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Frases de AilaSampaio

70 frases

Amar é deixar-se habitar sem perder espaço; destraçar metas, refazer planos, desarrumar certezas. É reconstruir-se com menos paredes e mais janelas, sem derrubar o teto.
Eu voo de asas quebradas, mas voo; não desisto de enfrentar as nortadas. Sou carregada pelo vento, despedaço-me contra os rochedos, caio no mar, e saio a nadar... Renasço todos os dias, os pés fincados no chão, sob a égide de um novo tempo, reinventando a vida e seguindo... A poe…
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Eu voo de asas quebradas, mas voo; não desisto de enfrentar as nortadas. Sou carregada pelo vento, despedaço-me contra os rochedos, caio no mar, e saio a nadar... Renasço todos os dias, os pés fincados no chão, sob a égide de um novo tempo, reinventando a vida e seguindo... A poeira que fica na alma dissipo em poesia...

O tempo alonga o nosso pavio, diminui as inseguranças das nossas mãos, coloca menos grau nos espelhos. O tempo diminui o nosso fogo, põe rugas em nossa testa e coloca lentes em nossos olhos. O tempo faz e desfaz sem pedir licença... é generoso e tenebroso. Depende do lado que a g…
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O tempo alonga o nosso pavio, diminui as inseguranças das nossas mãos, coloca menos grau nos espelhos. O tempo diminui o nosso fogo, põe rugas em nossa testa e coloca lentes em nossos olhos. O tempo faz e desfaz sem pedir licença... é generoso e tenebroso. Depende do lado que a gente olhe.

Gosto de fazer rastejar o que me põe a alma cansada... gosto de fazer com as palavras o que não posso fazer com os olhos e as mãos. Mas nada, absolutamente nada, tem certidão de nascimento, nome ou endereço. Tudo nasce e desnasce sem compromisso com o que, quem ou quando. A poesi…
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Gosto de fazer rastejar o que me põe a alma cansada... gosto de fazer com as palavras o que não posso fazer com os olhos e as mãos. Mas nada, absolutamente nada, tem certidão de nascimento, nome ou endereço. Tudo nasce e desnasce sem compromisso com o que, quem ou quando. A poesia é minha deserção desse mundo que, por mais íntimo que tente se fazer, me é inevitavelmente estranho. Aíla Sampaio

Lembrar de não esquecer a hora de sair de cena, o chá de hibiscos antes de dormir. Lembrar de esquecer os pés na bacia de água morna e a velha mania de sofrer por tudo. E as saudades...aonde colocá-las quando escancararem suas portas e ganharem minhas ruas, minhas interditadas ru…
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Lembrar de não esquecer a hora de sair de cena, o chá de hibiscos antes de dormir. Lembrar de esquecer os pés na bacia de água morna e a velha mania de sofrer por tudo. E as saudades...aonde colocá-las quando escancararem suas portas e ganharem minhas ruas, minhas interditadas ruas ladrilhadas com lembranças de dias nublados e covardias?! O que fazer com esse amor moribundo que não morre nem vive?!