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Frases de Adson Guedes

67 frases

⁠Você não precisa da morte para compreender a inexistência, pois já caminha sem vida nas vielas do caos, nas aldeias abandonadas,
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⁠Você não precisa da morte para compreender a inexistência, pois já caminha sem vida nas vielas do caos, nas aldeias abandonadas, em cada vilarejo, em cada povoado, onde teus pés nunca pisaram onde desconhecem a tua existência.

⁠Conheces a temível lenda da Yara? Onde pescadores sucumbem ao encanto, levados por uma sereia nativa,
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⁠Conheces a temível lenda da Yara? Onde pescadores sucumbem ao encanto, levados por uma sereia nativa, afogados na sedução do desconhecido tuas pernas me prendem feito serpentes nas águas escuras, agarrado aos teus cabelos macios, o ondulante curso da cor do rio, sou arrastado pela correnteza traiçoeira para a profundidade dos teus olhos amanheço extinto, submerso em teus seios tu és a sereia que assombra meus poemas mais profundos.

⁠O poder, a essência do mal crianças correndo, uma figura política, a corrupção personificada, outra, a sombra de Hitler em seu tormento. meus olhos ardem, testemunhas de uma realidade distorcida.
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⁠O poder, a essência do mal crianças correndo, uma figura política, a corrupção personificada, outra, a sombra de Hitler em seu tormento. meus olhos ardem, testemunhas de uma realidade distorcida. Fomos adestrados a conviver sob o julgo das armas. Agora, me vejo sob a mira dos teus olhares, rendido ao domínio dos teus saltos... Não preciso de moedas, guardo pessoas na minha carteira.

⁠Quero te amar Desejo te entregar ao meu lado mais sombrio afogando-te em um rio de humilhação profunda
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⁠Quero te amar Desejo te entregar ao meu lado mais sombrio afogando-te em um rio de humilhação profunda elevando-te aos céus, num delírio divino e, simultaneamente rebaixando-te ao patamar vil da mulher descartada mas ao lançar meu olhar quero presenciar o desvario, a insanidade das gargalhadas incontroláveis tuas, com o rosto encharcado de lágrimas douradas do meu eu mais sádico.

⁠Eu sou a sombra que te acaricia na calada da noite. quando a brisa adentra pela janela e sopra pelo quarto ossos de vento que sussurram ao teu ouvido.
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⁠Eu sou a sombra que te acaricia na calada da noite. quando a brisa adentra pela janela e sopra pelo quarto ossos de vento que sussurram ao teu ouvido. Eu sou a sombra que te observa nas horas silenciosas da madrugada quando um objeto cai e um vulto se desenha, despertando a inquietude. Não enlouqueça, meu bem, sou eu, testemunhando tua nudez na cama.

⁠Oh, maldito tempo, traiçoeiro, que desbotará a pele do teu rosto que desarmará o fascínio do teu sorriso tempo este que te roubará a juventude
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⁠Oh, maldito tempo, traiçoeiro, que desbotará a pele do teu rosto que desarmará o fascínio do teu sorriso tempo este que te roubará a juventude mas enquanto caminharmos sobre este chão de lama enquanto respirarmos o ar poluído desta vida. perto ou longe, nos braços ou na ausência da minha cama toda a beleza dos traços que hoje me inspiram, estará guardada em algum canto escuro da minha memória.

⁠Numa funerária, vivi meu trampo mais desafiador Corpos desfigurados, familiares em pranto Madrugadas silenciosas, reflexões austeras,
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⁠Numa funerária, vivi meu trampo mais desafiador Corpos desfigurados, familiares em pranto Madrugadas silenciosas, reflexões austeras, sobre o amanhã incerto. Sozinho, habituei-me à solidão do ofício, Movido pela necessidade, pela dura realidade. Enquanto os entes queridos choravam, eu lucrava, comissões por serviços prestados. eu não podia estar triste, nem inteiramente em euforia. Somos a alegria de outros, mesmo na morte Os fantasmas não eram os vilões, percebi então, eram guardiões contra ladrões, em noites de uivos de cães, que ecoam como lobos. Na encruzilhada entre a vida e a morte, testemunhando o desfecho, encontrava conforto e paz para descansar sobre um colchonete no chão do escritório.

⁠Desculpe se decepcionei, Mas não escrevo para agradar devotos ou ambiciosos. Minha caneta sangra pelos desesperados,
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⁠Desculpe se decepcionei, Mas não escrevo para agradar devotos ou ambiciosos. Minha caneta sangra pelos desesperados, Pelos soluços nos copos vazios dos bares, pelos mendigos das ruas esquecidas. Pelas almas das musas do submundo, flores do asfalto. e Minha caneta sangra pelos corpos femininos em chamas, pulsando vida, paixão desenfreada, fêmeas entregues ao delírio da carne. Saibam que não estão sós...

⁠As palavras têm poder, Já arranquei a calcinha de corpos femininos sem um único toque, sem que elas me transformassem num mero pano de prato,
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⁠As palavras têm poder, Já arranquei a calcinha de corpos femininos sem um único toque, sem que elas me transformassem num mero pano de prato, como eu, secretamente, desejaria. As palavras têm poder, já utilizei o casco dos corpos de outros caras para saciar as minhas damas comprometidas, aquelas que vagueiam em lugares distantes, longe dos meus dedos, acorrentadas por suas carências insaciáveis, e mentes corrompidas por mim. As palavras têm poder, não escrevo para enlouquecer ninguém, mas para impedir que o desejo se torne uma angústia de madrugadas intermináveis

⁠As aves cantam com mais fervor na manhã, e mesmo em Manaus, onde o calor nunca dá trégua, o amanhecer é um alento de frio. Percebi que o café é mais robusto na xícara, e a água, antes banal, ganha um gosto mais intenso no copo de alumínio. Enquanto isso, as damas do asfalto, d…
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⁠As aves cantam com mais fervor na manhã, e mesmo em Manaus, onde o calor nunca dá trégua, o amanhecer é um alento de frio. Percebi que o café é mais robusto na xícara, e a água, antes banal, ganha um gosto mais intenso no copo de alumínio. Enquanto isso, as damas do asfalto, das madrugadas, se vestem como mocinhas recatadas, e as mulheres mais reservadas, na intimidade de suas camas, se revelam como criaturas ardentes, ansiosas por uma paixão que a vida cotidiana nega.