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Frases de Alexandre Scaldaferri

143 frases

Caminhos Caminhos podem ser de muitas naturezas, às vezes asfalto, trilha, terra, estrada, cimento, pedras, cascalhos, areia, água, ar, nuvens, montanhas, subidas, descidas, confluências, encruzilhadas, duvidas, certezas, escolhas. Sempre cumprem seu destino de levar a algum lug…
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Caminhos Caminhos podem ser de muitas naturezas, às vezes asfalto, trilha, terra, estrada, cimento, pedras, cascalhos, areia, água, ar, nuvens, montanhas, subidas, descidas, confluências, encruzilhadas, duvidas, certezas, escolhas. Sempre cumprem seu destino de levar a algum lugar

Pessoas ou Arremedos A vida é uma escolha às vezes nossa e às vezes da vida. Embrenhamo-nos na vida que esta ali posta ou que ali decidimos que a vida será. Ligamos o piloto automático dentro de uma sociedade que clama por felicidade, mas não compreende felicidade fora dos seus…
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Pessoas ou Arremedos A vida é uma escolha às vezes nossa e às vezes da vida. Embrenhamo-nos na vida que esta ali posta ou que ali decidimos que a vida será. Ligamos o piloto automático dentro de uma sociedade que clama por felicidade, mas não compreende felicidade fora dos seus padrões. Pessoas que se aprofundam em um palma d’água e acreditam que mergulharam fundo. A ideia é parecer ser desde que ninguém questione ou descubra que o que se diz ser é antagônico ao que se é. E se alguém ousar tanto que aponte imagens divergentes entre a realidade e a imagem do espelho, visto de longe ou de perto, que este ser seja afastado, defenestrado, pois pode revelar uma carne desnuda e podre. Talvez o maior pecado da atualidade seja manter uma foto digital que se apresente renovada a cada clique que aponte sorrisos enquanto a pele se descasca e se desfaz, pois o tempo é o mestre dos mestres e reflete o desgaste físico, mas principalmente desnuda o que se é por dentro. A inteligência dá lugar à esperteza que espertamente usa a seu bel prazer um esquema, uma armação, um subterfúgio. A honestidade é relativa desde que atenda aos objetivos dos mais fracos. Fracos sim, pois lhes faltam coragem para viverem conforme acreditam escancaradamente e não apenas nas sombras que criam para serem o que realmente são. Adaptar-se à qualquer custo para manter as relações que lhe atendem certos propósitos. Vazia a vida, vazia a alma que não tem coragem e se esconde nas sombras de mentiras e minutos de descalabro e fama. Carente de tudo e de todos.

Como se vai apagando Uma hora se vai algo pequeno e o pequeno não aparece mais, outra hora, outras coisas que o tamanho já não importa, pois a porta apesar de aberta não vê mais passar por ela coisa alguma que a atravessou um dia, uma hora, um momento. E assim um pontinho vai vi…
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Como se vai apagando Uma hora se vai algo pequeno e o pequeno não aparece mais, outra hora, outras coisas que o tamanho já não importa, pois a porta apesar de aberta não vê mais passar por ela coisa alguma que a atravessou um dia, uma hora, um momento. E assim um pontinho vai virando algo irreconhecível, uma nova figura, um novo desenho do lado de fora perdido na imensidão e do lado de dentro vazio. Palavras são ditas, atitudes são tomadas, consequências inesperadas por mentes pequenas que só conhecem e reconhecem a si mesmas. Assim a chuva chega e lava e apaga os traços pelo caminho e depois de muito caminho andado não se tem como voltar, pois as migalhas demarcadoras já não estão lá. É como uma ideia que parecia incrível, fantástica, de tirar o folego que rapidamente se expressa com o grafite roçando o papel e neste roçar para lá e para cá. Freneticamente as linhas vão sendo escritas seguindo a empolgação que vislumbrou algo incrível no final onde a vista e coração alcançam. A cada palavra sobem os batimentos, emoções se acumulam, prazeres são experimentados e vivências são sentidas. A pequenez de um ouvido que só ouve a se próprio vai corrompendo os atos, arrancando a empolgação, desmanchando as emoções, desmontando a sensação do que poderia ter sido, mas não foi. Perdido em meio a simulados, desatenções, descuidados, elucubrações irreais da falta da justa medida da igualdade da vida. Sentimentos escondidos nos ocos das árvores, mentiras expostas em vitrines coloridas, verdades protegidas por emaranhados espinheiros. O grafite quebra, a folha rasga, o folego sustenta a corrida para longe, a linha se vai com a borracha, o vislumbre encara frente a frente a realidade e tudo vai se apagando. E tudo vai se transformando, a árvore podre cai, o espinheiro sede, e como no fim do carnaval as mascarás caem. Tudo limpo, tudo claro, a chuva lava e alimenta, a lua cumpre seu ciclo e o sol deita a energia, o velho se transforma em húmus para alimentar de experiência o jardim. Ali então começa a surgir novo bosque, mais belo, mais forte, mais verdadeiro e escancarado, sem ocos, sem buracos, sombras belas, linhas novas iniciam novo livro, novos capítulos.

