SEMEADOR O poeta semeia palavras Como quem joga cinzas ao vento
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SEMEADOR O poeta semeia palavras Como quem joga cinzas ao vento Colhendo seus poemas Nas entrelinhas do pensamento.
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SEMEADOR O poeta semeia palavras Como quem joga cinzas ao vento
SEMEADOR O poeta semeia palavras Como quem joga cinzas ao vento Colhendo seus poemas Nas entrelinhas do pensamento.
DESENCONTRO Meu amor É flor que desabrocha
DESENCONTRO Meu amor É flor que desabrocha É folha jogada ao vento É a alta montanha rochosa É teu nome no meu pensamento Teu amor É rosa que murcha É fruta madura caída no chão É caldeirão sem bruxa É fogo sem paixão Nosso amor É um desencontro É uma novela com dois finais É uma reta passando em vários pontos É um querendo pouco E o outro querendo mais...
TEMPORAL Se eu tivesse tido tempo Para preparar-me à tua partida,
TEMPORAL Se eu tivesse tido tempo Para preparar-me à tua partida, Para quem sabe dissuadir-te De tal ideia estapafúrdia, Não estaria eu agora nessa angústia, Amaldiçoando a minha vida... Se eu tivesse tido tempo Para preparar-me à tua ausência, Para quem sabe convencer-te Do disparate de tal atitude, Não estaria eu agora em incompletude Abrindo as janelas da demência...
Ser sincero e transparente num mundo onde reina o engano e a falsidade é ser desajustado.
RIDÍCULA Meu amor, eu te amo Não como quem ama em equilíbrio
RIDÍCULA Meu amor, eu te amo Não como quem ama em equilíbrio Ou como quem ama em concerto Como quem escolhe o seu amor, Não, amado, não te amo assim Eu te amo diferente De um jeito tosco, Assim... Particularmente Ridiculamente, Pateticamente... Por que amado, o amor não é ridículo, Mas ele nos deixa ridiculamente ridículos. E assim, amado, eu te amo Como quem ama a insensatez Por fora te exibo o sorriso da dama, Por dentro sangro a minha estupidez Te amo como quem ama em desalinho Por linhas tortas e dissonantes Correndo sempre em tua direção, Amiúde e devagarinho Te entrego pouco a pouco Parcos pedaços do meu coração.
SE VIESSES AMAR-ME, MEU BEM... Se viesses amar-me, meu bem, à hora vadia, Quando no peito esta dor mais se revela,
SE VIESSES AMAR-ME, MEU BEM... Se viesses amar-me, meu bem, à hora vadia, Quando no peito esta dor mais se revela, Revestida em nuances e tons de nostalgia, Como os matizes cinzentos em aquarela... A hora em que a noite voraz abraça o dia, E uma lágrima de saudade o olhar dilacera... Se viesses, meu bem amar-me nessa hora, Quando o amor não mais cabe em espera, Amar-me depressa, sem delonga e demora, Devassando essa dor que a ausência gera... Se viesses amar-me, meu bem...
“Uma dose diária de poesia faz com que a vida pareça menos dura. Todo mundo devia ler ao menos um poema por dia para se sentir melhor”.
“O escritor leva as palavras para o papel do mesmo modo que os pássaros levam a palha para o ninho. Lá ele as ordena e constrói seu texto. Para ambos os trabalhos é preciso algo em comum: paciência”.
A CHUVA CHOVE... A chuva chove bem fininha, Chove a chuva devagar.
A CHUVA CHOVE... A chuva chove bem fininha, Chove a chuva devagar. A chuva chove bem mansinha Chove a chuva sem parar... A chuva chove lentamente, Chove a chuva sem cessar. A chuva chove tristemente Chove a chuva a chorar... A chuva chove soluçando, Chove a chuva sem calar. A chuva chove lamentando Chove a chuva a se queixar... A chuva chove em pranto Chove a chuva a lastimar, A chuva chove em todo canto Chove a chuva sem parar...
POEMINHA DE AMOR Não julgues a inspiração Do singelo poeta,
POEMINHA DE AMOR Não julgues a inspiração Do singelo poeta, Aceita os versos de amor Que falam o que a boca Lhe nega.