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Frases de Alice Raposo

17 frases

Não adianta fugir para o Japão. Quando Deus quer é justamente lá que Ele agirá.
Perdoa a fraqueza dos meus olhos Que teimam e transbordam de saudade de ti! Perdoa o meu não querer tantas coisas, a falta de vontade
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Perdoa a fraqueza dos meus olhos Que teimam e transbordam de saudade de ti! Perdoa o meu não querer tantas coisas, a falta de vontade Por que tu não estás mais aqui! E quando os meus olhos se fecharem distante e Depois se abrirem perto de ti Permita que em teu colo eu tenha um doce descanso!

"O ser humano tem a mania de não saber aproveitar cada momento de felicidade que lhe é dado. E não é por mal. Às vezes, não nos damos conta, de tão especial que o momento é. Acontece de nós não sabermos que aquele momento, apesar de ser simples, pode fazer uma falta imensa num fu…
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"O ser humano tem a mania de não saber aproveitar cada momento de felicidade que lhe é dado. E não é por mal. Às vezes, não nos damos conta, de tão especial que o momento é. Acontece de nós não sabermos que aquele momento, apesar de ser simples, pode fazer uma falta imensa num futuro próximo." Livro Sinto Muito, Meu Amor

Entendam, meus netos, é sempre bom aprender com os erros dos outros, porque, quando a gente aprende com os nossos erros, somos nós que pagamos o preço”. Todos concordamos e ficamos bem atentos, com os olhos esbugalhados e brilhantes olhando para nosso avô. “Seu Mariano tinha uma…
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Entendam, meus netos, é sempre bom aprender com os erros dos outros, porque, quando a gente aprende com os nossos erros, somos nós que pagamos o preço”. Todos concordamos e ficamos bem atentos, com os olhos esbugalhados e brilhantes olhando para nosso avô. “Seu Mariano tinha uma pequena venda. Era o único sustento da família. Ele já era idoso e tinha oito filhas. Não tinha nascido um homem na família, e naquele tempo, mulher só servia para casar. Mulher não estudava como hoje e nem se formava. Bem, um certo dia, ele percebeu um senhor que entrava com um saco vazio e saía com algumas coisas sem passar pelo caixa. E isto aconteceu por três dias seguidos naquela semana. No quarto dia, ele chamou o único policial da cidade e mostrou o homem. O policial ficou observando, viu o homem pegar alguns alimentos e sair sem pagar. Ele o seguiu, o homem saiu correndo sem olhar para os lados. Foi quando passou um carro que, naquela região, não era muito comum, e atropelou o homem que corria desembestado. A batida foi fatal. A história correu a pequena cidade até que a viúva apareceu, grávida, com uma menina no colo e outra segurando pela mão. Quando o dono do mercadinho viu, foi até ela e disse: — Ele estava roubando, senhora. — Ele estava roubando para alimentar a mim e às filhas. Estamos passando fome. E agora? O que vai acontecer conosco, meu Deus? — Por que ele não trabalhava? — Ele trabalhava, senhor, na lavoura, mas foi demitido com a crise, faz seis meses. Meu Deus, ele só queria matar a fome das filhas! Não temos o que comer... A mulher se pôs a chorar, o choro veio mais forte quando a filha de três anos disse: — Mãe, diz pro papai levantar que eu tô com fome! Seu Mariano se colocou no lugar daquele homem. Olhou para as filhas dele, lembrou das suas e se pôs a perguntar se não era melhor ter chamado o homem para conversar; ter, de alguma forma, ajudado a arrumar um emprego em vez de chamar o policial. Ele até sabia de alguns amigos que estavam precisando de empregados. Até ele mesmo precisava de alguém de braços fortes, já que suas filhas não davam conta do trabalho pesado. O policial, por sua vez, estava sentado debaixo de uma árvore, próximo do local, perguntando-se por que não havia abordado o homem dentro do mercadinho. O homem foi enterrado no dia seguinte. Depois do enterro, todo sábado, Seu Mariano pedia para o policial levar uma cesta básica para a viúva, tentando, assim, diminuir um pouco a dor da família e seu remorso”. — Não, vô, que história triste! — disse eu, já em lágrimas. Carlinhos logo saltou e disse: — Vô, mas ele não estava roubando? Morreu porque roubou. — Que é isto, meu neto! Foi errado roubar, mas o preço pago por um pai de família que, no desespero, roubou um prato de comida, foi muito alto. Livro Sinto Muito, Meu Amor

— Vô Joca, a menina viveu a vida toda no orfanato? — perguntei eu, sem entender o motivo por que a avó agia daquela maneira com a neta. Hoje, entendo que é difícil entender os motivos dos outros quando eles agem diferentemente do que estamos acostumados ou pensamos sobre determin…
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— Vô Joca, a menina viveu a vida toda no orfanato? — perguntei eu, sem entender o motivo por que a avó agia daquela maneira com a neta. Hoje, entendo que é difícil entender os motivos dos outros quando eles agem diferentemente do que estamos acostumados ou pensamos sobre determinado assunto. Cada ser humano é um universo paralelo, não temos como entender as atitudes dos outros, pois as experiências são individuais. Às vezes, nós mesmos pensamos que, em determinadas situações, agiríamos de determinada maneira, e quando nos deparamos, agimos diferente do que havíamos imaginado. Livro Sinto Muito, Meu Amor