Lembranças O que seria a vida se não fossem as fotografias? Apenas lembranças guardadas nos recônditos abismos de nossas mentes. Pequenos pacotes embrulhados em papel de presente que precisam ser rasgados de tempos em tempos para não se tornarem apenas um pacote empoeirado no fu…
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Lembranças O que seria a vida se não fossem as fotografias? Apenas lembranças guardadas nos recônditos abismos de nossas mentes. Pequenos pacotes embrulhados em papel de presente que precisam ser rasgados de tempos em tempos para não se tornarem apenas um pacote empoeirado no fundo esquecido da barraca presa no córtex para-hipocampal.

Saudade Ai esta algo digno de se marcar na pele. Para se marcar na pele tem que fazer sentido, tem que representar uma emoção, uma vivência incrível, algo que já foi ou que se espera. Sentimento que nos carrega e embala diariamente. Sentimento comum a todos, mas sentido de forma…
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Saudade Ai esta algo digno de se marcar na pele. Para se marcar na pele tem que fazer sentido, tem que representar uma emoção, uma vivência incrível, algo que já foi ou que se espera. Sentimento que nos carrega e embala diariamente. Sentimento comum a todos, mas sentido de forma diferente por cada um. A saudade pode ser boa ou ruim, de coisas, pessoas, situações, experiências, momentos, tempos, conversas, amores, paixões, saudade de saudade. Boa quando nos remete à felicidade, prazeres e ruim quando dá um nó no peito e sangra. Saudade nasce como frio na barriga e dá um nó no peito. Pode ser assim ou pode apenas gerar felicidade pura.

A vida nos oferece caminhos planos com curvas amplas e horizontes bonitos, mas às vezes o terreno muda e nos deparamos com trilhas, despenhadeiros, alteração de sentidos que não nos permite ver ao longe. Em cada etapa temos as emoções que nos farão romper o mesmo horizonte. Neste…
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A vida nos oferece caminhos planos com curvas amplas e horizontes bonitos, mas às vezes o terreno muda e nos deparamos com trilhas, despenhadeiros, alteração de sentidos que não nos permite ver ao longe. Em cada etapa temos as emoções que nos farão romper o mesmo horizonte. Neste caminho teremos pessoas que estão dispostas a participar sempre dos belos horizontes, mas que se furtam à menor lombada e outras que estão dispostas a enfrentar juntos cada buraco, cada curva e buraco, cada despenhadeiro. São estas últimas que quero na minha vida.

Hoje é um dia especial. Hoje é o dia de fazer um par de anos. Muitos parabéns serão dados e recebidos. Não tantos quanto tudo que se viveu até agora. Fazer aniversário é especial, um marco, uma memória, uma alegria cheia de significados. Meu desejo é que estejas feliz, que sejas…
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Hoje é um dia especial. Hoje é o dia de fazer um par de anos. Muitos parabéns serão dados e recebidos. Não tantos quanto tudo que se viveu até agora. Fazer aniversário é especial, um marco, uma memória, uma alegria cheia de significados. Meu desejo é que estejas feliz, que sejas feliz, que conquiste tudo que sonhou. Sei bem que tu mereces tudo e muito mais. Parabéns! Com carinho

