À queima-roupa
O amor acertou Luís na calada do ócio.
Num tiro à queima-roupa, perfurava suas vísceras até o mais longínquo espaço interno do seu peito.
O meliante, à espreita, observava-o agonizar no chão enquanto tentava desesperadamente conter a racionalidade que escorria por entre seus dedos.
Com a vista turva, o Luís ainda buscava reencontrar o responsável pelo disparo. A imagem, contudo, pairava em sua mente.
A barba afiada como uma katana, o sorriso sacana e o olhar misterioso compunham a figura emblemática do meliante inescrupuloso.
Tensão! Luís ainda tentava reerguer-se quando, em passos firmes, o atirador se aproximava do seu corpo em constante esguiche de fluidos cardíacos.
Sem qualquer resquício de piedade, recebe o golpe final:
- Te amo.
Sou um amante confesso. O canto dos pássaros, a senhora que pede dinheiro na passarela ou mesmo o vento fresco que me abraça quando o calor parece vencer a disputa. Amor é meu combustível, o sentido que dou a vida. Sem ele não conjugamos os verbos ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR. Você já amou hoje?
Estar em sala sempre me traz boas reflexões. Hoje, por exemplo, pude perceber que minha dedicação exclusiva aos estudos tem dado inúmeros resultados, como boas notas, elogios e titulações cada vez maiores. Na vida amorosa, entretanto, sequer alcancei minha graduação. Em nenhuma prova passei, nunca tive bons mestres e os resultados nunca foram os melhores. Amar não é fácil e exige sabedoria, alcançada apenas na faculdade da vida. Vamos encará-la?!