Máscara de Virtude Nada é mais triste, mais vil, mais pequeno, Que o homem que oculta o pecado no escuro,
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Máscara de Virtude Nada é mais triste, mais vil, mais pequeno, Que o homem que oculta o pecado no escuro, Mas veste, sorrindo, um manto sereno, Fingindo ser justo, ser puro, ser puro. Nos olhos, a luz de um falso arrependido, Nos lábios, discursos de nobre intenção, Mas dentro, um abismo sombrio e contido, Onde mora o orgulho, o engano, a traição. Ergue-se aos outros qual torre de fé, Condena o que vê, finge dor ao errante… Mas esquece que Deus, que tudo vê, Sonda o silêncio, o gesto dissimulante. Melhor o que cai, mas clama ferido, Do que o que se esconde atrás da aparência. Pois mais vale um coração arrependido Do que mil fachadas sem consciência.