Correndo minha primeira meia maratona (21.097,5 metros) no Rio de Janeiro em julho de 2010 Como cheguei aqui poderá ser um dia contado. O fato é que, enquanto escrevo, os 21,1K (K = Km) já se foram e deixaram uma sensação de felicidade, satisfação e de capacidade de superação (s…
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Correndo minha primeira meia maratona (21.097,5 metros) no Rio de Janeiro em julho de 2010 Como cheguei aqui poderá ser um dia contado. O fato é que, enquanto escrevo, os 21,1K (K = Km) já se foram e deixaram uma sensação de felicidade, satisfação e de capacidade de superação (sempre me achei um vencedor,um sobrevivente e a corrida resgatou em mim este sentimento de uma forma muito profunda) Chegando ao Rio o tempo estava fechado, frio e chuvoso, prenuncio de uma corrida debaixo de muita água. A princípio estava tudo bem, pois gosto de correr na chuva que lava minha alma. Depois dos percalços ocorridos desde janeiro, ali estava eu a menos de um dia da minha tardia primeira meia maratona. A ansiedade apareceu já no desembarque e ao chegar ao saguão de entrega dos kits ela aumentou e se misturou com uma sensação incrível de pertencimento àquele lugar. Com tudo resolvido, encontrei amigos antigos, recentes e alguns novos. Como é bom ter amigos! Infelizmente alguns não puderam ir e não encontrei todos que deseja. Retornei ao hotel e o sábado foi de passeios, descontração e “relaxamento”, mas a ansiedade teimava em não me deixar e a cada minuto que se aproximava o momento da largada ela aumentava. Fui dormir cedo, pois a jornada começaria de madrugada no dia seguinte. O despertador toca às quatro da manhã e começa o necessário ritual de preparação para a corrida naquela madrugada fria e chuvosa. O ônibus da prova me leva até o ponto de partida na Barra. Lá, o frio foi me acompanhar com uma chuva fina e muito vento. Ao meu lado se aquecia a ansiedade que dizia que correr iria. O tempo de espera passou e deu-se a largada, momento em que comecei a caminhar, pois até chegar ao pórtico não era possível correr devido a tanta gente que lá estava assim como eu. Ao passar debaixo do portal da largada não sei o que se deu, mas a ansiedade parece ter ido tomar banho de mar e desapareceu. Largada na praia do Pepê e logo uma subida pela ponte que me leva a uma vista linda (No RJ saindo da Barra e indo para o Flamengo só se pode olhar para a direita) e a cada Km percorrido aproveito a vista, observo os corredores e tenho insights sobre minha vida. O primeiro momento de euforia se dá no final da subida da Niemeyer que subitamente chegou e eu nem percebi. Simplesmente passei direto e pronto. Seguindo para onde meus pés me levavam fui passando por todas as praias, e em Ipanema logo pensei que mais da metade já havia ido e que faltava agora menos do que o que eu já havia percorrido. Passo por Copacabana e Botafogo sem prestar muita atenção, pois estava concentrado demais para me distrair e surge então a placa do Km 18. Alegria vem forte e me lembro da volta da Pampulha, olho o cronômetro e meu tempo esta abaixo daquela prova, mas ai também aparece o fantasma da câimbra assim como lá. Diminuo o ritmo, mas também como lá me recuso a parar e sigo em frente. A chegada, ao contrário, parece ficar mais distante. Mantenho o ritmo, insisto, cada pé puxa o outro e começam a aparecer as tendas e as pessoas no meu campo de visão. Não tenho mais como parar. Vou me aproximando da chegada e uma sensação inexplicável de felicidade, bem estar e superação vai tomando conta de mim. Os últimos metros corro sorrindo quase rindo e ao cruzar a linha de chegada sou uma pessoa diferente, mudada onde se fez necessário, mantendo os valores fortes e que vislumbra uma vida cheia e plena de felicidade e desafios. Não sei explicar o sentimento que isto representa, mas posso garantir que vale a pena percorrer o caminho para encontrá-lo.

Guerreiro Maratonista O guerreiro não se ilude pensando conhecer o caminho. Segue confiante na sua capacidade. Não se furta a tomar decisões. Sacrifica-se pela lua no fim da estrada. Sabe que seu destino é passar pela chegada. Percebe-se diferente sujeito daquele que começou nos…
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Guerreiro Maratonista O guerreiro não se ilude pensando conhecer o caminho. Segue confiante na sua capacidade. Não se furta a tomar decisões. Sacrifica-se pela lua no fim da estrada. Sabe que seu destino é passar pela chegada. Percebe-se diferente sujeito daquele que começou nos primeiros passos rápidos. Compreende os momentos de agir e de pensar. Controla a respiração, ritmiza os passos e enxuga o suor. Mantem a mente focada. Sente a pulsação do coração. Quarenta e duas vezes, quarenta e dois momentos. Quarenta e duas vitorias.

