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Frases de Agnaldo Joeci Borges

61 frases

CRIMES Eu já vivi perigosamente, Assaltei geladeiras,
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CRIMES Eu já vivi perigosamente, Assaltei geladeiras, Trafiquei guloseimas, Furtei doces em aniversários, Matei a fome com sandubas, Arranquei risos à força de cócegas, Roubei beijos em quermesses, Participei da quadrilha junina, Contrabandiei refri em cinemas, Mas o pior crime é você quem comete, Por lesionar meu coração, Ferir meus sentimentos, E me torturar com a solidão. Autor: Agnaldo Borges.

RETRATO Na brincadeira era trato, No direito um contrato,
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RETRATO Na brincadeira era trato, No direito um contrato, Mas na lembrança, O teu retrato. De fato, Num único ato, Perdi teu contato, Lástima. Por minha falta de tato. Ainda tenho o retrato, Formado no coração, E na janela de minha alma, Permanece a ilusão. Quando se trata de amor, Ah! Amor... Não sou sensato, Não correspondido é dissabor, Correspondido é substrato.

INSACIÁVEL Queria sorver, Em teus lábios o mel,
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INSACIÁVEL Queria sorver, Em teus lábios o mel, Em teus braços o calor, Em teus olhos o céu, Em teu coração o amor. Queria poder, Teu nome murmurar, Um te amo sussurrar, Em teu pescoço sentir, Teu cheiro, meu elixir. Queria saber, Por que o tempo é inexorável, O coração ingovernável, A vingança implacável, E o amor que tenho insaciável. Autor: Agnaldo Borges 09/10/2014 - 02:45

DECIFRA-ME SE FOR CAPAZ Como descrever as cores para um cego, Ou o som para um surdo,
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DECIFRA-ME SE FOR CAPAZ Como descrever as cores para um cego, Ou o som para um surdo, Por isso decifrar-te me nego. É impossível e absurdo, Decifrar as nuances de tua alma, Ou as mil maneiras de teu olhar, Como decifrar tua calma, Ou o teu jeito de amar? Só posso afirmar, Deves combater, Pois tu és guerreira, Deves também crer, Mesmo sendo arteira, Pois tu és mulher. Decifra-me ou te devoro, Era o dito da Esfinge, Por isso faço outro coro, Consumindo a laringe, Igual a ti, eras mulher, Se fores decifrada, Para outros irás morrer, Pois fostes eleita amada, De um campeão, Pois conquistou teu coração. Autor: Agnaldo Borges 11/10/2014 - 22:40 Mote: Kátia Krzesik

SENTIMENTOS No silêncio da noite, A solidão vem de açoite,
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SENTIMENTOS No silêncio da noite, A solidão vem de açoite, E num amanhecer gelado, Assento-me calado, E fico a observar a correria, De uma vida que está vazia, E virá outra manhã cinzenta, Trazendo dor no peito, Dor que me atormenta, De dia e no meu leito. E um dia novo virá, Outra noite aparecerá, E outras lutas, Outras disputas, E atrás daqueles montes, Outros horizontes, Novos mares, E outros ares, Novos ventos, Novos sentimentos. Autor: Agnaldo Borges 16/09/2014 – 01:35

Sinto falta Sinto falta: Do amor que partiu,
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Sinto falta Sinto falta: Do amor que partiu, Da luz que se apagou, Do riso que sumiu, Nas lágrimas de quem muito amou. Sinto falta: Do boa noite sussurrado, Do beijo roubado, Do bom dia animado, Do jeito assanhado. Sinto falta: Da companhia nas travessuras, Ou nos momentos de agruras, Da cumplicidade no olhar, Ou no jeito simples de amar. Sinto falta: De muita coisa boa, Outras vezes só de um quê, Ainda que fosse coisa à toa, Mas sinto falta mesmo, é de você. Autor: Agnaldo Borges 03/09/2014 – 00:25

