrível Solta nesse mundão Como floco de neve ela paira Mas como gota de vela ela pinga Em minha pele, amor e raiva O ardor da parafina Parafina, parafraseando Meu amor que por ti anseia Calor que vai se solidificando Consistente como a areia Se dissipa em um punhado Se com paixão não for regado Porque não pode em um punhado Um castelo ser criado Se um punhado não é o bastante Só te ver me é frustrante Se em ti, tocar eu não puder Te desejo mais a cada instante Perceba sem mais tempo a perder Tudo o que em silêncio podemos viver Somos bons conhecidos Mas bons amantes podemos ser Doce e frágil parece ser Penso até que vai quebrar Torço para não acontecer Pois não temos quem culpar Se apaixonam sem querer Quis, me apaixonar por você Decidi assim fazer E logo vou te convencer Somos bons conhecidos Mas bons amantes podemos ser