Há pessoas inesquecíveis... pessoas que te ensinaram a voar, pessoas que te ensinaram a sorrir, pessoas que te fizeram forte, pessoas que foram divisores de água na vida, pessoas que ensinaram a amadurecer sem tanta dor, pessoas que indicaram o caminho da alegria, assim como pessoas que te ensinaram a sonhar e nunca parar no meio do caminho. Há pessoas inesquecíveis como você.
Não deixe de sorrir... enquanto continuar sorrindo, você poderá terminar planos, eliminar obstáculos, incentivar outros, amar mais intensamente, suportar as dificuldades, acreditar mais em si mesmo, adoecer menos vezes e compreender que mesmo estando aqui ou talvez, longe, terá feito o seu melhor em tudo.
Ame profundamente, ame sem exigências, ame por amar. Quando amamos as recompensas chegam pelo mesmo caminho de quem foi alcançado. O amor ele é cultivado, o amor não é gerado espontaneamente, não é de auto combustão. Amar se aprende, amar é dar-se, é ser sincero, é não ter medo. Amar é toda a razão para o que quer que façamos.
A verdade é uma só, crescemos apressados para sermos adultos e morremos vagarosamente querendo ser crianças. E lamentavelmente o mais que chegamos perto disso é quando terminamos nossas vidas frágeis, sem grandes ambições, mais crédulos, a maior parte do tempo com sono, mais dependentes, mais amorosos, com quase nenhum cabelo e quase sem dentes.
O tempo, ele simplesmente nos transpassa, como uma lâmina afiada num corte conciso, onde através da nossa carne, ergue uma rica durabilidade incômoda e insólita, por mais tempo do que é preciso. Às vezes em cortes leves ou profundos, através de recordações compassadas, que relembradas fazem o tempo parar por um segundo, num segundo com o tamanho da eternidade, quando se rompe tal muro.
O tempo anda encolhendo ou somos nós que estamos envelhecendo e reconhecemos no íntimo que não temos muito tempo para pôr em ação tudo que nosso coração e maturidade nos revelam constantemente? É justamente nesta idade que estamos que começamos a entender como as coisas acontecem de certa maneira e diferente de nossa juventude, tudo parece mais nítido e compreensível. Talvez uma hora tardia para se criar coisas, mas nunca para vivê-las intensamente em outros formatos ou nomes.
Mesmo assim, hoje incansavelmente pensativo, onde perdido pelos meus atos consumados e jaz errante em pensamentos, violo meu silêncio num incompreendido ato de texto. Hoje é a segunda vez que me fragmento sequencialmente. Eu sei, eu transgrido a imposição que impus a minha alma, que traída se libera de meu corpo convertida em lágrima, sem retorno garantido ao receptáculo de minhas promessas, muitas das quais eu estou reavaliando o valor da existência.
A liberdade dos pensamentos às vezes é uma maldição. Porque pensamentos mal elaborados e pobres em seus fundamentos, se voltam contra nós em formato de lâmina, num corte preciso na carne num despertar de um ferimento. Dependendo da ideia traçada e bravura erguida, determinará poeticamente a sutura aplicada até que se feche a ferida.