Quisera Quisera não poder, Amar-te como te amo agora,
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Quisera Quisera não poder, Amar-te como te amo agora, Quisera não te perder, Em nenhuma hora, Nem por um segundo, Quisera eu te deixar, Mas fazes parte de outro mundo, E devo a teu amor renunciar. Quisera eu ser o motivo, De tua felicidade, Mas nem vi teu sorriso, Pra mim restou à saudade. Quisera eu que o brilho, De alegria em teus olhos, Fosse para mim, Restou-me apenas, Lágrimas de carmim, E um coração partido, Mortalmente ferido. Autor: Agnaldo Borges 23/09/2014 - 22:45

Que tal Que tal olho no olho, E deixarmos de lado,
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Que tal Que tal olho no olho, E deixarmos de lado, Joguinhos e teatros, Que tal olho no olho, E deixarmos de lado, Todas as poses e retratos, Que tal olho no olho, E viver, E sonhar, Em ser, Em amar, Que tal olho no olho, E ser verdadeiro, Ainda que por um instante, Que tal olho no olho, Me deixe ser inteiro, Ainda que me torne distante, Que tal tomar uma decisão, Entre o amor e a paixão, Entre a entrega e a solidão, Entre o desejo e o coração, Que tal olho no olho, Me deixe ser verdadeiro, E te amar, Nesta terra, Neste mar, Nesta guerra, Que tal olho no olho, E também ouvir tua voz, Sentir teu perfume, Ah! Que dor atroz, De ti não ter nem vislumbre, De ti não ter nem teu olhar, Que tal começarmos Olho no olho, Toque por toque, Beijo por beijo... Que tal? Autor: Agnaldo Borges 17/09/2014 – 01:15

Os melhores presentes não vem embalados em caixas. Pode vir de um olhar, Ou de uma palavra doce,
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Os melhores presentes não vem embalados em caixas. Pode vir de um olhar, Ou de uma palavra doce, Do jeito de se amar, Ou de um toque de mão, Ainda que tosco fosse, De uma simples canção. Os melhores presentes, Não vêm embalados em caixas, Vêm da lembrança de ausentes, Que dentro do coração encaixa, Alegrias, ternuras e saudades, Amores e amizades. O presente vem de se apreciar, O sol, a lua e as estrelas, Ou o céu e o mar, Os jovens mancebos e lindas donzelas, A criança a brincar, As flores em campos ou janelas A mãe ao filho embalar. As caixas são apenas embalagens, Que por mais belas que sejam, São tangíveis, frágeis e bobagens, Que rasgam fácil, ainda que protejam, Os mais belos presentes, intocáveis são, Entre eles: a pureza do coração. Autor: Agnaldo Borges 30/06/2015 - 11:14 - com ideia de Kátia Krzesik

ESTRELA Estrela, lua, sol, solidão, Como está indo meu coração?
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ESTRELA Estrela, lua, sol, solidão, Como está indo meu coração? Indo na contramão, Amando sem razão. Estrela, sol, lua, selenita, Onde anda a moça bonita? Pela qual meu coração palpita, E sofro de saudade infinita. Sol, lua, estrela fria, Estrela tão alta que luzia, Sozinha no fim do dia, Assim o poeta já dizia. E assim segue minha sina, De certa rotina, E a moça que me fascina, Será minha glória ou ruína? Autor: Agnaldo Borges 19/09/2014 - 00:28

PROCURA-SE UM AMOR PRA VIDA TODA Não, não procure. Antes devemos amar. Um amor deve ser pra cada momento vivido,
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PROCURA-SE UM AMOR PRA VIDA TODA Não, não procure. Antes devemos amar. Um amor deve ser pra cada momento vivido, Pois a vida toda não tem hora pra acabar, Por isso, a cada instante deve ser dividido, Um amor pra vida toda deve ser aquele da cumplicidade, Da alegria, dos olhares, dos risinhos, algumas vezes sofrido, Outras vezes alegre como riso de criança, sincero sem maldade, Um amor de vários momentos e em cada um deles querido. Esse amor não é se apaixonar por diferentes seres a cada instante, Mas a cada instante pelo mesmo ser se apaixonar, Ainda que presente ou ausente, perto ou distante, Fechar os olhos e lembrar... Um amor pra vida toda se constrói, Às vezes tijolo por tijolo, ponto a ponto, Outras vezes por coisas que na alma dói, E para que não haja na relação confronto, É necessário sacrifício, paciência, resistência, resiliência, Perseverança, esperança, altruísmo e ardor, Mas acima de tudo muito, mas muito abnegado AMOR. Autor: Agnaldo Borges 07/01/2016 – 03:52