A Ponte Incrivelmente o céu descortinou-se e azul apresentou-se. Este tom ainda era desconhecido. Um azul intenso, forte, transparente que incomoda os olhos acostumados a viver na escuridão. Algumas almas nobres são atingidas pela luz intensa e azulada e percebem na luz uma pont…
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A Ponte Incrivelmente o céu descortinou-se e azul apresentou-se. Este tom ainda era desconhecido. Um azul intenso, forte, transparente que incomoda os olhos acostumados a viver na escuridão. Algumas almas nobres são atingidas pela luz intensa e azulada e percebem na luz uma ponte que se forma. Ponte que leva a novos caminhos, novas estradas, outras nuvens, outras tempestades...

Presente, passado e futuro O amanhã sempre será o ontem. Futuro, presente e passado são pontos de uma mesma estrada. O novo dá medo, mas encanta. O presente é confortável, mas é previsível. O passado dá saudade, mas se foi. O que altera esta relação ou não é quanto inquietos nos…
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Presente, passado e futuro O amanhã sempre será o ontem. Futuro, presente e passado são pontos de uma mesma estrada. O novo dá medo, mas encanta. O presente é confortável, mas é previsível. O passado dá saudade, mas se foi. O que altera esta relação ou não é quanto inquietos nos sentimos na busca do futuro. O novo no presente seria possível? No passado com certeza não, pois ficou para trás e se for alçado ao tempo presente não o será como era antes. Assim a vida pode ser como nadar em um rio ou em um lago. No lago a mudança impõe que se troque o lago, no rio a mudança é frequente apesar de se nadar no mesmo lugar. Lago ou rio nada tem haver com a persona emocional, mas com escolhas racionais que fazemos. Seja qual for, terá que haver esforço.

Par de dois para correr Acorda e tudo começa. Abre os olhos e tudo devagar vai se descurtinando, ainda embaçado vai firmando aos poucos. Estica um braço e o outro busca encontra-lo no alto. Apruma o corpo e as pernas adormecidas se despertam. Os pés tocam o chão. Tudo acontece e…
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Par de dois para correr Acorda e tudo começa. Abre os olhos e tudo devagar vai se descurtinando, ainda embaçado vai firmando aos poucos. Estica um braço e o outro busca encontra-lo no alto. Apruma o corpo e as pernas adormecidas se despertam. Os pés tocam o chão. Tudo acontece em par. O coração pulsa mais forte e o corpo se ergue. Segue-se a preparação, o ritual diário. Veste-se o uniforme para partir no caminho da geração do químico viciante que ira dopar o corpo. E tudo que é único segue seu par. Tudo se acelera, o sangue aumenta a velocidade e o coração pulsa. O pé esquerdo corre atrás do direito e o direito atrás do esquerdo. E o tempo passa e tudo acaba. Respiração ofegante, coração na boca, pés juntos, alegria própria da endorfina descarregada. Própria da relação dos pares que levaram àquele estado. O esquerdo e o direito. O de cima e o de baixo.

Vida Viver é intenso e calmo, é a sua história contada a cada momento, é ser enegia e se integrar à natureza, é sentir profundamente todos os sentimentos, é a inteligência do pensar, é o simples e complicado ser. Viver é isso ou nem isso. É estar integralmente a cada momento ou…
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Vida Viver é intenso e calmo, é a sua história contada a cada momento, é ser enegia e se integrar à natureza, é sentir profundamente todos os sentimentos, é a inteligência do pensar, é o simples e complicado ser. Viver é isso ou nem isso. É estar integralmente a cada momento ou liberar a alma para voar.

Saudade é como o fim do caminho no horizonte onde se sabe que não termina ali, mas também não se encontra ali. É bom e da vontade e angústia não matar a sede. Esta ali, logo ali, lá, depois de lá. É o saber esperar e a dor do não saber o que. É a expectativa do próximo segundo qu…
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Saudade é como o fim do caminho no horizonte onde se sabe que não termina ali, mas também não se encontra ali. É bom e da vontade e angústia não matar a sede. Esta ali, logo ali, lá, depois de lá. É o saber esperar e a dor do não saber o que. É a expectativa do próximo segundo que pode tornar-se infinito. Saudade é assim uma vontade que sacia e uma fome infinita.

