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Frases de Alexandra Barcellos

20 frases

Hoje é um barco Que você não insiste mais em controlar No mar das nossas decisões
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Hoje é um barco Que você não insiste mais em controlar No mar das nossas decisões Ondas, mergulhos, raios, medos e vontades de ser diferente Tudo é transporte de emoções Eu vejo teus olhos procurando horizontes Eu também prefiro olhar para lá Nunca seremos lemes Somos um imenso mar.

A saudade é uma velha cadeira de balanço De qualquer idade A saudade é o pão que eu não fiz
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A saudade é uma velha cadeira de balanço De qualquer idade A saudade é o pão que eu não fiz Por você não estar aqui A saudade é a letra da MPB E do Jovanotti A saudade nem nota que eu existo Habituada em ser ausência Nunca chega a ser dor Ela é pior do que isso Quando eu acordo Sem te ver de novo. Saudade - Peixes da Terra

Nunca existiu nada entre eles Nada Só um jeito de se olhar
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Nunca existiu nada entre eles Nada Só um jeito de se olhar Perplexo Perdido Perfeito Dois prisioneiros Unidos por olhares E um mundo de impedimentos Duas pessoas e vários compromissos Nenhuma atitude possível Somente desejos que se tornam vestígios Olhares e olhares Quem nunca falou só com eles? Você não? Desculpe-me, mas não acredito na tua versão. Olhares - Velho Talismã

Ela vestia vermelho quando a revolução estourou Não existia lua no céu, nem comida nos pratos O caos se alastrava como inundação
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Ela vestia vermelho quando a revolução estourou Não existia lua no céu, nem comida nos pratos O caos se alastrava como inundação Ela ouviu a primeira bomba explodir E correu para o banheiro Prendeu seus cabelos o mais alto que pôde Passou rímel azul Usou o resto do seu perfume E colocou no pescoço o velho talismã O lenço que a sua avó e a sua mãe haviam usado para cobrir seus rostos Ela usou amarrado na cintura para esconder as armas que iria usar na luta E quando pisou na praça não estava sozinha Muçulmanas, católicas, pagãs, judias e famintas Todas elas encontraram-se de novo E sem pedir permissão. Velho Talismã

Sou eu a cidade sem paz As incertezas do dia a dia Luzes
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Sou eu a cidade sem paz As incertezas do dia a dia Luzes Lutos Folhas que caem Sou eu o milagre que nunca acontece Só tenta Só reza Um dia essa dor vai terminar Sou eu refletindo nos vidros urbanos Correndo Gritando Ligando Esperando ouvir (em meio ao caos) a voz de quem eu amo. Cidade sem paz - Velho Talismã

Desertos do mundo inteiro Apossaram-se de mim Pedras eternas mergulharam
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Desertos do mundo inteiro Apossaram-se de mim Pedras eternas mergulharam No meu coração errado Desencontradas elas vivem na solidão Do que não me pertence mais O antes do ontem jaz agora Sob a desabada ruína Do que um dia eu amei Enterrado na loucura irreversível Por eu nunca ter compreendido A alma devastada Que sempre habitou em você.

‘Eu nunca fiz isso antes’ é algo poderoso Um portal ‘Eu nunca fiz isso’ é um voo no vácuo do espaço
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‘Eu nunca fiz isso antes’ é algo poderoso Um portal ‘Eu nunca fiz isso’ é um voo no vácuo do espaço Para a imensidão do viver Um farol no breu O antes impensado deságua sobre nós Com a força irresistível de outras possibilidades Um prisma infinito Então você acredita na vida após a morte Porque pode mergulhar de novo em si mesmo Para nadar ao encontro desse calafrio Agora eu faço o que eu sempre quis.