QUALQUER OUTRO NOME Se, sinto a tua falta, é saudade, Se, sinto a tua alegria, é felicidade,
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QUALQUER OUTRO NOME Se, sinto a tua falta, é saudade, Se, sinto a tua alegria, é felicidade, Se, sentir tua preocupação, te darei tranquilidade, Se, sentir tua tristeza, espero trazer-te a felicidade. Se, sinto tua presença, encontro confiança, Se, ouço tua voz, abala meu chão, Se, encontro teu olhar, vejo esperança, Se, alcanço o inalcançável, alcancei teu coração, Se o que sinto tivesse outro nome qualquer, Ainda assim seria o mesmo sentimento abrasador, Pelo que és como menina ou como mulher, Ainda assim seria de ti todo o meu amor. “Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume.” William Shakespeare Autor: Agnaldo Borges. 03/03/2015 15:04

A LUA Dizem que em noites sem fins, Os namorados passeiam,
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A LUA Dizem que em noites sem fins, Os namorados passeiam, Por praças ou jardins, Sem perceber quem os rodeiam. Debaixo da lua trocam, Beijos e juras de amor, Olhares e abraços que provocam, Em outras faces o rubor. Dizem que é a lua dos apaixonados, Ou os apaixonados da lua. De corações alados, Com os pés descendo a rua. Autor: Agnaldo Borges 10/10/2014 - 22:40

LIVROS DE INFÂNCIA Eia em marcha meu Rocinante, Vamos em busca de sonhos, vamos avante,
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LIVROS DE INFÂNCIA Eia em marcha meu Rocinante, Vamos em busca de sonhos, vamos avante, Não tenho tempo para bobagens ou inimigos, Apenas quero viver e cuidar dos amigos, Daqueles que me cativaram, Isto o príncipe me ensinou, Em nossas viagens, Ou navegando rios com perigos, Com Huckleberry Finn, Ou em visitas as princesas de nossos sonhos, São muitas aventuras e estórias sem fim, Tempos felizes e risonhos. Ah! Branca, Cinderela e Rapunzel, Cachinhos e minha pequena Sereia, Brincávamos debaixo do sol com nuvens por véu, Construindo castelos de areia, Sonhando acordados, Dormindo felizes e inocentes, Sem especiais cuidados. Aventuras mil com Simbad, João e Maria e o Gato de Botas, Protegidos pelo Soldadinho de chumbo, em todas as rotas, Abrigados na casa de tijolos e fazendo guerra de travesseiros, Fomos na meninice grandes felizes e arteiros.¹ As vezes enfrentando vilões, Como em Ali Babá e os quarenta ladrões Em outras ficamos no meio, Da vida do patinho feio, Ouvimos a resposta do espelho, Corremos com Chapeuzinho Vermelho, E o medo do Saci, da Mula e do Caipora, Do Curupira, da Cuca e outros bichos, Que enfrentamos em duelos, Dentro e fora do Sítio do Pica-pau Amarelo, Ah! Seu Bento, Por sua causa e de outros, Tive muito passatempo. Agora saímos desse cenário, Pra trás ficam sonhos, feiticeiras e leões Ficam também armários, Assim como imaginações. Ai que saudades eu tenho...²

