O professor sempre se impacienta, quando tem de explicar qualquer coisa mais de uma vez; o livro não, o livro exige apenas a boa vontade de quem estuda.
Frases de Aluísio Azevedo
10 frases
Confio nos meus dentes, e esses mesmo me mordem a língua!
Aquela pobre flor de cortiço, escapando à estupidez do meio em que desabotoou, tinha de ser fatalmente vítima da própria inteligência. À mingua de educação, seu espiríto trabalho à revelia, e atraiçoou-a, obrigando-a a tirar da substância caprichosa da sua fantasia de moça ignora…
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Aquela pobre flor de cortiço, escapando à estupidez do meio em que desabotoou, tinha de ser fatalmente vítima da própria inteligência. À mingua de educação, seu espiríto trabalho à revelia, e atraiçoou-a, obrigando-a a tirar da substância caprichosa da sua fantasia de moça ignorante e viva a explicação de tudo que lhe não ensinaram a ver e sentir.
E o canto daquela guitarra estrangeira era um lamento choroso e dolorido, eram vozes magoadas, mais tristes do que uma oração em alto-mar, quando a tempestade agita as negras asas homicidas, e as gaivotas doidejam assanhadas, cortando a treva com os seus gemidos pressagos, tontas…
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E o canto daquela guitarra estrangeira era um lamento choroso e dolorido, eram vozes magoadas, mais tristes do que uma oração em alto-mar, quando a tempestade agita as negras asas homicidas, e as gaivotas doidejam assanhadas, cortando a treva com os seus gemidos pressagos, tontas como se estivessem fechadas dentro de uma abóboda de chumbo.
É que seu gênio retraído e seco dava-se maravilhosamente com esses amigos submissos e generosos - os livros; esses faladores discretos, que podemos interromper à vontade e com os quais nos é permitido conversar dias inteiros, sem termos aliás obrigação de dar uma palavra.
A fruta, para ser aproveitável, deve ser colhida de vez!
Infeliz daquele a quem não é dado chorar; só o pranto afoga a dor que a vontade não vence destruir.
Calcula, minha amiga, que tortura! Amo-te muito e muito, e, todavia, Preferira morrer a ver-te um dia
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Calcula, minha amiga, que tortura! Amo-te muito e muito, e, todavia, Preferira morrer a ver-te um dia Merecer o labéu de esposa impura! Que te não enterneça esta loucura, Que te não mova nunca esta agonia, Que eu muito sofra porque és casta e pura, Que, se o não foras, quanto eu sofreria! Ah! Quanto eu sofreria se alegrasses Com teus beijos de amor, meus lábios tristes, Com teus beijos de amor, as minhas faces! Persiste na moral em que persistes. Ah! Quanto eu sofreria se pecasses, Mas quanto sofro mais porque resistes!
Mil vezes arrisquei a vida pela pátria, mil vezes mergulhei no fogo, abraçado ao pavilhão brasileiro! Entretanto, em paga de tudo isso, ela, a pátria, só me dá o esquecimento!
Amor da pátria é o diabo! É o único amor que cresce incessantemente e com mais força quanto mais aumenta a distância e avulta a ausência.