Existindo um Criador, uma coisa que de fato foi dita indiretamente por Ele e podemos entender em nossa época é o seguinte: “Ser ateu, deísta ou agnóstico no planeta não me desagrada”. Perguntaram-me se eu era ateu ou crente. Eu perguntei se não tinha uma opção que, escolhendo, eu me sentisse mais imparcial. Por serem imparciais em muitas coisas que não quero ser, os crentes, ateus e até agnósticos são comumente conhecidos. Afirmar que oração não tem relação com o sobrenatural não é imparcial: é verdade absoluta.
Numa sociedade que está tão acostumada a contemplar a beleza pode não ser fácil escutar uma verdade horrível. Deus sentado num trono seria mais estético do que apenas planetas girando em torno do sol. O quanto a beleza nos determina? Sejamos sábios ao transmitir as verdades científicas.
Por que se tem a sensação de presença de Deus ao escutar uma música evangélica? Em minha hipótese, uma das razões é que a oração e outros motivos contribuem para os músicos cristãos tocarem de um modo ou cantarem com uma voz que faz as pessoas sentirem algo diferente da música não cristã. Um tipo de voz pode ser um símbolo religioso poderoso. Ao orar, manda-se uma mensagem ao inconsciente, e não a Deus literalmente. Num mesmo ambiente, uma pessoa pode sentir mais e outra menos o que chamam de presença de Deus? Se a resposta para esta pergunta for sim, um cristão poderia argumentar que Deus distribui de modo diferente a sua presença. Respeitamos a opinião desse cristão, mas outra explicação seria que uma pessoa sente mais e outra menos a chamada presença de Deus porque isso tem a ver com a própria pessoa, e não com a presença divina literalmente.
Poeticamente e ironicamente, pode-se dizer que a religião da Grécia antiga é excelsa porque os deuses dessa religião permitiram ser vistos como mitos. Mesmo que de fato tenha atuado na Grécia antiga uma divindade real que fez coisas boas ou ruins que foram relatadas, olhamos para esses relatos e temos a certeza de que são sobre uma divindade não real, ou seja, possivelmente, se tivesse existido tal divindade, teria permitido que passassem a vê-la como mito.
Diferente desse religioso, eu considero que esse filósofo solidário do qual estamos falando não tenha dado o máximo que pôde de si à humanidade de forma errada, nem tenha feito um ritual a um personagem da ficção chamado de Capeta. Ele escreveu o que considerou adequado para época e contexto dele e também escreveu o que considerou que se aplicaria a nossa época e contexto. Por mais que eu não concorde com tudo o que ele escreveu, aprendi muito com ele.
Um ateu pensou assim: “vou usar uma crença religiosa para frear esse comportamento ruim”. Ele falou muitas coisas para aumentar a fé do garoto na crença. Fez isso por meses. Um homem perguntou o seguinte para ele: “o que você fez deu certo?” O ateu respondeu: “eu poderia ter resolvido de um modo bem menos trabalhoso, mas eu me diverti. O adolescente me perguntou por que ele deveria parar de passar trotes para pessoas do meu estado. Dizer-lhe a crença e estimular sua fé nela foi mais fácil do que pensar em motivos racionais para lhe dizer. Além disso, sinto-me vingado. Prego o evangelho aos meus inimigos”. Para o ateu são fantasias irracionais, mas ele sabia que para o ouvinte as ideias seriam racionais.
Quais crenças negativas essa escatologia tem desenvolvido referente ao medo da divindade (em sentido figurado ou não) das pessoas e do mundo? (…) Alguém considera o crime que a pessoa cometeria melhor do que a “psicologia” do religioso que a converteu? Muitas coisas envolvem esse assunto.