Amar é deixar-se habitar sem perder espaço; destraçar metas, refazer planos, desarrumar certezas. É reconstruir-se com menos paredes e mais janelas, sem derrubar o teto.
Frases de AilaSampaio
70 frases
Que o meu amor caiba no teu abraço sem sobra ou falta de espaço. Que me vistas com teu corpo e nele amanheças como um dia ensolorado após uma noite de chuva.
O outono desenhado na paisagem não impede que a primavera se instale no meu coração. Lá fora, folhas secas correndo ao vento; aqui dentro, jardins ensolarados anunciando que é tempo de colher as flores.
Lembro-me de ti sempre que chove e estou sem teu sorriso pra desenhar o sol...
O amor é como o barulho do vento... ecoa despreocupado se vão ou não escutá-lo. Existe naturalmente, como o espetáculo da aurora, que acontece independente dos olhares que o admiram ou, alheios a ela, ainda dormem.
Eu voo de asas quebradas, mas voo; não desisto de enfrentar as nortadas. Sou carregada pelo vento, despedaço-me contra os rochedos, caio no mar, e saio a nadar... Renasço todos os dias, os pés fincados no chão, sob a égide de um novo tempo, reinventando a vida e seguindo... A poe…
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Eu voo de asas quebradas, mas voo; não desisto de enfrentar as nortadas. Sou carregada pelo vento, despedaço-me contra os rochedos, caio no mar, e saio a nadar... Renasço todos os dias, os pés fincados no chão, sob a égide de um novo tempo, reinventando a vida e seguindo... A poeira que fica na alma dissipo em poesia...
O tempo alonga o nosso pavio, diminui as inseguranças das nossas mãos, coloca menos grau nos espelhos. O tempo diminui o nosso fogo, põe rugas em nossa testa e coloca lentes em nossos olhos. O tempo faz e desfaz sem pedir licença... é generoso e tenebroso. Depende do lado que a g…
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O tempo alonga o nosso pavio, diminui as inseguranças das nossas mãos, coloca menos grau nos espelhos. O tempo diminui o nosso fogo, põe rugas em nossa testa e coloca lentes em nossos olhos. O tempo faz e desfaz sem pedir licença... é generoso e tenebroso. Depende do lado que a gente olhe.
Quando a gente existe em alguém que também existe dentro da gente, o mundo fica todo povoado com apenas dois rostos.
Amar sozinho é tentar voar com uma só asa.
Eu não pensei que pudesse voar até o dia em que me empurraram num precipício.
Ando medrosa pra recomeços. O coração, quando se deixa arranhar por botes traiçoeiros, leva tempo pra voltar a acreditar que nem tudo é armadilha.
Tu plantaste o deserto em minha alma e agora queres colher flores? Soterraste a minha esperança de primavera e agora ressurges no outono, para que eu veja que mudaste? Posso até ver, mas jamais volto a enxergar quem um dia jogou areia nos meus olhos.
O silêncio do que não houve não me comove; apenas move interrogações que ficarão sem resposta, pois o tempo não ouve o passado... só escuta o presente.
O meu silêncio, como o teu, diz da nossa vontade de ser nada um para o outro.
Há dias em que a gente acorda como se ainda fosse ontem...
Só com o coração desapaixonado podemos ver as pessoas como realmente são.
Namorar é dividir pra somar, multiplicando-se, sem nunca subtrair-se.
Há dias em que o coração quer os pratos na mesa e as certezas servidas em travessas transparentes.
Atitudes grosseiras são como pancadas no corpo... a diferença é que os hematomas ficam na alma e não na pele.
Amor tem que ser laço, nunca nó. Não que tenha que desmanchar quando convier, mas que não seja difícil de desatar quando necessário.
Gosto de fazer rastejar o que me põe a alma cansada... gosto de fazer com as palavras o que não posso fazer com os olhos e as mãos. Mas nada, absolutamente nada, tem certidão de nascimento, nome ou endereço. Tudo nasce e desnasce sem compromisso com o que, quem ou quando. A poesi…
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Gosto de fazer rastejar o que me põe a alma cansada... gosto de fazer com as palavras o que não posso fazer com os olhos e as mãos. Mas nada, absolutamente nada, tem certidão de nascimento, nome ou endereço. Tudo nasce e desnasce sem compromisso com o que, quem ou quando. A poesia é minha deserção desse mundo que, por mais íntimo que tente se fazer, me é inevitavelmente estranho. Aíla Sampaio
Lembrar de não esquecer a hora de sair de cena, o chá de hibiscos antes de dormir. Lembrar de esquecer os pés na bacia de água morna e a velha mania de sofrer por tudo. E as saudades...aonde colocá-las quando escancararem suas portas e ganharem minhas ruas, minhas interditadas ru…
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Lembrar de não esquecer a hora de sair de cena, o chá de hibiscos antes de dormir. Lembrar de esquecer os pés na bacia de água morna e a velha mania de sofrer por tudo. E as saudades...aonde colocá-las quando escancararem suas portas e ganharem minhas ruas, minhas interditadas ruas ladrilhadas com lembranças de dias nublados e covardias?! O que fazer com esse amor moribundo que não morre nem vive?!
Danço sobre as cinzas do que fomos como se tivesse ainda brasas sob os pés.
Não tenho asas, mas tenho sonhos e, dentro deles, cruzo os espaços e transponho as distâncias, matando as saudades e vivendo os desejos que a realidade interdita.