Lembra-te que a vida é vivida de segundos em comunhão. Cada um em seu cada qual, formando assim essa preciosa noção, que é escolha das palavras em tuas mãos.
E agora caro leitor, voltando as armas de guerrilha, espero que em tuas terras essa poesia repouse não como guerra, mas como calmaria, afagando o teu coração.
Porque alguns preferem a escravidão?
Na escravidão em si, há dois pesos e duas medidas.
A privação da liberdade em razão da garantia de sobrevivência.
E a chave para o funcionamento de tal, é o medo.
Em meio às pedras...
Em meio às pedras havia um caminho
E no meio desse caminho havia mais pedras
E por entre essas pedras no caminho, mais caminhos
E dentre esses caminhos, sobre pedras no caminho,
Havia mais caminhos além pedras em seu caminho.
Homenagem ao poema: No meio do caminho.
De Carlos Drummond de Andrade.
Para mim, os olhos por onde são contempladas as formas, não nos trazem a visão do belo como de fato ele é, nos mostram apenas o que parece ser.
Pois, não importa por quanto tempo seja contemplada uma obra de arte, de nada adiantará, se quem a contempla não tiver o conhecimento da sua essência.
A maior prova de amor, é não tê-lo de provar!
Se são necessárias provas, a confiança é quem se pretende encontrar.
Quando o amor é evidente, um eu te amo é o suficiente!
E somente amar, é o que se tem em mente...
Vida
-Vida que vive sem vida!
Que cresce no berço das pedras que irriga
-Vida que quer ser vivida!
Mas que teme viver estando perdida
-Vida que vive sofrida!
Que perde o viver na vivida fadiga
-Vida que morre sem vida!
Que antes da morte já não é mais movida
Vida!...
Quantas vezes a raiva que emana de um ser
enfurecido, é tão inconsciente a si, que não o deixa perceber que está perdido?
Por vezes, é no reflexo de seus devaneios no espelho dos ressentidos, que ele nota estar corrompido.
Mas mesmo ao perceber, deixa seguir!
Pois vale mais para si o momento, do que todo
o tempo a devir.
Algumas pessoas cultivam a solidão, alegando que com isso aproximam-se de si próprias. Mas o fazem de forma moderada, nunca ficam tempo demais consigo mesmas. E quando ficam, ao em vez de aproximarem-se de si, afastam-se.
O seu eu passa a ser a última pessoa de que querem se aproximar.