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Frases de Alexandre Coslei

24 frases

Morreu. Não está mais à direita ou à esquerda. No fim, a ideologia converge a sete palmos de tudo.
Quanto mais os anos passam, avançando como um exército silencioso que salga a terra que ficou para trás, mais o cheiro ácido da saudade contamina o olfato e faz arder os olhos, embaçando a visão à frente. Nos degraus altos da idade, descobrimos que nostalgia é o amor por fantasma…
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Quanto mais os anos passam, avançando como um exército silencioso que salga a terra que ficou para trás, mais o cheiro ácido da saudade contamina o olfato e faz arder os olhos, embaçando a visão à frente. Nos degraus altos da idade, descobrimos que nostalgia é o amor por fantasmas.

Cidadãos de cultura duvidosa, com visão política à direita, invariavelmente repetem mantras neoliberais que incluem o Estado mínimo, a meritocracia, rejeitam o papel social dos governos (é o ensinar a pescar, jamais dar o peixe), apreciam a privatização do patrimônio público, são…
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Cidadãos de cultura duvidosa, com visão política à direita, invariavelmente repetem mantras neoliberais que incluem o Estado mínimo, a meritocracia, rejeitam o papel social dos governos (é o ensinar a pescar, jamais dar o peixe), apreciam a privatização do patrimônio público, são egoístas, profundamente egoístas e alheios a qualquer humanismo nas relações de classe. Muitas vezes, foram ou são beneficiários da coisa pública, mas não aceitam que outros sejam. Repudiam o comunismo sem o mínimo traço de conhecimento teórico, sem sequer terem investido numa leitura básica do Manifesto de Marx e Engels. É difícil respeitar as opiniões dessa gente, que raramente são opiniões de fato, geralmente se resumem a aspectos autobiográficos de um pensamento medíocre.

Em tempos de Redes Sociais, a popularidade canibalizou a notoriedade. Não é à toa que vemos personagens extremamente vulgares se comportarem como influenciadores digitais. Além disso, se revelou o aspecto de submissão intelectual de uma classe de brasileiros, que ainda se comport…
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Em tempos de Redes Sociais, a popularidade canibalizou a notoriedade. Não é à toa que vemos personagens extremamente vulgares se comportarem como influenciadores digitais. Além disso, se revelou o aspecto de submissão intelectual de uma classe de brasileiros, que ainda se comporta como indígenas reverenciando totens. Bajulam juízes midiáticos, procuradores televisivos, políticos de ocasião, jornalistas de primeira página, escritores caça prêmios, etc. A maioria deles, muito mais de sofistas banais do que pensadores de profundidade. Extinguiu-se a relevância social como pré-requisito para o reconhecimento público. A Internet não deu voz aos imbecis, como dizem por aí; a Internet revelou o que ainda somos: uma tribo em busca de entidades que ofereçam sentido a nossa ignorância.

Não há mais luta no Brasil porque vivemos no vácuo do sofismo narcísico. Há teorias, convicções, mas a práxis foi amputada pelo desejo irrefreável de contemplação do próprio pensar. Com a Internet, viramos cérebros sem corpo flutuando deslumbrados num oceano de parábolas e, conse…
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Não há mais luta no Brasil porque vivemos no vácuo do sofismo narcísico. Há teorias, convicções, mas a práxis foi amputada pelo desejo irrefreável de contemplação do próprio pensar. Com a Internet, viramos cérebros sem corpo flutuando deslumbrados num oceano de parábolas e, consequentemente, incapazes de ação. É justamente neste hiato entre a ideia e a paralisia que as bestas ocupam o lugar dos revolucionários.

O Brasil é o país da nostalgia. Vive-se no ontem, no antes de ontem. É uma saudade eterna, declamada ao som da melancolia. Alguns ainda insistem na monarquia, outros se lamentam nostálgicos até do fim da ditadura. Ancorados num passado que não fabrica peças de reposição, assim no…
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O Brasil é o país da nostalgia. Vive-se no ontem, no antes de ontem. É uma saudade eterna, declamada ao som da melancolia. Alguns ainda insistem na monarquia, outros se lamentam nostálgicos até do fim da ditadura. Ancorados num passado que não fabrica peças de reposição, assim nos tornamos cemitério de tudo, um povo aos prantos pelo que se esvai, um museu sempre lambido pelo fogo, ferro-velho de memórias que se decompõem a céu aberto.