O Poeta Felizes os ignorantes que nada sabem, Que não se questionam sobre o mundo,
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O Poeta Felizes os ignorantes que nada sabem, Que não se questionam sobre o mundo, Sobre a vida, sobre os problemas da civilização, Sobre as guerras que tantas vidas ceifam Sobre a nossa história claramente imperfeita. A ignorância é o maior dom da humanidade. Invejo um cérebro plenamente letárgico, Uma mente inútil, fraca e impotente. Aquilo que faz de nós poetas, o nosso sentimento, Faz também de nós infelizes incuráveis. Sinto uma refrescante sensação de caneta na mão. O unir letras em versos quase arbitrários faz-me sonhar No meio da subjectividade deste novo ambiente. A tinta corre-me nas veias, pelo meu já velho coração E dá-lhe a força de uma vida nova. A força da imaginação. No final da minha alucinação extasiante, embriagante, Posso rever vezes infindáveis este segundo maravilhoso E por momentos voltar a cair numa ilusão quase perfeita. Quase perfeita… Porque infelizmente a tinta não é eterna E algum dia a folha teria de chegar, tristemente, ao fim.