“Da Decepção à Glória” Caí, sim — e foi alto o tombo. Acreditei onde não havia chão.
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“Da Decepção à Glória” Caí, sim — e foi alto o tombo. Acreditei onde não havia chão. Entreguei mundos em mãos vazias, E recebi silêncio por gratidão. Doeu… Não nego o gosto amargo. A alma sangrou calada, e o coração ficou frágil, fraco. Mas ali, no fundo do poço, no ponto mais escuro da história, nasceu algo que ninguém viu: a semente da minha glória. Pois quem sofre não fica o mesmo. Ou afunda, ou se transforma. E eu escolhi crescer do caco, renascer fora da forma. Fui traído? Sim. Subestimado? Também. Mas nunca fui vencido, porque aprendi com o desdém a caminhar mais protegido. Hoje, quem vê o brilho em meu passo não imagina o que já suportei. Mas cada lágrima guardada é tijolo no que conquistei. A glória não veio do acaso. Veio da dor que não me matou. Veio do “não” que me fechou portas, mas me forçou a criar o meu valor. Então, se um dia a vida te quebrar, não te desesperes na queda. Pois há vitórias que só nascem quando a alma já se enreda. A decepção é só o início, não é ponto, é reticência. A glória? Ah… ela é destino de quem fez da dor: resistência.