Hummm E ai se encontraram primeiro de longe e depois de muito hummm se olharam e hummm, contatos estabecidos um ficou hummmmm no outro. O hummmmmmmmm aumentava e às vezes diminuía e viravava hummmmm e diminuía mais e virava hummm. Chegou a ser humm, mas sempre acabava em hummm h…
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Hummm E ai se encontraram primeiro de longe e depois de muito hummm se olharam e hummm, contatos estabecidos um ficou hummmmm no outro. O hummmmmmmmm aumentava e às vezes diminuía e viravava hummmmm e diminuía mais e virava hummm. Chegou a ser humm, mas sempre acabava em hummm hummm. Hummm de saudade queria o hummm. Hummmmmmmmmmm pensativo no hummmmmm de cuidado que queria virar o hummm de enroscado. No final não se sabe qual hummm permaneceria, mas a cada dia hummm aparecia.

Crocância da boca O beijo que estala, que grita e que geme. Anuncia baixinho o toque dos lábios e a vontade das bocas se engolirem. A mordida, aquela que marca e que suga. O contato leve e o intenso e molhado conversar das línguas. O ar quente da boca e o calor dos carnudos lábi…
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Crocância da boca O beijo que estala, que grita e que geme. Anuncia baixinho o toque dos lábios e a vontade das bocas se engolirem. A mordida, aquela que marca e que suga. O contato leve e o intenso e molhado conversar das línguas. O ar quente da boca e o calor dos carnudos lábios. A dança ritmada das bocas. Ritmo próprio com sonoridade para cada toque diferente. Beijo crocante! Beijo seu! Beijo nosso!

Reza dos pés Em nome do pé esquerdo e do direito Pés nossos que sustentam e carregam
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Reza dos pés Em nome do pé esquerdo e do direito Pés nossos que sustentam e carregam Que correm e andam Que direcionam e levam Que torcem, dobram e viram Santificado sejam vossos passos Assim no asfalto, na terra e nos matos Me leve pelas trilhas e caminhos Perdoai a mim pelos terrenos percorridos Pelos excessos cometidos Levai-me a novas distâncias e trajetos Livrai-me das lesões Amém

Para começar o dia um café! Café se toma novo como novo todo dia é. Não importa se hoje esta em um lugar diferente ou corriqueiro, se encontrará pessoas novas ou as de sempre, se o amor é o mesmo ou apenas possibilidade. O aroma pode parecer o mesmo, mas a experiência de cada mo…
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Para começar o dia um café! Café se toma novo como novo todo dia é. Não importa se hoje esta em um lugar diferente ou corriqueiro, se encontrará pessoas novas ou as de sempre, se o amor é o mesmo ou apenas possibilidade. O aroma pode parecer o mesmo, mas a experiência de cada momento é unica. Depende de você mover-se no mesmo lugar ou mover-se de lugar! #behappy

Como se vai acendendo (adaptado de como se vai apagando) Uma figura cheia de contornos e desenhos, alinhava a feição ocupando um espaço repentino na sua frente. Prazer sou eu, prazer é meu.
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Como se vai acendendo (adaptado de como se vai apagando) Uma figura cheia de contornos e desenhos, alinhava a feição ocupando um espaço repentino na sua frente. Prazer sou eu, prazer é meu. Algumas palavras de sons agradáveis e os olhos brilham no cruzar do contato rápido. Pele agradável aveluda o toque. Algumas palavras de conteúdo interessante aguçam a curiosidade. O cheiro chega por meio de partículas carregadas pelo ar e alerta os sentidos. Uma atitude sobre algo pequeno se destaca, outro momento, outras coisas imperceptíveis já importam. Cria-se a vontade que leva a encontros quaisquer, encontros significativos. A trilha percorrida impõe suas dificuldades, mesmo que pequenas, e o que se espera não acontece. Surpresa interessante desperta. Na escuridão repentina uma mão está lá reconhecida e pronta para confiar e percorrer. Um ouvido a escutar, interesse genuíno, uma vontade de construir juntos. A atenção aprofunda o conhecimento do outro, suas virtudes e forças, desilusões e ilusões, felicidades e tristezas, desnudam-se sentimentos. Vamos parece algo surreal e vamos. A trilha não é fácil e mesmo nas lágrimas sorrisos são arrancados. Sorrisos aparecem estimulados pela simples vontade do cuidado. A porta apesar de fechada vê passar por ela um filete de luz, num dia, numa hora, num momento. E assim um pontinho vai virando algo que se passa a prestar atenção. Uma nova figura, um novo desenho à frente, atrás, ao lado e o vazio começa a se preencher. Palavras são ditas, palavras seguidas de atitudes coerentes, consequências refletidas na mente e no coração que se reconhecem tomando o mesmo caminho. Um cuidado, um respeito, um admirar, uma inteligência peculiar. Tudo verdadeiro, honesto e transparente. Assim, a chuva chega e lava e deixa virgem o chão para novas trilhas serem traçadas, novas montanhas e novos caminhos. É como uma ideia que nasce e vai crescendo, até tirar o folego que rapidamente se expressa com o lápis roçando o papel e neste roçar para lá e para cá, freneticamente as linhas vão sendo escritas seguindo a empolgação que vislumbrou algo incrível no final onde a vista e o coração alcançam. A cada palavra sobem os batimentos, emoções se acumulam, prazeres são experimentados, gozos sentidos, corpos contorcidos no prazer de se misturarem. Vivências são sentidas. A altivez de um ouvido que ouve o outro vai rompendo barreiras e afastando pedras e acalmando rios. Atos impulsionam a empolgação, intensificando emoções, criando a sensação do que poderá ser. E de repente encontra desavisado objetividades, atenções, cuidados, viagens da justa medida de dois, da vida. Sentimentos não mais escondidos e enraízam como árvores amazônicas. Verdades expostas em qualquer cenário, verdades expostas como um soco na cara e um afago no coração. O lápis colore, a folha se remenda, o folego sustenta o junto, a linha se refaz, o vislumbre encara frente a frente a realidade. E tudo vai se acendendo. E tudo vai se transformando. A árvore cresce, as frutas nascem, e como no início com o big bang cria-se tudo e tudo se ordena na sua mais perfeita imperfeição. Tudo limpo, tudo claro, a chuva lava e alimenta, a lua cumpre seu ciclo e o sol deita a energia, o novo vem transformar e alimentar de amor e experiência o jardim. Ali então começa a surgir novo bosque, mais belo, mais forte, mais verdadeiro e escancarado, sem ocos, sem buracos, sombras belas, linhas novas iniciam novo livro, novos capítulos que se esperam nunca terminar ou terminar juntos.

