Nunca se desiste totalmente de um amor a quem se disse adeus racionalmente. Fica, em algum compartimento da alma, um desejo de ter tomado a decisão errada; fica no coração uma sala desocupada e silenciosa onde se vela um morto que não pode ser enterrado.
Frases de AilaSampaio
70 frases
Agora que apaguei as lembranças e fiz as pazes com o passado, posso finalmente enterrar meus mortos e sentar-me à mesa... nada mais me será indigesto!
Só pode voar quem tem asas... no corpo ou no pensamento.
Desinteresso-me fácil pelas coisas muito difíceis. Tamanhos e larguras de que as minhas mãos não dão conta, lonjuras que os meus olhos não alcançam, são apenas motes para a minha poesia. Gosto mesmo é do palpável, do possível, do que se pode prender num abraço.
Entre o que fui e o que sou há você, com todo o poder do que transforma água em vinho.
Ex-amores devem ser como verbos no pretérito perfeito: um passado consumado, afinal, recaídas são como filmes já vistos: o enredo é previsível e o final já é bem conhecido.
O silêncio é um muro alto... impossível saber o que está do outro lado.
Minhas dores, guardo todas no porão da antiga casa. Padecerão de abandono na minha coleção mais bizarra, mas nunca de esquecimento.
Quem só sonha com os pés no chão não deve se aventurar a construir castelos no ar.
Há dias em que o coração acorda saudoso, como se a neblina do tempo pusesse penumbra pelas frestas da janela. Não há tristeza, tampouco desespero. Há, sim, o mormaço dos momentos vividos transformados em lembranças... há a memória trazendo de volta o que foi bom e deixou pegadas…
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Há dias em que o coração acorda saudoso, como se a neblina do tempo pusesse penumbra pelas frestas da janela. Não há tristeza, tampouco desespero. Há, sim, o mormaço dos momentos vividos transformados em lembranças... há a memória trazendo de volta o que foi bom e deixou pegadas leves no coração.
Não adianta impor interditos aos meus sonhos, com portas lacradas e fechaduras sem chave... as minhas vontades atravessam paredes!
No céu em que me perdi contigo já não há anjos nem vida eterna. Que fazer se permitimos que nos expulsassem do paraíso? Se nosso 'para sempre' desabou nuvens abaixo e se afogou no mar revolto das tuas inseguranças? Resta-me abandonar o barco antes que se afogue a última lembrança…
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No céu em que me perdi contigo já não há anjos nem vida eterna. Que fazer se permitimos que nos expulsassem do paraíso? Se nosso 'para sempre' desabou nuvens abaixo e se afogou no mar revolto das tuas inseguranças? Resta-me abandonar o barco antes que se afogue a última lembrança boa que guardo de ti.
Pensei que tu eras a peça que faltava para completar meu quebra-cabeça. Sem querer enxergar o engano, montei, desmontei, remontei ,tentando encaixar atenção onde só cabia indiferença; querendo colocar estabilidade onde só encaixava a inconstância. Puxei a toalha da mesa e misture…
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Pensei que tu eras a peça que faltava para completar meu quebra-cabeça. Sem querer enxergar o engano, montei, desmontei, remontei ,tentando encaixar atenção onde só cabia indiferença; querendo colocar estabilidade onde só encaixava a inconstância. Puxei a toalha da mesa e misturei todas as peças. Recomecei triste como uma criança de quem roubam o melhor brinquedo. Agora faço outro desenho; é outra a lição, só eu sou a mesma: continuo a quebrar a cabeça para encaixar amor onde só cabe razão.
O silêncio da tua ausência me ensurdece...
Que eu nunca desista de aprender a transitividade do verbo amar, apesar dos imprevisíveis objetos que já tentaram me servir de complemento.
Talvez um dia nem seja preciso falar: ele já adivinhe. Pode ser também que, de outro modo, ele jamais seja capaz de ler o meu silêncio. Nunca se sabe de que prerrogativas gozam os sentimentos, para que as palavras sejam desnecessárias.
Há respostas que só o silêncio deve dar...
Enquanto amarelecem as folhas anunciando o outono, nós reverdecemos de mãos dadas pelas ruas, desconfiados e receosos de tão barata felicidade, como quando éramos crianças e acreditávamos em contos de fadas...
A felicidade genuína não depende de porquês, quandos nem ondes. É gratuita e à toa como flor que nasce em monturo.
Teu nome... basta ouvi-lo, e meu olhar abre as janelas da manhã para que se faça dia corpo adentro e abram-se clareiras em meu coração escurecido de saudade.
Chega de pretéritos imperfeitos ou de futuros do subjuntivo. Agora só conjugo o verbo amar no presente do indicativo!
Meu coração nunca decide trocar a fechadura de sua porta à toa!
Amores verdadeiros não acabam, nunca vão embora, apenas diminuem a voltagem, se aquietam e mudam para outro compartimento da nossa casa-coração! Do livro DE OLHOS ENTREABERTOS
Não quero amor a conta-gota nem felicidade emprestada. Quero a transitividade do verbo amar com todos os seus complementos. Do livro DE OLHOS ENTREABERTOS