A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos. Areia rápida e branca.
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A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos. Areia rápida e branca. Esvoaçante.
32 frases
A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos. Areia rápida e branca.
A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos. Areia rápida e branca. Esvoaçante.
Apaga as estrelas, vem dormir comigo no esplendor da noite do mundo que nos foge.
pernoitas em mim e se por acaso te toco a memória...amas ou finges morrer, pressinto o aroma luminoso dos fogos escuto o rumor da terra molhada, a fala queimada das estrelas,
pernoitas em mim e se por acaso te toco a memória...amas ou finges morrer, pressinto o aroma luminoso dos fogos escuto o rumor da terra molhada, a fala queimada das estrelas, é noite ainda o corpo ausente instala-se vagarosamente envelheço com a nómada solidão das aves, já não possuo a brancura oculta das palavras e nenhum lume irrompe para beberes
Conheço o silêncio colorido das alucinações da madrugada e um dia quis descansar, procurei o que era real à minha volta e arrependi-me. Era tudo muito aborrecido e sombrio.
...nem mais um minuto de jaula. Nem para o tigre, nem para ela.
Há séculos que te esperava para fugirmos.
Um Nome -Vou guardar as tuas mãos na paixão que tenho por ti, mas não te posso revelar o meu nome, nem precisas de o saber.
Um Nome -Vou guardar as tuas mãos na paixão que tenho por ti, mas não te posso revelar o meu nome, nem precisas de o saber. Chama-me o que quiseres, dá-me um nome para que possamos amarmo-nos. Aquele que tinha perdi-o no caminho até aqui. Pertencia a outra paixão, e já a esqueci. Dá-me tu um nome para eu poder ficar contigo...
fugir tornou-se uma obsessão, ou então é a melhor maneira de encenar o desespero
um espelho onde não me reconheço. mas o pior é que nunca acreditei no que me disseram, e parti o espelho
pressinto uma sombra a envolver-me. ouço músicas... espirais de som subindo aos subúrbios´da alma. não semearei o meu desgosto, por onde passar.
pressinto uma sombra a envolver-me. ouço músicas... espirais de som subindo aos subúrbios´da alma. não semearei o meu desgosto, por onde passar. nem as minhas traições
e atravessei cidades e ruas sem nome, estradas, pontes que ligam uma treva a outra treva. e vi a vida como um barco à deriva - vi esse barco tentar regressar ao porto - mas os portos são olhos enormes que vigiam os oceanos - servem para levar-nos o corpo até um deles e morrer.…
e atravessei cidades e ruas sem nome, estradas, pontes que ligam uma treva a outra treva. e vi a vida como um barco à deriva - vi esse barco tentar regressar ao porto - mas os portos são olhos enormes que vigiam os oceanos - servem para levar-nos o corpo até um deles e morrer. o verdadeiro fugitivo não regressa, não sabe regressar. reduz os continentes a distâncias mentais.
antes e depois da alegria antes e depois do pânico mas
antes e depois da alegria antes e depois do pânico mas sempre durante o sofrimento não cantes
para veres o horror tranquilo das imagens no fundo dos meus olhos
e morres carregado de tristezas e de mistérios- morres algures
cada um de nós sepultou na alma uma quantidade desumana de dor e de mortos
cada um de nós sepultou na alma uma quantidade desumana de dor e de mortos tudo se decompõe apodrece
à procura de um rosto que imite a felicidade da voz perdida - ou um corpo qualquer para fingir o sono junto ao teu
preparo-me para entreabrir os olhos e deixar escorrer a convulsão oleosa das lágrimas e das coisas tristes
falta-me o tempo para procurar o tempo perdido
ensanguentou-se a fonte dos sonhos por isso fecha os olhos e vê como o desejo acabou- vê a prata suja
ensanguentou-se a fonte dos sonhos por isso fecha os olhos e vê como o desejo acabou- vê a prata suja envolvendo os amantes no meio de sedas cintilantes espelhos e fogos onde o sussurro das horas se perde
escreves exactamente isto : o horror dos dias secou contra os dentes- e rouco dobrado para dentro do teu próprio pensamento ferido.
Olhas-te no espelho atribuís-te um nome um corpo um gesto dormes
... na brutalidade com que a voz se atira contra as paredes abrindo fendas
... na brutalidade com que a voz se atira contra as paredes abrindo fendas em toda a extensão das veias e dos tendões (...) fechamos os olhos sabendo que este é o maior engano da eternidade
... e a tua mão segurando a faca cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado dos amantes ocasionais- nada a fazer
... e a tua mão segurando a faca cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado dos amantes ocasionais- nada a fazer irás sozinho vida dentro
Que o dia te seja limpo e a cada esquina de luz possas recolher alimento suficiente para a tua morte
Que o dia te seja limpo e a cada esquina de luz possas recolher alimento suficiente para a tua morte vai até onde ninguém te possa falar ou reconhecer