A Montanha e seus caminhos Tudo inicia quando a paisagem começa a mudar Ela começa a te espiar
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A Montanha e seus caminhos Tudo inicia quando a paisagem começa a mudar Ela começa a te espiar Passando ao lado e sabendo que vão se encontrar O caminho envolve curvas As curvas suavizam o árido O árido muda com o caminho Ao pé dela se depara com a estrada Na estrada de terreno seco e macio Olha para cima e os olhos se cruzam Lá está ela, sorriso aberto A trilha atraí, puxa, deita aos pés O coração pulsa antes mesmo do esforço A subida começa devagar e vai se inclinando Vai se fechando A montanha lambe as pernas Beija os braços Envolve os corpos Pedras, terras, galhos, flores, mato Bichos, animais reverenciam a passagem Sons, silêncios, olhares, suores Respira o hálito gostoso da boca Impulsionado pelo pulmão No topo se encontram Olhos se encontram Corpos se encontram Almas se encontram Na descida, entrelaçar de peles Pele do corpo, pele da montanha As pedras cortam a pele e as seivas se misturam No vale corre a água Jorra a água Gozam os líquidos e energias se trocam As horas param E já não são mais o que foram Nem tu nem a montanha A volta é tranquila, relaxada Últimos toques O sol se vai A felicidade entranha o corpo e alma A saudade fica para de novo se encontrarem A trilha vai se abrindo A estrada aparece O caminho vai mudando As curvas levam ao árido Ela te espiando a passar Cada vez mais longe Olhar profundo e sereno Olhar novo de quem já não é o mesmo Mudaram, trocaram e deixaram um pedaço de si para o outro

Sol e Lua Sol e lua vivem um amor maldito onde cada um solitariamente busca o outro. Cada um com seu brilho próprio.
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Sol e Lua Sol e lua vivem um amor maldito onde cada um solitariamente busca o outro. Cada um com seu brilho próprio. A lua fornece a poesia para a vida e sol a energia. Mas o feitiço faz com que enquanto um acorde o outro durma. Tristes seguem a luta para se esbarrarem rapidamente em uma fração de segundos na chegada e ida de cada um. Mas o amor dos dois fez com que enganassem o feiticeiro e o feitiço. Esperam um momento único. A abertura de um portal mágico onde não há o tempo. Lá o sol encobre a lua e fazem amor com um brilho que cega quem olhar para eles diretamente e neste momento estão em orgasmos e felicidade plena. E os dois vivem a esperar o momento deste eclipse. E o feiticeiro Saudade, sem saber, contribui para a vontade que fica maior e mais intensa na espera por cada ciclo para se encontrarem no portal mágico.