AMOR “Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir em frente...” – Carlos Drummond de Andrade. RESPOSTA A DRUMMOND
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AMOR “Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir em frente...” – Carlos Drummond de Andrade. RESPOSTA A DRUMMOND Ah Drummond como foi certa, Sua afirmação sobre o amor, Andamos todos precisados, Pena que não vemos esse alerta, E sofremos com muita dor, Realmente estamos necessitados. Mas hoje a dose deve ser, Em muito multiplicada, Pois a falta de amor é de doer, A situação está muito complicada. Hoje é efêmera a alegria, Desumanizados cada vez mais, E mais desobedientes a cada dia, Paciência e esperança, Que eram principais, Hoje se tornaram banais, Força é só para agressão, Capacidade de entender é incompreensão, Perdoar cedeu lugar á vingança, Ir para frente ficou à beira do caminho, Mas não se desesperem, Ninguém está sozinho, Os profetas se referem, A alguém que vem ajudar, Basta nEle confiar, E Ele virá nos salvar, Pois pagou o preço na cruz, Por ti e por mim, Nosso salvador Jesus, Nos dará um novo começo sem fim. Autor: Agnaldo Borges 14/10/2014 - 14:19

MAL TRAÇADAS LINHAS Antes de existir, Tanta tecnologia,
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MAL TRAÇADAS LINHAS Antes de existir, Tanta tecnologia, Era preciso possuir, Papel, caneta e ousadia. Geralmente assim, começavam as modinhas, E as cartas de amor, Escrevo-te estas mal traçadas linhas, Dizia o tal sonhador. Enviava o envelope, Por algum menino ou estafeta, Mandava a galope, Com rosas ou violetas. A resposta da donzela, Aguardava ansioso, Observando a janela, Sempre curioso. Ah! Mas tinha um medo tremendo. Do pai da jovem e saía correndo, Pois o primeiro gritava, Minha filha casará com um doutor, E o último retrucava, E serei eu, sim senhor. Depois de muitas confusões, Os apaixonados se casavam, A custa de choro e safanões, Ambos se amavam. Então as crianças chegavam, Os avós se rendiam, Com alegria esperavam, E sobre os netos amor derretiam. E a vida então seguia, Mas chegou um dia, Que veio a tal tecnologia, E uma estranha mania. As conversas em rodas de amigos, Hoje são por uma tal, de rede social, E aí mora o castigo, A juventude pouco lê, Mas tem opinião, Mesmo que seja a da TV, Para alguma ocasião. Escrever até que escrevem, Com figuras de linguagem, Erros ortográficos e abreviações, Claro que há exceções. Ainda existem papel e caneta, Mas isso quase não se usa mais, Restou a ousadia com nova faceta, Apenas para romances banais. Hoje se escreve na rede social, E perdoem-me se pareço banal, Mas ainda usarei a expressão, Escrevo-te estas mal traçadas linhas, Para confessar minha paixão, E sonhar que um dia serás minha. Não apenas namorada, Mas também esposa e amiga, Amante amada, Companheira querida. Perdoe estas mal traçadas linhas. Autor: Agnaldo Borges 03 e 04/10/2014 - 18:30 - 16:28

PENSAMENTO Queria por um breve momento, Me perder em teus braços,
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PENSAMENTO Queria por um breve momento, Me perder em teus braços, Mas só te encontro em meu pensamento, E lá te laço e entrelaço. Queria por um breve instante, Me desfazer deste doce tormento, Mas até mesmo meu semblante, Denuncia você em meu pensamento. Queria por um breve segundo, Ser teu pensamento, Ser neste átimo o teu mundo, E não cair em esquecimento. Queria que não houvesse sofrimento, Que o amor fosse o único sentimento, Debaixo do firmamento, Até o último pensamento. Autor: Agnaldo Borges 10/10/2014 - 20:30

Chorei Chorei, confesso, chorei em várias ocasiões, Chorei de tristezas e de alegrias,
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Chorei Chorei, confesso, chorei em várias ocasiões, Chorei de tristezas e de alegrias, Chorei por bobeiras e por fantasias, Chorei por falsas convicções. Mas homem não chora! Chora sim, e como chora. Chora por um filho, chora de dor, Até chora por amor. Chorei de saudades, Chorei por mentiras, Chorei por verdades, Chorei por birras. Chorei pela vida e pela morte, Chorei pelo azar e pela sorte, Chorei por mim e por ti, E como sofri. Deitei chorando, E chorei até dormir, Mas pela manhã, A alegria eu pude sentir, Chorei amando, E amando, fiquei esperando. E a esperança não é vã, É um sentimento perene. Estou te esperando... Autor: Agnaldo Borges 31/05/2017 – 18:56