Em meio ao nada,
ambos corremos sem rumo
Num entardecer sem brilho,
seu toque a minha pele
desencadeia e encarcera.
Porque a dor é como a sua brisa:
Vai em direção a todos sem escolher,
e quando é forte demais,
é capaz de nos tirar o que carregamos.
Vento...
Porque teu som é deprimente e me causa dor?
Deverias me vestir de liberdade,
todavia, sou perturbado quando me tocas.
Por dentro sorrio e choro,
nada que vem fica.
Num melancólico sentimento temporário,
de repente a morte e a vida
habitam o mesmo ser.
E quando tudo ao redor se acalma,
voltamos a correr despercebidos
até nos tornarmos intensos.
Ao trilhar o caminho que escolhemos,
corremos ao vento
da nossa dor
ou de nós mesmos?
(O Vento, Aleff Lavoisier)
A feroscidade do amor
se anuncia nos dias tenebrosos
onde não se pode se certificar
do quanto está para durar.
E logo, o prazer e a angustia
se abraçam no medo da perda.
E quando se vai,
o que sobra no coração
é a angústia dos dias sozinhos...
os quais desejou não mais viver.
Não perder os olhos,
nem os beijos únicos que
teve de esperar milênios
para dar e receber.
Contei os meses,
os dias,
as horas
e até os milésimos de segundo
por algo que se foi,
virou fumaça.
Não há culpado
nem do lado de cá
e nem do de lá,
mas dois que
não viveram os sonhos
deixados de lado.
Na balança foi jogada
as falhas,
as magoas,
as mentiras,
os danos,
as expectativas,
as mudanças.
E no outro prato,
o amor pesou menos.
O amor se perdeu
dentro de NÓS
o qual foi amarrado
por entre os dois
criando um ponto de desencontro
iniciado a distância
e apertado na proximidade fisica.
Os problemas cresceram
além do que ambos
pudessem suportar.
Mas no fim,
retornamos ao inicio,
a amizade inicial
embora não possa
soar da mesma maneira.
E ainda assim,
desejo-te um novo amor
melhor,
maior,
que dure mais
que abrace mais
que beije mais
que olhe mais
que ame mais
e não mintas jamais.
Felicidade duradoura,
tanto quanto as estações
e que faça florescer sua alma.
E a minha há de ser primavera
pois floresceu perdão
e liberou alivio antes de voltar
e ainda aceitou a verdade.
Tudo é o que é,
o que tem de ser.